<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666</id><updated>2011-07-07T15:34:44.076-07:00</updated><title type='text'>Sunset, NC</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-8448262382579220309</id><published>2010-07-13T15:09:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T15:17:30.302-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 22 - Hall. Kaylee Hall.</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Nota: se o último capítulo que você leu foi o 20, não leia este. Postamos 2 de uma vez. O 21 está logo ali embaixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Adorados seguidores,&lt;br /&gt;É com profunda tristeza e pesar que comunicamos que, agora que deixamos Kaylee bem resolvida e encaminhada, nossa misão se cumpre, eo Sunset se encerra. Agradecemos a cada um que passou nesse blog e deixou uma marca, à Lara sempre ausente que nos propiciou criação deste projeto, e a Bel, de Beyond My Dreams, por ser sempre tão presente e incentivadora. &lt;br /&gt;E assim, com muita dificuldade, terminamos Sunset. Agradecemos novamente você que está lendo, que conhece Kaylee, Luke, Mel... Agradecemos profundamente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus nós dos meus dedos estavam brancos. Luke encarou-me – e milagrosamente, eu vi um brilho de vida lá dentro --, e encarou minhas mãos, retorcidas. Sinal do meu nervosismo (bela advogada que sou, transparecendo emoções).  Porém, não durou muito. Ele virou o olhar para o nada novamente. &lt;br /&gt;A máscara se quebrou por um momento, mas logo voltou, totalmente impassível. Aquilo me deixou pior.&lt;br /&gt;-- Número um? &lt;br /&gt;-- Réu culpado. – eu ouvi uma voz profunda ressoar aquela frase. Parecia mil vezes mais alta na minha cabeça. Aquilo se chocou contra meu crânio e ensurdeceu meus ouvidos. Doía e ardia como uma facada.&lt;br /&gt;Vi o homem asiático se sentar, o número um. Era um bom jurado, não tinha emoções. Provavelmente tinha filhos, podia ser um bom marido, não sei. Mas no momento, não pude deixar de odiá-lo, de sentir uma enorme fúria. E tristeza. Por que você faz isso consigo mesma, Kaylee? Por quê? – Número dois? – a juíza perguntou.&lt;br /&gt; -- Culpado. – Por quê, hein, Wilson? Primeiro que você é horrível em casos criminais. Não tem especialidade nisso. Você cuida dos casos chatos e financeiros. De empregados processando empresas. De casais brigando por guarda e dinheiro. Você é tão chata quanto seus casos. Se algo der errado, se um caso for perdido, há a possibilidade de se recorrer – e o estrago não é muito grande. Mas um assassinato? Não era para você se envolver com esses casos, de crimes horrendos. É difícil demais. E a culpa, além do nojo, ás vezes... O caso já perdido... Prisão perpétua e execuções. Sabia que alguns réus convidam seus advogados para assistir as injeções letais? Suas execuções? É que eles gostariam de ver um rosto conhecido (e mais amigável) do que os outros aleatórios que vieram apenas pela vingança.&lt;br /&gt;E não era para você se envolver nesse caso. – Número três? – Você é louca? Ele é louco. Como pode ter me deixado ser sua advogada? Médicos são afastados de casos em que estão emocionalmente comprometidos; assim como policiais e advogados. O que você está fazendo, Wilson? O que você ganha com isso? Não o caso, não o dinheiro. Por que você está se remoendo com todo culpado que soa aqui no tribunal? Você, por acaso, aceitou o caso numa esperança desesperada e cega de anular todas as provas contra ele, de invalidar a verdade? Você não queria encará-la – que o homem que ama é um cruel assassino. Você sonhou em vencer esse caso, em pegar o real criminoso, e voltar a ser humana. A ter sentimentos, porque nos últimos anos você foi um robô. Você queria ser humana e casar com ele. Quando finalmente se deixou ter um sentimento, tudo se resultou em uma tremenda decepção e numa avassaladora dor, não? É por isso que se chamam “decepção amorosa”.&lt;br /&gt;Você queria que tudo fosse mentira. Mas não é.&lt;br /&gt;Quatro, cinco, seis; todo mundo sabe o que ele fez. &lt;br /&gt;Como pode ter outro fim? &lt;br /&gt;Sete, oito, nove. Se ele não é assassino, comprove. &lt;br /&gt;Quando se há tudo contra ele? Quando tudo é irrefutável?&lt;br /&gt; Dez, onze, doze. O réu tem psicose. Treze, quatorze, quinze. Culpado, culpado, culpado também.&lt;br /&gt;-- Jurado número dezesseis?&lt;br /&gt;Uma mulher piscou, confusa. Era a última; era a mais nova. Gaguejou, respirou fundo, fechou os olhos. Abriu-os e então disse, assustada: -- Inocente.&lt;br /&gt;---                  ---&lt;br /&gt;Eu defendera aquele caso porque queria que tudo fosse mentira. Que ele fosse... Meu Luke, e não um Henry assassino. E achei que se ao menos alguém acreditasse em mim, acreditasse... Comigo... Eu teria certeza da inocência do homem que amava desde meus tempos de menina.&lt;br /&gt;Mas eu só senti pena da última jurada.&lt;br /&gt;Porque ela fora enganada pelo charme e lábia de Henry tal como eu fora um dia.&lt;br /&gt;Mas era claro que não era o suficiente para livrá-lo. Homicídio triplo, qualificado, falsidade ideológica.&lt;br /&gt;O veredicto era quase esperado.&lt;br /&gt;Morte. &lt;br /&gt;Mas e se por um milagre eu não estivesse envolvida demais com o paciente, e a operação tivesse sido um sucesso? E se todos os outros jurados estivessem de acordo com a última moça?&lt;br /&gt;E se o assassino Henry Allen voltasse às ruas? Isso me deixaria feliz?&lt;br /&gt;Talvez deixasse a advogada feliz por uns instantes pelo triunfo, mas a Kaylee, a humana, se arrependeria até a última vértebra. E toda vez que abrisse o jornal na página policial e se deparasse com um homicídio sem solução, ia pensar se não fora ela a colocar a faca nas mãos do criminoso.&lt;br /&gt;Ele só me disse uma coisa antes de ser algemado e levado para fora do tribunal:&lt;br /&gt;- Não vá me ver lá, Wilson. Não vá!&lt;br /&gt;Nem tinha planos de visitá-lo na prisão, nem pude vê-lo sendo submetido à viatura.&lt;br /&gt;Depois da saída do júri, e logo então, do réu, foi permitido que os demais deixassem o tribunal.&lt;br /&gt;Esperei que todos saíssem para sair com Mel – Era um caso horrendo, psicótico, que atraíra a atenção parcial da mídia, e conseqüentemente um pequeno público.&lt;br /&gt;- Sinto muito – Disse ela com a voz fraquinha, como se Luke (Henry, Kaylee, Henry) já estivesse morto.&lt;br /&gt;- Não é a primeira vez que perco um caso, Mel, você sabe disso – Respondi sóbria.&lt;br /&gt;- Mas seria a primeira se não regássemos isso à margaritas.&lt;br /&gt;- Muitas margaritas – Concordei com um sorriso triste, as lágrimas da derrota removendo o rímel.&lt;br /&gt;---                 ---&lt;br /&gt;- Champagner ou margaritas? – Indagou Joe atrás do balcão.&lt;br /&gt;- Margaritas – Disse eu.&lt;br /&gt;- Oh, pena, Kay. O próximo vai ser melhor, tenho certeza.&lt;br /&gt;- Obrigada.&lt;br /&gt;Eu e Mel sempre íamos àquele bar, muito popular na escola onde Mel trabalha, depois de tribunais. Quando eu ganhava os casos, comemorávamos com champagner. Quando perdia, afogávamos as mágoas em margaritas. E Joe, nosso eterno barman, já conhecia nossa tradição.&lt;br /&gt;- Kaylee? Kaylee Wilson?&lt;br /&gt;Deja vú.&lt;br /&gt;- Gregory... Hall.&lt;br /&gt;- Kaylee, desculpe-me por tudo que eu disse naquele dia nos jardins... Eu não tinha o direito...&lt;br /&gt;- Leu em algum jornal o caso de Henry Allen... E o nome de seu advogado, não?&lt;br /&gt;- Sim, Kaylee, e eu me sinto culpado. Eu não tinha o direito de te envolver nessa história.&lt;br /&gt;- Poupe suas desculpas para quando for você quem matar toda a família com uma faca de 47cm, Greg.&lt;br /&gt;- Está brava comigo?&lt;br /&gt;- Não – Respondi honesta pedindo outra margarita.&lt;br /&gt;- Bem... – Começou Mel naquele jeito inquieto de sempre – Eu fiquei de olho em coisas melhores do outro lado do bar, então... Vou atrás. Divirta-se, Kay – Piscou com malícia.&lt;br /&gt;Ri nervosa&lt;br /&gt;- A Mel continua a mesma – Admirou-se ele.&lt;br /&gt;- Você também – Falei sem pensar, ainda nervosa como uma adolescente pela nossa proximidade.&lt;br /&gt;Ele hesitou e caí em mim.&lt;br /&gt;Com tanta coisa para se falar, Kayle Wilson diz para um ex-cretino criminoso que ele não mudou nada.&lt;br /&gt;- Quer dizer... Fisicamente. É claro que cresceu e criou muitos músculos – Agora sim eu estava vermelha como um pimentão – Quero dizer, é claro que mudou um pouco, mas fisicamente continua muito boni... – Um buraco para Kaylee Wilson se esconder, por favor? – É. Mel continua a mesma – Consegui finalmente elaborar uma frase aceitável.&lt;br /&gt;- Eu mudei, Kaylee.&lt;br /&gt;- Eu também – Admiti me enterrando em minha margarita.&lt;br /&gt;- Então prazer em conhecer. Hall. Gregory Hall.&lt;br /&gt;- Wilson. Kaylee Wilson.&lt;br /&gt;- Talvez não por muito tempo.&lt;br /&gt;- O que disse?&lt;br /&gt;- Nada, Wilson. Já é tarde, mas... Talvez possamos... Sei lá, jantar, hoje, amanha... Ou quando for melhor pra você. &lt;br /&gt;Qualquer garota sensata que não quer se esconder de qualquer sentimento, diante de tal proposta proferida por tal escultura grega diria sim sem pensar duas vezes e faltaria até ao enterro dos pais para viabilizar o encontro.&lt;br /&gt;Mas eu não era sensata, e fugia de meus sentimentos como o diabo foge da cruz. Então continuei a fitá-lo com um sorriso leve e interessado como se ele não houvesse dito nada.&lt;br /&gt;- Quer saber, Kay? Pose de bom moço não combina comigo – Abriu um sorriso malandro e desarmador – Quinta, às dez, no restaurante tailandês no fim dessa rua.&lt;br /&gt;- Hoje é quinta, e são dez horas.&lt;br /&gt;- Estão vamos logo ou nos atrasaremos – Ofereceu o braço.&lt;br /&gt;Olhei pros lados procurando Mel – talvez ela me desse uma luz – e a encontrei... Digamos... Entretida demais para se lembrar que a amiga tímida e anti-social se encontrava do outro lado do bar.&lt;br /&gt;Então mandei a um lugar pouquíssimo ortodoxo o que qualquer outra pessoa queria – Eu passara a vida tentando agradar meus pais, então Luke, meus professores, meus clientes, meus juízes. Mas Kaylee Wilson queria dar-se uma nova chance, e queria sair com o engenheiro loiro que lhe estendia o braço.&lt;br /&gt;Pulei do banco, toquei de leve seu antebraço e saímos do bar.&lt;br /&gt;Talvez fosse mais poético se, contrastando contra nossas silhuetas, estivesse o magnífico e inexorável pôr-do-sol.&lt;br /&gt;Talvez não.&lt;br /&gt;Talvez o pôr-do-sol pertença a um garoto chamado Luke (Luke, não Henry) e uma colegial chamada Kaylee. E ao amor presumido entre os dois.&lt;br /&gt;Talvez a advogada e o engenheiro conquistem, um dia, a própria paisagem, ou cada qual encontre um alguém ainda mais medíocre para dividir um cenário.&lt;br /&gt;Eu sempre vou lembrar-me dos beijos e confissões no penhasco quando ver o sol se pondo no litoral, tal como qualquer menina se lembra do primeiro amor.&lt;br /&gt;Mas a vida de Kaylee Hall não se resume a poucas horas laranjas no fim da tarde. Ops, eu disse Hall? Um pouco cedo para isso. Por enquanto é Kaylee Wilson. A advogada Kaylee Wilson. A seu dispor.&lt;br /&gt;---               ---&lt;br /&gt;Já era de madrugada. Estava presa nos braços de Greg e descansava minha cabeça em seu ombro. Estava descalçada, assim como Mel, depois de perdemos os nossos sapatos na trilha. Sentia a grama molhada de orvalho e o ar puro. Ele me apertou e eu suspirei.&lt;br /&gt;Mel dormia no colo de seu novo namorado. Não contei sobre o anel que ele me pediu para que escolhesse.&lt;br /&gt;  - Olha - praticamente me acordou com a voz calma, apontando para o horizonte. - O sol está nascendo...&lt;br /&gt;Sorri. E eu o beijei na fraca luz do nascer do sol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIM&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-8448262382579220309?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/8448262382579220309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=8448262382579220309&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/8448262382579220309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/8448262382579220309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2010/07/capitulo-21-hall-kaylee-hall.html' title='Capítulo 22 - Hall. Kaylee Hall.'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-1953722241665807655</id><published>2010-07-13T15:01:00.000-07:00</published><updated>2010-07-13T15:09:21.317-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 21 – Adams. Luke Adams.</title><content type='html'>O dia tinha começado bonito, mas naquele canto da cidade parecia ter passado um furacão. Não era apenas uma delegacia ― que infelizmente já estivera há alguns anos ―, mas sim uma prisão. E... Alguém estava lá dentro.&lt;br /&gt;Fiquei algum tempo olhando apenas para o chão, dando voltas. Mexi no meu casaco, inútil pelo calor, procurando algo nos bolsos. Nada. Senti um calafrio, mas como já disse, não era de frio.&lt;br /&gt;Eu parei e olhei para aquilo. Concreto, concreto e pouquíssimas janelas. Parecia um castelo das trevas. Como advogada, eu deveria estar acostumada com prisões, ladrões, meliantes e condenados... Mas no momento, eu não era a invencível advogada Wilson, que conseguia reverter até uma pena de morte. &lt;br /&gt;E sim apenas uma garota de 16 anos com muita mágoa em seu coração. &lt;br /&gt;E alguém estava lá dentro. Ele. &lt;br /&gt;O pior não foi passar por aquela maldita revista, confirmar o horário de visitas sete vezes durante a semana nem tampouco vê-lo naquela maldita roupa, como se ele fosse igual a todos aqueles outros, e inferior aos que estavam do lado oposto do vidro.&lt;br /&gt;Foi ver como ele odiou me ver lá.&lt;br /&gt;Sentei no banco indefesa, vendo ele através daquele maldito vidro. Peguei o fone com as mãos trêmulas e o aproximei de meu ouvido. Ele repetiu o gesto, com contrariedade e irritação.&lt;br /&gt;- Eu vou te tirar daí, Luke.&lt;br /&gt;- Meu nome é Henry.&lt;br /&gt;- Eu sou advogada e você é meu novo cliente. Mas por que raios você confessou, aquilo, Luke?&lt;br /&gt;- Porque eu fiz! – Disse rude, áspero e inesperadamente calmo – E meu nome é Henry, Wilson.&lt;br /&gt;Ouvi-lo me chamar pelo sobrenome doeu. Era como se tudo que eu passara fosse em vão.&lt;br /&gt;- Não seja ridículo... Henry. Você sabe que não cometeu crime algum...&lt;br /&gt;- Você quer um relato verdadeiro, Wilson? Quer saber mesmo o que aconteceu? Eu matei minha mãe enforcada com o próprio lençol, e dei um tiro na cabeça do meu pai. Bem-na-têmpora – Ele me olhava com frieza – Fiz acharem que meu pai assassinara minha mãe e cometera suicídio. Mas a minha irmã sabia. Bati o carro de propósito e a esfaqueei com uma faca de exatamente quarenta e sete centímetros - e eu sei porque eu medi -. Foi bem no coração, e jorrou sangue para todo lado. Então eu fugi. Fugi por um bom tempo, consegui me matricular na Valley High School. Daí eu conheci você. O Gregory ia me entregar e tive medo de estar começando a me apaixonar por você. Então eu parti. Satisfeita?&lt;br /&gt;Começando a se apaixonar? Eu o amava completa e incondicionalmente e ele estava começando a se apaixonar?&lt;br /&gt;Tem uma coisa que você aprende na faculdade de Direito. São sete longos anos, sete longas madrugadas, sete longos casos. Sete provas. E em só sete minutos. &lt;br /&gt;Setenta por cento do meu curso era sobre casos financeiros, e a coisa mais divertida, no máximo, eram os divórcios. Um calouro nunca, nunca, nunca, via um caso criminal. Era muito mais complicado. &lt;br /&gt;Eu me lembro do meu primeiro caso criminal. Eu me lembro quando eu parei de ser a caloura. Não foi na formatura que eu me senti uma advogada. Foi quando eu entrei nesse mesmo presídio da cidade, acompanhada do meu grupo avançado - nerd, oi -, e me sentei na frente de um adolescente (18 anos recém-feitos) acusado de roubo de uma loja de eletrônicos, que acabou gerando uma agressão. Não era o maior dos sociopatas, mas o medo dele... Me contagiou. Foi horrível. Foi horrível cuidar de um caso sem volta (câmeras e mais câmeras o filmaram cometendo o delito), foi terrível lidar não só com a corte, mas sim com a sua família e com o próprio. Foi horrível, terrível, e outros adjetivos.&lt;br /&gt;Quando o julgamento terminou, eu educadamente sai do tribunal e chorei no banheiro, meu primeiro choro depois de anos. Uma das minhas professoras me seguiu até lá e meu o maior e melhor conselho da minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sinta. Não se importe. Só trabalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi o que eu fiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luke - Henry - falou novamente, com aquela voz fria e cortante como uma faca. Como a faca que ele matara seu pai? &lt;br /&gt;Não, ele não podia...&lt;br /&gt;Não, eu não posso. Não posso me importar.&lt;br /&gt;- Acho que você deve ir embora, Wilson. Vá. Agora.&lt;br /&gt;- Quem está cuidando do seu caso? - disse, como qualquer robô de advocacia.&lt;br /&gt;Ele piscou, uma piscadela de humanidade (e confusão), porém logo a frieza voltou. - O quê?&lt;br /&gt;- O Estado é obrigado a proporcionar um advogado. Ele já foi direcionado pra você? - eu repeti, dura.&lt;br /&gt;Henry - Luke - demorou um pouco para responder, desgostoso: - Não, mas Wilson...&lt;br /&gt;Não deixei ele terminar. - Ótimo. Kaylee Wilson acabou de se livrar de mais um caso chato de divórcio. Vou repassar o caso da antiga sra. Applebee, atual sra Yang, para o Mark. O estado não paga muito bem, mas vou fazer uma exceção para ajudar um velho amigo. - Pisquei e saí, deixando-o desconcertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí, só para voltar para casa e chorar até dormir.&lt;br /&gt;Senhoras e senhores do tribunal, esta é a advogada Wilson. Kaylee Wilson. A pobrezinha e medíocre Kaylee Wilson.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-1953722241665807655?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/1953722241665807655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=1953722241665807655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/1953722241665807655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/1953722241665807655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2010/07/capitulo-21-adams-luke-adams.html' title='Capítulo 21 – Adams. Luke Adams.'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-4946454360182721746</id><published>2010-04-14T14:53:00.000-07:00</published><updated>2010-04-14T14:54:03.910-07:00</updated><title type='text'>Hall, Gregory Hall</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Era impossível olhar para  aquele lugar sem ser tomada por recordações. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black; font-size: 10pt;"&gt;Valley High  School estava igual a quando eu a deixara. Os estudantes jogados no  jardim, banhando-se ao sol, fazendo deveres ou simplesmente conversando.  Era a Valley High School que eu conhecera, mas eu não era mais uma  aluna, e não tinha mais um vizinho de janela.&lt;/span&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Embora fosse amiga de Mel, eu sempre arranjara  desculpas para não ir a seu local de trabalho. Mel não insistia porque  sabia o verdadeiro motivo de minhas recusas. Estar lá doía demais.&lt;/span&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Então me lembrei que estava lá única e  exclusivamente para fazer as pazes com Melanie e devia esquecer o  passado.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O maior problema era que eu não sabia onde  encontrá-la. Para mim, os professores se desmaterializavam no instante  que saiam das salas de aula. Nunca parara para pensar onde era a sala  dos professores.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- Kaylee Wilson? – Uma voz me trouxe de volta  ao presente. Embora fosse agradável e macia, para mim foi como um banho  de água fria. Me virei indignada:&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;- &lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Gregory Hall?&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Ele congelou por um momento, mas tentou se recuperar. E  eu me assustei com a minha capacidade de reconhecê-lo depois de tanto  tempo. Sete anos. Era incrível como tínhamos mudado. Até eu consegui uns  centímetros a mais. ― Olá, Kaylee. Que bom que você se lembra do meu  nome.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Tentei  não corar, com toda a minha força. Querendo ou não, eu ainda lembrava  alguma coisa da escola. Não era todo o dia que era quase violentada.  Felizmente, não tinha toda a lembrança na minha mente. O final era...  Era... Complicado. &lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;―  Olá, Gregory ― gaguejei.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Talvez  soe muito adolescente, mas na minha vida, até agora, eu nunca tinha  passado tanta vergonha. Talvez até Greg ― Sr. Hall, sr. Hall, você não  tem mais 16 anos ― se arrependia de ter me cutucado, vi nos olhos dele.&lt;/span&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;A vontade de sair  correndo do High School foi tão grande que meus pés começaram a  formigar. ― Eu devo estar deixando você numa situação difícil ― disse,  olhando para baixo, depois de alguns de um silêncio mutuamente  embaraçoso. ― Só queria ver se era você mesmo. Pensei que nesse ponto,  já teria se mudado daqui ― sorriu triste.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;No  pouco tempo em que vivi ― talvez não tão pouco assim ― e nos poucos  encontros que tive depois da formatura, antes de me fechar completamente  para o trabalho, era impossível não ver em seus olhos uma faísca de  cantada. Sério, Hall? Depois de tudo que passamos juntos?&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Não  sei o que aconteceu em mim, só não consegui encontrar a coragem e a  raiva do começo do diálogo. Eu estava bem acostumada em apagar qualquer  sentimento como uma boa advogada.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Ou  como uma boa depressiva.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Mas  não era momento para pensar nessas coisas. Só respondi com a verdade.&lt;/span&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;-  Vim visitar Mel, ela é professora. O que &lt;i style=""&gt;você&lt;/i&gt; faz aqui?  – Tentei soar simpática. Não deu certo. E o pior. Eu consegui ser rude.&lt;/span&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Gregory  sorriu com a minha mudança de humor. Eu sabia que tinha visto uma  faísca.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;-  Me formei em engenharia. Vão construir um ginásio de esportes e um novo  prédio. O número de alunos cresceu bastante e as acomodações antigas  não eram suficientes... — meu Deus. Existem pessoas em Wilmington! - E  você? No que trabalha?&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;-  Sou advogada.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;-  Aposto que bem sucedida. ― Ah. &lt;i style=""&gt;Lindo&lt;/i&gt;. Faísca. Faísca. ―  Kaylee, eu estava querendo conversar uma coisa com você. Será que  podíamos sair para um café?&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Não,  não! Não quis ir à festa ontem. E não quero ter um encontro hoje.&lt;/span&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Nem  nunca, pra falar a verdade.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;―  Eu... ― eu não conseguia responder. E então... Talvez fosse o sol nos  meus olhos ― mesmo o dia não estando lá muito bonito ―, ou o fato de não  ter dormido muito bem noite passada, graças aos telefonemas incessantes  da Mel e os julgamentos em andamento. Não sei o que foi. Só sei que  parei e o olhei melhor. Pelo amor, Greg já tinha 25, 26 anos. Eu já  tinha 25, 26 anos. E querendo ou não, com sono ou não, com sol ou não, o  único em que eu via um possível estuprador e mercenário era no Greg de  16, 17 anos.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; color: black; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;O tempo cura a maioria das coisas e seria  infantilidade tratá-lo mal, de modo que estava me esforçando para ser  simpática, mas isso não fazia de mim a melhor amiga dele. Quem ele  pensava que era pra me chamar pra sair, assim?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Não posso, tenho que visitar Mel. Mas se é tão urgente, fale agora.  Nada o impede.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Henry está preso, Kaylee.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Mas ele é inocente! – Gritei agudo, deixando a máscara de mulher séria  cair. Kaylee, será que uma vez na vida você dizer algo que não pareça  ter saído da boca de uma garotinha de quatro anos?&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Kaylee, ele confessou.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Então... Ele estava sob pressão, ou quis proteger alguém! Os pais  dele...&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Os pais dele estão mortos, Kay – Disse sombrio. Eu recuei, assustada  como uma criança - Ele os matou. Depois matou a irmã, provavelmente  querendo o dinheiro só para ele.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Você está mentindo – Joguei minha última cartada, tentando não hesitar.&lt;/span&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Vá à delegacia. Vá à prisão. Converse com &lt;i style=""&gt;ele&lt;/i&gt;, se  quiser.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Mas, se ele era culpado, por que me contaria sobre o crime?&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Os assassinos também amam, Kay. Tenho certeza que ele amava você. Mas  isso não faz dele menos assassino, menos sujo, menos desprezível. Quando  descobri, meu primeiro impulso foi denunciar. Queria te proteger dele.  Mas eu tinha feito aquela burrada, te agarrando na floresta, e ele tinha  com o que me chantagear. Estávamos no mesmo barco.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  &lt;i style=""&gt;Você&lt;/i&gt; queria me proteger? Você tentou me estuprar!&lt;/span&gt;   &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;-  Eu sei. E me arrependo disso todos os dias. Mas eu era idiota, Kaylee. E  imaturo. Eu achava que você me queria também, e estava se fazendo de  difícil... Mas de um jeito bizarro eu me importava com você.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;As  palavras me faltavam.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;Olá,  Kaylee. Esse é o momento em que você esquece que esse encontro aconteceu  e vira as costas.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Quando  parte da minha consciência não falava de coisas de sete anos atrás, até  que era coerente. ― Desculpa, Gregory ― pensei que, falando o nome  dele, ele acharia que não precisávamos conversar para “reviver os bons  tempos” e eu poder voltar para o meu cotidiano premeditado, seguro e  quentinho. Que não envolvia o Valley, nem ele, e nem ninguém. Tirando a  Mel, claro. ― eu estou atrasada. Talvez outra hora?&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;E  que tal nunca?&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;―  Kaylee, por favor, me deixe explicar...&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;O  gongo do momento era o sinal da próxima aula. Em todo o meu tempo  estudantil, eu nunca fiquei feliz com ele, mas agora... Deus realmente  existe.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Falando sério, a verdade era que eu tinha medo  de Greg. Muito medo. Não medo que ele me arrastasse pra floresta. Me  convencera que ele não era um estuprador acostumado a conseguir o que  quer. Mas medo do que ele sabia. Medo... Do quanto ele sempre estava  certo. Mesmo com parte do meu cérebro aceitando a cantada disfarçada  dele. Eu senti medo.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Juro  que eu corri. Eu poderia ter tido mais classe, ter parecido mais dama,  mas eu corri. E me arrependi disso, pelos meus pés miando nos saltos  altos. &lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;―  &lt;i style=""&gt;Não é de &lt;/i&gt;mim&lt;i style=""&gt; que você tem que ter medo! Não  mais! E não agora!&lt;/i&gt; ― Escutei Greg gritar.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Quando  virei a cabeça, já do outro lado do pátio ― com direito a alguns alunos  olhando para mim ―, não tinha ninguém.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0.9pt 0pt 0cm;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;Ele  tinha ido embora.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;         &lt;/span&gt;Mas  não por muito tempo.&lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana; font-size: 10pt;"&gt;  &lt;/span&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-4946454360182721746?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/4946454360182721746/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=4946454360182721746&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/4946454360182721746'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/4946454360182721746'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2010/04/hall-gregory-hall.html' title='Hall, Gregory Hall'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-6521872881512601098</id><published>2010-03-29T17:03:00.001-07:00</published><updated>2010-03-29T17:03:49.367-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 20 – Recomeço</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Queridos leitores,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Geralmente é a Raissa que dá a cara a bater, mas resolvi dar as caras aqui e notificar decepcionadamente que este capítulo que vos serás lido é o último da saga que acompanhaste – Baixou a professora de gramática.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Piadas à parte, o Sunset se pôs e estamos na escuridão há décadas. Eu poderia dizer que nossos apelos farão Lara se dedicar, mas seria iludi-los. O que nos resta, então? Criar nossa própria trama e passar para o papel o destino que achamos que Kaylee, Luke, Mel, Greg e companhia devem traçar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com um milhão de desculpas por não cumprir o prometido no início, comunico que eu e Raissa daremos continuidade ao Sunset. Caso vocês queiram, tal como nós, imaginar e esboçar a história, ficaremos encantadas e postaremos aqui.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mil beijos, mil desculpas, e boa semana para todos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me formei no colégio. Formei-me em direito na faculdade - uma escolha aleatória -, tenho um escritório chique no centro, ganho em torno de 150 mil por ano. Só saí de Wilmington para cursar a faculdade. Para mais nada.&lt;br /&gt;Nunca mais vi meus pais também. Às vezes me pergunto se ainda estão vivos.&lt;br /&gt;Minha vida passou pelos meus olhos e, incrivelmente, nunca percebi. &lt;br /&gt;Lembro-me como se fosse ontem, quando eu entrei no meu quarto da escola, há exatamente sete anos atrás e encontrei Mel me esperando. Ela ficou apavorada quando me viu soluçando como uma desesperada. Ficou apavorada também até o final do ano letivo, até o dia em que resolvi mudar.&lt;br /&gt;Lembro-me também da dor. Uma agonia tão aguda, crescente. Você não pode ignorar, não pode esquecer, não pode subestimar. No entanto, eu ainda a sinto, agora, no fundo do meu peito. Não me vêem mais as lagrimas. Só a dor.&lt;br /&gt;O ultimo dia em que chorei foi quando eu me formei, há seis anos. Prometi a mim mesma nunca mais chorar. E, até hoje, nenhuma lágrima. Acho que devo me orgulhar disso.&lt;br /&gt;A partir daí, eu mudei. Eu realmente recomecei.&lt;br /&gt;Quando abri meu escritório, - cartão de crédito dos meus pais, acho que devem estar vivos, afinal – me focalizei no trabalho. Totalmente.&lt;br /&gt;A questão era, apesar de a escolha ter sido totalmente aleatória – uni-du-ni-tê com a Mel – eu realmente gostava do que escolhi.&lt;br /&gt;Às vezes, ainda pensava nele. No que estaria fazendo agora. Onde estaria. Mas nada que me consumisse demais. Era só apenas curiosidade. Aquela angústia havia passado há anos.&lt;br /&gt;Era do que eu me convencia diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone tocou em cima da minha mesa.&lt;br /&gt;-Sim, Natalie?&lt;br /&gt;- Dra. Kaylee, Melanie está na linha.&lt;br /&gt;-Pode passar.&lt;br /&gt;Uma voz alta e animada soou na linha em seguida&lt;br /&gt;-Você vai na festa hoje, não é?&lt;br /&gt;-Oi para você também Mel.&lt;br /&gt;Minha amizade com Mel continuava a mesma. Ela continuava a mesma. Havia chutado a bunda de David assim que ele lhe propôs casamento. Tive dó dele.&lt;br /&gt;Agora só estava tendo ‘casinhos’. Seu mais recente era Justin.&lt;br /&gt;-Vai ou não vai?&lt;br /&gt;-Eu não sei, estou ocupada com uns processos aqui.&lt;br /&gt;-Kaylee, já se passaram sete anos. Quando você vai superar?&lt;br /&gt;-Quem disse que esse é o motivo? Olhe, eu realmente estou atolada com uns processos aqui...&lt;br /&gt;-Você se atola de trabalho porque quer, Kaylee – ela me interrompeu. – O que custa deixar o escritório de lado uma vez na vida e se divertir um pouco?&lt;br /&gt;-Você fala isso porque sua profissão pouco exige de você. É só ir lá e dar a aula.&lt;br /&gt;Mel havia se tornado professora de artes e dava aula para o segundo grau da mesma escola que um dia nós ainda estudamos. Nem combinava com seu gênio maluco. Eu nunca iria imaginar que ela seria professora. PROFESSORA!&lt;br /&gt;-Até parece, é porque você não conhece... E além do mais – ela se interrompeu no meio da frase – Você tem que continuar a viver Kay. Não é só porque Luke foi embora que...&lt;br /&gt;-Que mania de mexer nesse assunto Melanie! Eu já falei que não tem nada a ver com isso. Eu gosto do meu trabalho e profissão. Agora se eu deixo de ir numa festa agora é culpa dele? Faça-me mil favor.&lt;br /&gt;-Não adianta se enganar Kay, você não consegue enganar a si mesma nunca, por mais que ten...&lt;br /&gt;-Tchau Mel.&lt;br /&gt;-Não! Eu ainda não terminei de... – ela gritou.&lt;br /&gt;CLICK.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;    Mel podia ser uma ótima amiga, mas às vezes enchia o saco. Eu não queria ir à festa, ponto. Porque qualquer coisa que eu faço ou deixo de fazer agora tem a ver com alguma coisa do meu passado?&lt;br /&gt;    Voltei para meu processo e comecei a reler o caso com o máximo de cuidado.&lt;br /&gt;    Passei o resto da tarde concentrada nele quando o telefone tocou de novo.&lt;br /&gt;    -Sim Natalie?&lt;br /&gt;    -Desculpe incomodar Dra., mas é que já são nove horas, eu queria sbare s ejá estou dispensada.&lt;br /&gt;    -Mas já nove horas? – olhei no relógio pendurado na parede automaticamente – Ah, me desculpe, eu estava tão entertida aqui que nem percebi. É claro, pode ir.&lt;br /&gt;    -Obrigada, até amanhã.&lt;br /&gt;    -Até. – e ela desligou.&lt;br /&gt;    Ok, admito que hoje eu exagerei, normalmente saio do escritório duas horas antes no máximo. Mas não é por causa daquilo que a Mel falou.&lt;br /&gt;    Vagamente me perguntei se qualquer dia desses eu explodisse de stress também teria algo a ver com aquilo. Nem um pouco.&lt;br /&gt;    Desliguei meu notebook e peguei toda a papelada para examinar em casa quando chegasse. Tranquei o escritório, entrei no carro e dirigi até o meu apartamento.&lt;br /&gt;    O caminho era curto, eu não morava tão longe. Só num dos maiores prédios de Wilmington, o que, sinceramente, não é lá grande coisa.&lt;br /&gt;    Estacionei na minha vaga por direito e peguei o elevador para a cobertura. Sim, eu morava na cobertura.&lt;br /&gt;    Logo que entrei, vi o recado na caixa de mensagens da Mel.&lt;br /&gt;    “Olha, eu sei que você está brava, mas convenhamos você é uma cabeça dura. Também sei que você não gosta quando eu toco naquele assunto, desculpe. Mas você tem que entender Kaylee, você já tem 25 anos, tem que viver sua vida. Se atolar de trabalho não adianta, é só um jeito da vida passar mais devagar e dolorosa. Se mudar de idéia, me avisa, eu ainda to com o seu convite pra festa. Pensa no que eu te falei pelo menos”.&lt;br /&gt;    Suspirei. Mel não me entendia. Ninguém entendia.&lt;br /&gt;    Mas mesmo assim, algumas lágrimas me vieram aos olhos. Não, eu não iria chorar de novo – falei pra mim mesma.&lt;br /&gt;    No fundo, eu sabia que estava perdendo minha vida. Perdi sete anos dela.&lt;br /&gt;    Deus, eu era tão jovem! Tão indefesa. Indefesa de mim mesma e indefesa da vida. Se eu tivesse tomado um pouco mais de cuidado, não tivesse me deixado levar, não teria me apaixonado.&lt;br /&gt;    Infelizmente, fui saber disso tarde demais. Agora ele devia estar na Europa, Inglaterra ou Alemanha talvez, vivendo sua vida e nem lembrando da minha existência.&lt;br /&gt;    Eu não estava reclamando. Nem um pouco. Eu sou feliz, ok? Do meu jeito, mas sou. A Mel pode dizer o que quiser, mas no fundo, eu amo o meu trabalho e isso é o mais importante. Ignorei a pontada me dizendo o contrário. Ouvi-la nunca me fez bem.  &lt;br /&gt;Fui pro banheiro tomar uma ducha, e, quando sai, vesti meu pijama de flanela preferido. Fiz um chá, fui pro sofá e comecei a reavaliar as cláusulas de novo.&lt;br /&gt;    Quando me dei conta, era meia noite. Fechei o notebook e fui direto pra cama.&lt;br /&gt;---                                                                                                                 ---&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Peguei a xícara de café e me afundei no próximo caso. Eram sete da manhã e Natalie só chegava daqui à uma hora. Liguei para meu cliente e comecei a discutir o caso. Bem típico, se divorciaram e queriam resolver a guarda da criança.&lt;br /&gt;    Eu odiava esses casinhos pequenos que nem precisam de um tribunal para se resolver. Gostava mesmo de casos como assassinatos e coisas do tipo. Mas, o que infelizmente dava dinheiro, eram os casos pequenos.&lt;br /&gt;    Não que eu estivesse reclamando. Minha vida era meu trabalho.&lt;br /&gt;    Escutei baterem na porta.&lt;br /&gt;    -Entre.&lt;br /&gt;    Natalie abriu a porta e entrou.&lt;br /&gt;    -Bom dia Doutora. Alguma coisa especial para hoje?&lt;br /&gt;    -Sim, ligue para o Dr. Johnson, juiz amigo meu e veja se tem como marcar uma audiência para semana que vem. Ligue também para Bárbara Kane e fale que vou estar livre a partir das duas horas se ela quiser marcar uma consulta. Por agora é só.&lt;br /&gt;    -Vou providenciar – e saiu.&lt;br /&gt;    Seria impossível arranjar secretária mais eficiente, pensei. Natalie caiu do céu quando eu mais precisava. Meus casos começavam a crescer e eu já não dava mais conta de tudo sozinha quando ela se inscreveu para a vaga. Morena naturalmente, ela havia feito luzes e definitiva. Definitivamente ficou melhor.&lt;br /&gt;    Mas, o importante, era que era eficiente, sabia usar os miolos e, não pedia muito de salário.&lt;br /&gt;    Voltei para o caso.&lt;br /&gt;    O telefone tocou. Eu simplesmente odiava quando isso acontecia, me desconcentrada totalmente.&lt;br /&gt;    -Sim Natalie?&lt;br /&gt;    -Agendei Bárbara para as 11 horas e o Sr. Johnson não estava no momento. A secretária vai retornar a ligação quando ele chegar.&lt;br /&gt;    -Obrigada.&lt;br /&gt;    Separei alguns casos para discutir com minha cliente depois e, no meio de tantos papéis em minha gaveta, um em especial me chamou atenção.&lt;br /&gt;    Meu diploma dos tempos do colégio. O observei por algum tempo.&lt;br /&gt;    Minha formatura foi... Normal. Nada demais aconteceu, mas ao mesmo tempo, aconteceu sim.&lt;br /&gt;    Primeiro porque foi a última vez que falei com meus pais. Eles só queriam avisar que, daqui para frente, o cartão de créditos estaria ilimitado para qualquer faculdade. E AH! Um parabéns forçado e de última hora. Desliguei a ligação depois disso.&lt;br /&gt;    Segundo porque o colegial em especial foi marcante para mim. De todas as formas possíveis, mas foi.&lt;br /&gt;    Sacudi minha cabeça ao lembrar daquele assunto. Já foi há muito tempo, disse para mim mesma, eu já deveria ter esquecido aquilo.&lt;br /&gt;    Certamente não minha culpa se eu não conseguia.&lt;br /&gt;    Eu achei que quando passasse o tempo, eu achei que quando eu sentisse o fim, eu achei que passaria. Não passa nunca, mas quase passa todos os dias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-6521872881512601098?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/6521872881512601098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=6521872881512601098&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/6521872881512601098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/6521872881512601098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2010/03/capitulo-20-recomeco.html' title='Capítulo 20 – Recomeço'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-6885769841809801656</id><published>2010-03-13T11:54:00.000-08:00</published><updated>2010-03-13T11:55:13.416-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 19 – Último ato</title><content type='html'>-Mel, se você tivesse que escolher entre uma coisa que provavelmente faria você sofrer e não tivesse mais volta e uma coisa que faria uma outra pessoa sofrer, mas você não estando completamente feliz também, o que você escolheria? Por favor, não pergunte nada, só responda. – me perguntei se ela tinha entendido o meu raciocínio ou não.&lt;br /&gt;Nós estávamos sentadas na minha cama depois que eu voltei para o quarto com olhos vermelhos e inchados. Aparentemente as olheiras já não eram suficientes.&lt;br /&gt;Mas quando eu não soube explicar o eu havia acontecido – a verdade envolveria a identidade verdadeira de Luke e, por mais que eu confiasse em Mel, esse era um segredo dele afinal – ela havia me puxado para sentar em sua cama e agora eu estava lá, tentando arrancar um bom conselho, porque eu, estava completamente desfigurada para pensar por mim mesma.&lt;br /&gt;-Bem, eu acho que depende da coisa e da pessoa. Se fosse alguém que eu nem conhecesse ou até mesmo algum familiar distantes – encare-se, meus pais – talvez a 2° opção. Agora, se fosse alguém que eu amasse como o David – ela sorriu ligeiramente. Eu não sabia que o ‘namoro’ dela com o David estava indo tão a sério – ou como você, eu acho que preferia a 1° opção.&lt;br /&gt;Sorri com aquela pequena declaração. Céus, ela a melhor amiga que eu poderia encontrar aqui. Mel era um doce, mas, no fundo, fiquei preocupada com o que aquilo realmente implicaria.&lt;br /&gt;-Mas e se você tivesse medo da primeira opção Mel, muito medo?&lt;br /&gt;-Você ama o Luke Kaylee?&lt;br /&gt;Ok, como ela sabia que nós estávamos falando dele? Eu não mencionei o seu nome e poderia ser algo sobre qualquer pessoa próxima de mim, até meus pais ou Nancy.&lt;br /&gt;-Como...?&lt;br /&gt;-Shh! Não me interrompa. Você o ama? – seus olhos eram totalmente a sério agora, fitando exatamente a resposta que eu daria. Aquela Mel saltitante estava perdida dentro de algum lugar de sua bipolaridade colorida e alegre. Ok, isso foi meio gay, mas esquece.&lt;br /&gt;Nem pensei na resposta que daria, foi automático:&lt;br /&gt;-Sim.&lt;br /&gt;-Então acho que você já sabe a resposta.&lt;br /&gt;E com isso, Mel me abraçou.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Não podia dizer muito bem o que eu estava pensando, só que eu estava com uma incrível vontade de dormir e nunca mais acordar. Deus, eu não vou me suicidar antes que alguém pense algo do tipo.&lt;br /&gt;Eu só estava cansada. Muito cansada.&lt;br /&gt;Algum tipo de bloqueio impedia minha mente de pensar, e, um pouco depois de conversar com Mel, eu já havia pegado no sono sem nem ao menos jantar.&lt;br /&gt;Tive um sonho meio estranho àquela noite.&lt;br /&gt;Estávamos no pátio. Incrivelmente, estava tudo florido e colorido. A grama de um verde adorável. Estávamos somente Luke e eu, o resto estava deserto, sem nenhum sinal de outra presença humana no local.&lt;br /&gt;Luke estava me beijando, quando ouvimos uma voz grossa de homem gritar atrás de nós para não nos mexemos. Lentamente, me virei para trás e me deparei com pelo menos uns trinta policiais armados se aproximando. Olhei para Luke rapidamente e seu olhar era assustado.&lt;br /&gt;Mas, quando um policial apontando uma arma para nós agarrou Luke e o algemou à força, seu olhar era de fúria para mim. Não, eu estou mentindo. Era muito mais do que fúria, era de ódio, um ódio inigualável e rancor, muito rancor.&lt;br /&gt;Não pude me mexer nenhum centímetro sequer. Simplesmente paralisei onde estava.&lt;br /&gt;Uma dor subiu em meu peito, e automaticamente me senti responsável por aquilo. Céus, eu não queria que isso acontecesse, nunca quis! Mas, como se não bastasse o olhar, ele acrescentou gritando já entrando arrastado na viatura policial a alguns metros e mim enquanto eu não conseguia me mexer:&lt;br /&gt;-Sua culpa Kaylee! Por sua causa eu estou aqui! Sua maldita culpa!&lt;br /&gt;Sua voz ficou ecoando em minha mente até eu acordar num repente arfando em minha cama.&lt;br /&gt;Demorou um bom minuto até eu perceber onde estava. Mel dormia tranquilamente na cama ao lado com minha respiração desregular e alta e meu coração batendo tão forte que o som ecoava pelo quarto silencioso.&lt;br /&gt;Joguei minha cabeça no travesseiro de novo e tentei me acalmar antes que Mel acordasse.&lt;br /&gt;Certo, eu não podia me desesperar, Luke provavelmente estava a uns cinco metros de distância de mim agora e deveria estar no décimo quinto sono. Ele NÃO estava preso e ele NÃO estava com ódio de mim. Pelo menos era no que eu acreditava.&lt;br /&gt;Confesso que minha reação havia sido mesquinha e fútil. Eu não tinha que decidir nada, já estava decidido. Luke iria embora para se proteger e sim, por minha causa. Se Greg não tivesse me “atacado” naquele dia, nada disso teria acontecido para começar. Mas recapitulando, já estava decido. Luke iria embora e eu que fizesse bom – ou no caso mal – proveito disso. Simples assim.&lt;br /&gt;Eu nunca iria deixar Luke ser preso por uma coisa que ele não fez. E sim, eu sabia com todas as minhas forças que não fora ele. E, eu nunca iria deixar ele ser preso por minha culpa. Minha maldita culpa.&lt;br /&gt;Mesmo que, depois que ele fosse embora, minha vida virasse um lixo.&lt;br /&gt;---&lt;br /&gt;Eu não sabia ou certo o que falar para Luke quando nos encontramos no pátio para irmos para a aula. Acho que não havia nada certo para se falar.&lt;br /&gt;E, no entanto, enquanto ele se aproximava meu coração não pôde deixar de dar um salto assim como todas as outras vezes que eu o via.&lt;br /&gt;-Oi Luke. – cheguei de mansinho e estava meio receosa em falar algo errado e de repente ele explodisse fora de órbita. Ué podia acontecer.&lt;br /&gt;Eu não era a única receosa ali. Seus olhos me acompanharam preocupado por todo o trajeto até ele. Mas ele parecia distante, como se estivesse perdido em algum lugar por ai.&lt;br /&gt;-Oi Kay. – tentou esboçar um sorriso, mas o máximo que conseguiu foi uma careta torta. – Meus pais acabaram de falar com o diretor. Eu estou, definitivamente, fora da escola.&lt;br /&gt;Involuntariamente, meus olhos se arregalaram levemente.&lt;br /&gt;-Mas tão cedo? – eu estava esperando, no mínimo, daqui a dois dias.&lt;br /&gt;-Eu não tenho tempo a perder. É só o tempo de fazer minhas malas agora, mas precisava falar com você antes.&lt;br /&gt;Não consegui pronunciar nenhuma palavra. Não poderia.&lt;br /&gt;Mas estava cansada de ficar tão vulnerável. Estava cansada de sofrer.&lt;br /&gt;-Então acho que é isso, né? Quer dizer, eu nunca mais vou te ver, vou? – minha voz soou um pouco mais confiante do que antes. Pena que era só por fora. Minha garganta ardia.&lt;br /&gt;-Acho que não. – sua voz falhou um pouco. Ele pegou meu rosto entre suas mãos e depositou um leve beijo em meus lábios. – Tchau Kaylee.&lt;br /&gt;-Tchau. – sussurrei enquanto ele dava as costas para mim e seguia para seu prédio.&lt;br /&gt;Lágrimas escorreram levemente em minha face. Enquanto eu lutava com alguns soluços.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-6885769841809801656?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/6885769841809801656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=6885769841809801656&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/6885769841809801656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/6885769841809801656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2010/03/capitulo-19-ultimo-ato.html' title='Capítulo 19 – Último ato'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-5698682510799790497</id><published>2010-02-21T17:16:00.001-08:00</published><updated>2010-02-21T17:23:32.854-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 18 - Decisão</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;-Kay! – Luke balançava meus ombros com força. Não estava adiantando. – Kay, você está me assustando!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Quem garante que ele não vá só passar um tempinho fora? Certamente não é o que você esta pensando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Você... está falando sério? – minha voz falhou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Ele me olhou. Sua expressão pesarosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Não tem mais nada que eu possa fazer Kay. Essa não vai ser a primeira vez que eu vou ter que fugir de um lugar, e pelo visto não vai ser também a ultima. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Mas, e nós? – eu estava sendo cautelosa, não queria jogar na cara dele aquilo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Ele suspirou. Foi ai que eu vi que seus olhos também não estavam totalmente secos. Meu coração se contraiu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Eu não quero fazer isso. Não quero. Kay, você é a única pessoa que eu confio, você sabe. E eu te amo. Muito. Eu só não posso ficar. Greg não é mais uma ameaça. Se duvidar, ele até já deu queixa. – ele parou um pouco, abaixou a cabeça e suspirou – O que eu mais queria, era poder respirar tranqüilo e dizer: “Eu vou ao mercado hoje e a polícia não vai me prender no caminho”. Mas eu não posso dizer isso. Eu não posso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;As lágrimas continuavam a escorrer por meu rosto e eu acho que elas eram responsáveis por parte dele não estar me olhando. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Era obvio que ele estava sofrendo. Era óbvio. Sua respiração tremula comprovava exatamente isso. Era óbvio também, que ele não era o único naquele cenário que estava desesperado. Simplesmente era demais, tanto para mim quanto para ele que isso estivesse acontecendo. Luke não merecia passar por uma coisa dessas, ficar se mudando de lugar em lugar a cada vez que sentir ameaçado e nunca poder realmente criar um vida lá. Eu sabia o porquê de quando nos conhecemos, ele não ter contato com quase ninguém a não ser Mel e David – e nem mesmo eles tinham a menor idéia do Luke estava passando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Ele só não queria se envolver, nem comigo, nem com ninguém. Porque seria mais fácil para ele se mudar de estado – ou, que Deus não permita, até de país – se não tivesse alguém lamentando a sua partida, muito menos sofrendo horrores com ela. E eu me encaixaria perfeitamente nessa pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Vagamente, me perguntei se ele lamentava – algumas lágrimas extras surgiram com esse pensamento – de ter me conhecido. Seria tudo bem mais fácil se eu não existisse. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Na verdade, eu sempre fui um fardo pra todas as pessoas. Meus pais nunca quiseram filhos, e, no entanto, eu nasci. Porém, eles devem me odiar desde o primeiro ultra-som. E agora, Luke estava sofrendo por minha causa. Se eu não existisse, ele não ficaria tão arrasado assim em partir. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Mas eu não queria me lamentar daqui a sete anos falando que eu nunca tentei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Luke, você está mesmo decidido mesmo a ir embora? – perguntei dessa vez erguendo seu rosto e olhando em seus olhos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Sim. – sua voz não estava confiante nem de longe, mas era obvio que ele já havia decidido e não iria voltar atrás. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="'font-size:"&gt;-Ok, então, eu vou com você.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-O... que?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Tentei não me abalar com essa resposta espirituosa. Sim, eu estou sendo sarcástica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Luke, se você for embora... – eu não consegui terminar a frase, tamanho o choro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Isso não podia estar acontecendo. Não podia. Eu nunca havia gostado tanto de uma pessoa. Nunca havia confiado tanto em uma, nunca havia me sentido tão segura com uma. Não era justo. Será que era pedir demais? Pedir que pelo menos, a única pessoa que eu realmente amei em toda a minha vida, pudesse viver em paz? Que pudéssemos aproveitar a vida juntas e legalmente, de preferência?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;É, pelo visto acho que deve ser pedir demais sim. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Ele me abraçou e ficou em silencio por um tempo. Eu só soluçava em seu ombro. No fundo, acho que eu sabia o tempo todo que isso ia acontecer, sempre soube. Só que eu fui cega e burra a ponto de tentar não enxergar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;E agora, estávamos os dois lá, sem saber o que fazer ou o que pensar. Sem saber o que iria acontecer daqui para frente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Ele me puxou pelo ombro e me encarou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Kay, você não pode vir junto. Eu não posso fazer da sua vida uma perseguição que nem a minha. Você merece e você &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;vai&lt;/i&gt; ter uma vida digna. Custe o que custar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Mas eu não posso deixar você ir! Você não entende isso?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Sim, eu entendo. Mas, no momento, o mais importante agora é deixar você longe de tudo isso. Eu não estou pedindo e nem quero que você sacrifique a sua vida por mim! Você não entende? Eu só quero para você uma vida que eu nunca tive! Uma sem perseguições e medos. Não é fácil poder sair na rua sem ter medo de alguém te reconhecer!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Nós nunca havíamos brigado antes, então me surpreendi com o tom que ele usou comigo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;-Mas eu não preciso dela! Você sabe que eu não tenho medo disso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Desculpe, mas isso eu não posso te dar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Virei meu rosto para o lado, apesar das lágrimas atrapalharem minha visão, acho que ninguém notou o nosso pequeno showzinho. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Como eu vou poder ficar aqui sem você? – e o encarei de novo. Minha voz agora era um pequeno fiapo do que fora antes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Você viveu sua vida inteira sem mim antes. Certamente vai saber se virar. – ele disse bem mais gentil que antes tocando o meu rosto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Promete que vai manter contato? – me perguntei se deveria estar parecendo uma criança de cinco anos birrenta que não ganhou um doce. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Vai ser melhor não. Pra nós dois. Eu falei com meus pais ontem à noite, eles concordaram com minha decisão. Provavelmente eu vou para algum lugar da Europa ou da Ásia, ainda não decidi direito. Estados Unidos estão fora de mão para mim. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Eu acho que ele deve ter visto o olhar desesperado que lhe mandei, por isso acrescentou: &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;- Eu sei que vai ser difícil Kay. Eu sei. Mas o que mais eu posso fazer? Você vir comigo está totalmente descartado, sem chances. E além do mais, é a coisa &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;certa&lt;/i&gt; a se fazer. Deixar você poder viver sem ter que ficar olhando para trás a cada dez minutos para ver se está sendo seguida ou não. – ele segurou meu rosto entre suas mãos - &lt;span class="msoIns"&gt;&lt;ins cite="mailto:larissa" datetime="2009-04-20T17:55"&gt;E&lt;/ins&gt;&lt;/span&gt;u só quero uma vida melhor para você. E no começo, a minha vida vai ser um inferno, ter que acordar e saber que eu não vou poder te ver. Mas eu preciso tentar. Eu não vou conseguir esquecer, mas sei que, com o tempo, isso vai melhorar. Me promete que vai tentar viver a sua vida também?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Seus olhos molhados, tão perto dos meus, clamando por uma resposta coerente. O que eu poderia fazer? Bater o pé e dizer que não? Essa era a vida dele afinal, e eu só era a namorada que estava fazendo um showzinho, o impedindo de poder se salvar a tempo. No final, eu era só isso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Eu prometo. – olhei para baixo, meus olhos transbordando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Ele levantou o meu rosto para ele de novo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Eu não queria que ele visse toda a dor que eu estava sentido, mas era inevitável. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Franzi minhas sombracelhas, tentando não chorar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;-Eu vou sentir a sua falta. – falei antes que me arrependesse. Mas minha voz saiu embargada e me perguntei se ele havia entendido alguma coisa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Luke encostou sua testa na minha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Eu também vou, eu também vou. – sua voz não era mais do que um leve suspiro – Mas eu preciso fazer isso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;E novas lágrimas derraparam silenciosamente para fora de meus olhos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-5698682510799790497?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/5698682510799790497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=5698682510799790497&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/5698682510799790497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/5698682510799790497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2010/02/capitulo-18-decisao.html' title='Capítulo 18 - Decisão'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-9044845391599582345</id><published>2010-01-26T17:14:00.000-08:00</published><updated>2010-01-26T17:15:24.367-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 17 – Desespero</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Ok, eu resolvi levantar da cama. Com muito esforço, mas consegui. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;E eu estava certa quanto às olheiras. Minha pele clara sempre foi favorável a elas, por isso eu já estava acostumada a passar corretivo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Mas dessa vez, eu tive que me segurar para não cair para trás quando em olhei no espelho. Céus, eu deixava o conde Drácula no chinelo com aquelas olheiras. Morto-vivo seria uma boa classificação para mim agora. Ou zumbi.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Depois de meu ‘pequeno’ ataque no banheiro, tratei logo de tomar um banho para acordar. Não adiantou, porém, eu não estava mais ligando para uma sonolência. Terminei de me arrumar e gastei uma quantidade de corretivo incrível só naquelas desgraçadas olheiras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Segundo dia consecutivo que eu não acordava bem. Ontem, um desastre aconteceu. Se hoje acontecer alguma coisa desse gênero, provavelmente, eu devo entrar em choque ou algo do tipo. Talvez um coma. Ok, exagerei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Mel, como sempre, estava elétrica. Às vezes isso dela me incomodava. Como a criatura podia acordar disposta-elétrica-saltitante todo santo dia?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-E ai, dona TPM, passou o mal-humor? – ela perguntou. Era óbvio que ela estava sendo sarcástica. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Não. Não consegui dormir essa noite. – minha voz saiu desanimada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Sério? Bem então eu recomendo uma boa dose de cafeína ou red bull, hoje tem teste de inglês, lembra?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Não, eu não lembrava. Passaram pela minha cabeça uma porção de palavrões que eu não sei da onde vieram. Pelo menos inglês era fácil, eu não iria tão mal assim. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Fique tranqüila, eu sei me virar numa prova.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Ok, você é quem sabe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Saímos juntas do nosso prédio quando eu – e ela – vimos David vindo na nossa direção. Foi então que Mel teve uma atitude que me surpreendeu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Normalmente, Mel teria pulado para o lado de David e se alojado lá.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Mas ela colocou mão em um dos meus ombros e disse preocupada:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Você está mesmo bem Kay?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Olhei atônita para ela. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Claro, pode ir. Eu estou bem. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Deu para ver que ela ficou meio indecisa, mas eu realmente já estava bem melhor que antes. Eu não iria dar outro piti que nem na véspera. No segundo seguinte ela já estava lá, andando na direção de David. Sorri ao pensar que Mel era uma boa pessoa. Meio elétrica, mas ainda uma boa amiga. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Eu estava indo em rumo a minha sala sozinha quando ouvi Luke gritar o meu nome atrás de mim. Virei-me rapidamente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Oi Luke. – tentei soar desperta e animada, tudo o que eu simplesmente não estava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Kay, olha, eu preciso muito falar com você depois da aula. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Seus olhos estavam, apavorados? Céus, céus. Era Greg, ele já havia ido à polícia, ele havia entregado Luke...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Mas o que aconteceu? Greg já te entregou a policia?– perguntei simplesmente desesperada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Não, não é isso. Mas tem a ver. Ele não me entregou &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;ainda&lt;/i&gt;.&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Tremi involuntariamente na palavra&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt; ainda&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Acho que ele deve ter visto o terror em meus olhos, porque de repente segurou meu rosto entre suas mãos e me olhou sério.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Nada vai acontecer com você, não precisa se preocupar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Porque você esta dizendo isso? – minha voz soou esganiçada até para meus ouvidos e acho que ela deve ter falhado um pouco, não sei ao certo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Ele encostou a testa na minha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-A gente conversa depois da aula, ok?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;E depositou um beijo em meus lábios. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Suspirei. Ele entrou em sua sala. Mas, quando estava na porta, olhou uma ultima vez para mim. Havia alguma coisa que eu ainda não havia notado. Talvez, preocupação ou medo. Estava tudo tão embaçado! Talvez um dia eu ficasse cega. Sei lá, pode acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-size:10.0pt"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Respirei fundo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Tentei me acalmar, eu estava a ponto de explodir. Olhei vagamente ao redor. Havia só umas poucas pessoas ainda no corredor. Respirei de novo. Ok, vamos lá. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Caminhei até a sala de biologia e sente-me em meu lugar. Devia estar parecendo um robô fazendo todas as minhas funções. Era assim que eu me sentia. Por dentro, angustiada. Por fora, um robô. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Enquanto esperava o professor chegar, coloquei o rosto entre as mãos. Céus, eu iria desabar. Alguma coisa realmente grave estava acontecendo. Uma coisa grande. Pelos olhos de Luke, ele estava sofrendo com aquilo. Tinha a ver com Greg e sua ameaça, eu sabia. Mas, isso não era motivo para tanto desespero de minha parte, era? Luke e eu íamos conversar depois da escola, tudo iria se acertar. Bem, talvez não tudo, mas pelo menos &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;alguma coisa&lt;/i&gt; iria se acertar. Eu não tinha a menor idéia do que ele queria conversar comigo depois da escola. E, ao mesmo tempo, eu tinha sim, uma idéia do que seria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Acho que não vi de verdade as aulas passarem. Nem mesmo o teste de inglês. Se você me perguntasse qual era a primeira questão, eu não saberia responder. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O dia passou voando e a única coisa que me lembro, foi de silencio na hora do almoço. Pelo menos da minha parte e de Luke. Eu sabia que ele não iria falar nada até depois das aulas, não adiantava perguntar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Meu coração continuava apertado. Eu sabia que era ridículo, ma seu não conseguia reagir de outra forma. Era involuntário. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Quando, finalmente, sai do prédio escolar, Luke estava me esperando na porta. Ele pegou na minha mão e me conduziu até a parte traseira do prédio. Assim que chegamos, ele me encostou na parede e me olhou. Olhou diretamente em meus olhos e eu não sabia decifrar seu olhar. Pelo menos não agora. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Ótimo, chegou a hora, pensei. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-E então, o que você queria conversar? – perguntei cautelosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Kay, eu preciso fazer alguma coisa, não posso ficar parado esperando ele me entregar. – ele falava pausadamente como se estivesse medindo suas palavras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Fazer o que? O que nós podemos fazer Luke?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-O que &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;eu&lt;/i&gt; posso fazer. – falou tão baixo que eu não sei se ouvi direito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Não podia ser possível. Ok, ok. Respira, não pode ser isso que você está pensando. Ele está falando em outra coisa, ele está...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Eu preciso ir embora Kaylee. Não posso ficar. Eu preciso fugir antes que qualquer coisa aconteça – falou num jorro como que para acabar logo com aquilo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Eu não sei o que aconteceu direito, só sei que paralisei no meu lugar, meus olhos arregalados. Acho que nem piscava. Mas, de algum jeito, eu podia sentir as lágrimas começando a se formarem de novo em meus olhos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-9044845391599582345?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/9044845391599582345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=9044845391599582345&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/9044845391599582345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/9044845391599582345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2010/01/capitulo-17-desespero.html' title='Capítulo 17 – Desespero'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-9096967297369537464</id><published>2010-01-02T19:22:00.000-08:00</published><updated>2010-01-02T19:31:51.817-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 16 - Ameaça</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;...Olá. Podem me xingar. Podem xingar a Diana. Mas antes, um feliz natal atrasado, já é ano nooooovo, e que não esqueçamos nossas resoluções em apenas 4 meses. Go go melhorar na escola, entrar na academia e o resto da minha lista! E vocês? Falando nisso, tenham um 2010 feliz. Estamos devendo atualizações, e eu digo, estamos devendo &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Desculpa, gente :( esse ano vai ser um ano de blogueiro. Não vamos deixar isso á mercê da poeira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Enfim, voltando á PdS, e que espero que tiveram boas festas e uma ressaca delas melhor ainda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ass, Raissa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; ---&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Engraçado como às vezes uma palavra muda tudo. Ou no caso, um nome próprio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Greg ficou com uma expressão de vitória quando nossa reação mutua foi paralisante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;-Então, podemos conversar num lugar mais reservado? Acredito que Kay já saiba de tudo, não é?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Luke demorou exatos 15 segundos para responder:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;-Kay, me espera no carro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;-Uau, isso é que é superproteção, hein? Relaxe Henry, não vai acontecer nada. Que eu não queira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Eu não queria deixar Luke e Greg sozinhos, mas obviamente era o que Luke queria. E se ele se sentia mais confortável assim...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Mas não sem antes dar o meu troco. Fala sério, eu merecia isso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Rapidamente, me aproximei de Greg e levantei meu joelho direito com toda a força no meio de suas pernas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;O cara urrou de dor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Agora, estávamos empatados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;-Ok Luke, vê se não demora – e dei um selinho nele – E, Greg, depois me liga, eu quero saber se eu consegui te deixar estéril. Provavelmente eu vou salvar o planeta impedindo que herdeiros seus reinem pelo mundo afora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Ele não tinha como me responder. Estava muito ocupado se retorcendo de dor no chão. Luke tentava não rir, mas não conseguia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;E com o coração na mão, segui aparentemente calma até o carro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Holiday-India;font-size:14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Holiday-India;font-size:14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Eu não estava mais agüentando aquela tortura! Estava a quase meia hora sentada naquele carro esperando! Estava quase pulando para fora e arrastando o Luke para dentro só para tirar Greg de perto dele. Aquela conversa estava realmente me preocupando. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Mas quando eu decidi fazer exatamente isso, Luke entrou no carro e ligou o motor. Rapidamente já estávamos andando à &lt;st1:metricconverter productid="80 km/h" st="on"&gt;80 km/h&lt;/st1:metricconverter&gt; pela a estrada que ia até a escola.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-O que ele queria? – perguntei preocupada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Sua face estava estranha, um misto de perturbação e ódio. Perguntei-me o que Greg havia dito a ele. E tive vontade de socá-lo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Depois de algum tempo em silêncio, ele resolveu manifestar-se:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Ele queria me ameaçar. Ele não queria negociar, como da última vez. Ao invés de eu não dar queixa dele, ele não daria minha, não. Dessa vez foi algo como ‘Me denuncie se quiser, será só pagar a fiança e eu sairei de lá. Agora você, um assassino e fugitivo, duvido que tenha essa sorte. ’ – e aumentou a velocidade do carro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Holiday-India;font-size:14.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Eu não sabia o que falar. Tinha congelado no lugar. Uma série de palavrões passou insanamente na minha cabeça e eu queria ter a oportunidade que gritá-los, um por um na cara de Greg.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;-Não se preocupe, nós vamos dar um jeito nele. – eu disse finalmente depois de alguns segundos congelada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;-Não tem jeito Kay, não tem. Ele vai dar queixa. Toda a policia de Carolina do Norte vai começar a me procurar como da outra vez. Não tem jeito! – seu tom era totalmente desesperado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;Nesse instante meu coração se embrulhou dentro do peito. Tinha que ter um jeito tinha!&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;  &lt;/span&gt;Luke não poderia ser preso por algo que ele não fez. &lt;u&gt;E eu prometi a mim mesma naquele momento que eu faria de tudo, tudo o que eu podia para evitar isso. Nem que eu precisasse ir até o fim do mundo, Luke não iria preso.&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Quando finalmente saímos do carro, ele foi comigo até o jardim, numa parte mais isolada, onde nós ficamos no dia quando fomos à praia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Eu não sabia o que falar ou o que fazer, então só o abracei. Ficamos ali, os dois, abraçados atrás da escola enquanto o sol se punha. Tantas coisas passavam por nossas cabeças naquele instante. Tantas coisas nos preocupavam. Mas naquele momento, éramos só eu e ele. Um reconfortando o outro de qualquer preocupação infligida. Um, amando o outro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;E, quando finalmente nos separamos, já era de noite. Eu poderia ficar ali até o resto dos tempos que provavelmente nem perceberia. Nem iria ligar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Mas, pra variar, o meu estomago teve que roncar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Luke riu: - Vamos, você está com fome. Vamos comer alguma coisa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Fomos até o refeitório em silencio, de mãos dadas. Não precisávamos falar nada para saber o que o outro estava pensando. Mel estava lá e, a princípio, veio toda elétrica para cima de nós. Mas foi só sacar o nosso humor que ela parou com o sue chilique sobre como as pessoas daqui jogavam lixo no chão e como isso deveria ser contra a lei, levantou uma sombracelha e me lançou um olhar do tipo ‘quando você chegar ao nosso quarto a gente conversa’.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="';font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Eu tinha medo dela.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Depois de comer e calar o meu escandaloso estômago, Luke e eu nos despedimos com mais um abraço. Meu coração foi à boca e, não sei por que, eu tive vontade de chorar. Sério. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Subi, tomei um banho e como Mel ainda não havia chegado para me interrogar, me joguei na cama com meus moletons mais velhos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Pensei sobre tudo que havia acontecido naquele dia. Pensei no que Greg poderia fazer agora. Ele poderia entregar Luke à policia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Até onde eu sabia, Luke tinha duas alternativas agora. Ou se entregar antes, ou fugir como ele já havia feito uma vez. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Mas, o que eu iria fazer se ele fugisse? Céus, eu não posso nem pensar na minha vida sem ele agora. Eu não iria sair ilesa se isso acontecesse. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Fui até a janela aberta e encontrei Luke na mesma posição que eu estava a alguns segundos. Deitado na cama, de olhos abertos, mas parecendo estar em outro lugar. Fiquei o olhando por um longo tempo, mas ele não pareceu perceber. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Meu Deus, o que eu iria fazer agora?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;          &lt;/span&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="'font-size:"&gt;Mel me deu um susto quando entrou do nada no quarto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Então Kaylee, pode ir desembuchando. O que aconteceu com vocês dois?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Levemente fechei a cortina da janela para que Luke não percebesse nada – não que ele fosse, de algum jeito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Nada – respondi. Mas a afirmação saiu meio desanimada até aos meus próprios ouvidos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Não é o que parece. – disse Mel se sentando ao meu lado e claramente esperando resposta. – Kaylee, você sabe que pode contar comigo, não sabe? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Então, não sei exatamente da onde, mas me encontrei abraçando ela e chorando meio segundo depois. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Ei! Kay, você está chorando? O que aconteceu? – Ela perguntou com o tom bem mais diferente de antes. Agora parecia fraternal e preocupado. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Nada, Mel, nada. É só TPM. Depois passa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Você acha mesmo que eu vou acreditar nisso? Diga-me, o que está acontecendo? – ela disse passando a mão no meu rosto e enxugando as minhas lágrimas. Nem eu mesma sabia por que exatamente estava chorando. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Sabe quando você... tem uma sensação ruim? De algo vai acontecer?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Sei... – ela parecia meio relutante em responder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Então, é isso. Não é nada de mais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Kay, isso tem alguma coisa a ver com o Luke? Quer dizer, ele fez alguma coisa? Quer dizer, por que se ele fez...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Ele não fez nada – a interrompi antes que ela começasse a falar bobagens – Sou só eu mesma e minha TPM desgraçada, relaxe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Apesar de tudo, acho que ela não acreditou muito nisso, e, para falar a verdade, nem eu. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;          &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Não posso falar que eu realmente dormi. Ok, eu cochilei durante umas 3 horas, mas parte da noite eu fiquei acordada. E não foi porque eu quis não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Eu simplesmente, não consegui dormir. Às duas da manha eu levantei e tomei um calmante. Meia hora depois apelei para o copo de água. Até mesmo liguei o som com umas musicas clássicas no meu mp5, mas não tinha raios que me fizesse dormir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Olhei Mel. Ela dormia profundamente. Seria tão bom poder dormir daquele jeito agora. É impressionante, quanto mais nós precisamos de uma boa noite de sono para relaxar, mais nós não dormimos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Eu nem queria pensar nas minhas olheiras amanhã. URGH!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;       &lt;/span&gt;Mas quando eu finalmente, &lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;finalmente &lt;/i&gt;peguei no sono, durante as minhas preciosas três horinhas, o despertador toca. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Alguém me segura, eu vou jogar esse despertador pela janela e depois não respondo pelos meus atos!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Será que tem problema se eu matar aula hoje? Uma aulinha só não iria fazer a diferença. Não iria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-family:;font-size:10.0pt;"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Mas ai eu lembrei de Luke. Eu precisava falar com ele desesperadamente. Eu já havia tomado a minha decisão quanto a que fazer. Pelo menos eu achava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-9096967297369537464?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/9096967297369537464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=9096967297369537464&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/9096967297369537464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/9096967297369537464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2010/01/capitulo-16-ameaca.html' title='Capítulo 16 - Ameaça'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-1409134203738227547</id><published>2009-11-22T09:53:00.000-08:00</published><updated>2009-11-22T09:59:00.032-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 15 - O Começo</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:70.8pt;margin-bottom:.0001pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Bem, antes de qualquer coisa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; ― sim, eu vou forçá-las a ler meu textinho meloso antes do capítulo, porque sou má ―&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#F60A3D;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, eu gostaria de agradecer todo mundo que comenta, lê e nos fazem felizes &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;― peguei o dia para ser carente mesmo, não liguem &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#F60A3D;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;―, e PERDOEM-NOS pela falta de material e atualização. Eu já disse pra vocês, é culpa da Lara &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;(tá, só a falta de material é culpa dela, mas cofcof né)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#F60A3D;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  Esperneiem para forçá-la a trabalhar, porque eu também to sem nada muito novo. O arquivo tá na reta final, LARA, OUVIU&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:70.8pt;margin-bottom:.0001pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;E, para vocês, depois de um pouco de poeira, o capítulo 15, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Começo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#F60A3D;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, e aproveitem a Kaylee e Luke. Mas só para vocês terem uma idéia o quanto a relapsa Lara precisa trabalhar, eu só tenho até o capítulo 20. É, é.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:70.8pt;margin-bottom:.0001pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Antes de terminar ― &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;calar a boca, na verdade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#F60A3D;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; ―, quero agradecer novamente a todas, mas especialmente á Bel, que está morrendo esperando novidades.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Não morra, e obrigada. A Lara trabalha bem sobre pressão&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; (eu espero)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#F60A3D;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Raissa se despede&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:0cm; margin-left:70.8pt;margin-bottom:.0001pt;line-height:normal"&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-family:"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Meu Deus, como eu soei formal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Os meses se passaram incrivelmente rápidos. Já estávamos perto do Natal e, até agora, não recebi um contato sequer da parte de meus pais. Como se eu me importasse com eles. Que se dane!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Em compensação, Luke e eu estávamos cada vez mais a sério. Acho que o que nos unia era, parcialmente, o excesso de confiança que tínhamos um no outro. Era incrível, mas verdade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele era a única pessoa que me fazia sentir importante, viva. A única que parecia me entender totalmente. Entendam como quiser, eu realmente amava ele. E não achava que um dia poderia gostar tanto de uma pessoa como eu gostava daquele garoto misterioso de olhos azuis. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;23 de Outubro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Sabe aquelas cenas de livros ou filmes &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;em que você pode apontar e dizer “foi aqui que tudo começou”. Pois então, se isso fosse um livro, eu apontaria exatamente aqui e diria isso. Todo o desespero, terror, angústia, e depressão começam exatamente aqui. Meio dramático, não? Pois é. Essa vai ser a minha historia daqui para frente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu já não acordei muito bem. Ontem eu fui dormir super tarde já que eu e Luke passamos a tarde inteira conversando na janela enquanto David e Mel foram na festa. Eram três e meia da manha quando eu fui deitar e eles ainda não haviam chegado. Não quero nem pensar o que eles estavam fazendo agora. Isso é, se estavam na festa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Resultado: acordei meio dia, com uma baita de uma enxaqueca, e não me pergunte por que, já que eu nem bebi, então não poderia ser ressaca. Encontrei Mel apagada em sua cama e achei melhor nem acorda-la. Sabe-se que horas aquela criatura fora dormir ontem. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de me arrumar, encontrei uma carta jogada no chão – aqui eles entregavam a correspondência no quarto mesmo – e não sei por que diabos, eu tive a pequena ilusão de que fosse uma carta de meus pais. Como eu disse, ilusão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Era de Nancy.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Oi Kay,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Fico feliz por você estar se dando bem ai. Agora adivinha? Eu falei com os meus pais e eles me deixaram ir te visitar nas férias! Não e um máximo? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quanto aqui, você nem acredita, sabe aquela piriguete? Sim, a tal de Debra? Então, agora ela é a nova sensação da escola! Todos os garotos querem a garota! E é claro que ela se aproveita da oportunidade, né? Nem fica se oferecendo. Não da pra fazer nem mais concorrência. Eu nunca fui com a cara dela. Pra mim ela é muito superficial e puta para o meu gosto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Escreva-me. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Beijos, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Nancy.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ri por algum tempo com a carta. Debra era legal, ela sempre foi uma amiga para mim. Nancy só estava com ciúmes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Foi um alivio para mim, saber que ela viria para cá nas férias. Estava morrendo de saudades de nossas risadas juntas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Depois de responder a carta – e sim, dessa vez eu contei sobre Luke e sobre nosso namoro -, fui andar pelo prédio para chamar alguém que já tenha acordado. Hoje não teria refeição na escola – era sábado – então nós teríamos que almoçar fora. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Encontrei Lisa no pátio lendo um livro. Fui até ela e começamos a conversar sobre qualquer coisa. Não sei exatamente quanto tempo eu fiquei lá, mas o bastante para uma mão cobrir os meus olhos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu ri: - Luke!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Como você sabia? – ele resmungou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Eu reconheceria aquelas mãos até no fim do mundo. Eram simplesmente... as mãos dele, é claro que eu reconheceria. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Eu sou vidente. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Pelo jeito acho que é mesmo. Quer ir almoçar? – ele perguntou com um sorriso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Como dizer não? Ele estava lá na minha frente, todo galanteador, com seus jeans e pólo habitual, como dizer não?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Claro. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por educação, convidamos a Lisa que estava ao nosso lado para ir junto, mas ela disse que não, obrigada, mas não queria atrapalhar os pombinhos. Ok, ela era legal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Luke ligou o toca fitas do carro e nós começamos a cantar uma música de 1900 e bolinha, mas que nós sabíamos a letra inteirinha. Apesar desse clima descontraído, aquele aperto no meu coração, começava a me incomodar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ele me levou a um restaurante de frutos do mar. Nunca fui muito chegada numa lula, então acabei pedindo peixe mesmo. Fiquei impressionada com a quantidade de comida que o ser ingeria. Ele comeu um prato pra dois sozinho. Ok, isso era ridículo, por que todos os homens podem comer até um caminhão de gordura que não engordam? Enquanto nós, pobres mulheres, temos que passar fome para manter o peso. E eu nem falei não celulites e estrias ainda. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mas até que a comida estava boa. Eu não vou ficar detalhando tudo o que aconteceu, porque eu sei que você, querida leitora, deve estar querendo ir para os finalmentes logo e deixar de tanta embromação. Então, vamos para os finalmentes.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Devia ser por volta das 13:30 quando saímos do restaurante. Havia poucas pessoas na rua, Wilmington era bem tranqüila. Então, é ai que eu te pergunto: Com tantas pessoas legais para se topar quando sai de um restaurante, por que tomar logo com... Greg?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Kaylee! Luke! Vocês por aqui? – ele falou com uma animação forçada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Respira, 1,2,3. Respira 1,2,3. Alguém pode por favor me segurar? Eu estou com a mão coçando para dar um murro nesse panaca metido a estuprador.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Greg, eu não disse para você manter distância? – Luke praticamente rosnou para ele.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;-Ei, a culpa não foi minha, foi um mero acaso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;– e deu uma piscadinha, me fazendo desconfiar que não houvesse sido um mero acaso – Mas foi bom encontrar vocês aqui, eu preciso conversar com você, Henry.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Henry. Greg acabou de chamar Luke de... Henry? Como Greg sabia o nome verdadeiro de Luke? Luke tinha contado para ele? Ele sabia de tudo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Um olhar para Luke indicava que ele estava tão meio apavorado, e não confuso. Foi ai que eu lembrei que ele havia dito que Greg o ameaçava por causa disso no penhasco. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Até então, eu nem tinha me preocupado com aquilo. Até então, eu nem lembrava. Como eu disse, até então.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-1409134203738227547?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/1409134203738227547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=1409134203738227547&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/1409134203738227547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/1409134203738227547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/11/capitulo-15-o-comeco.html' title='Capítulo 15 - O Começo'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-9137814201691173148</id><published>2009-11-03T14:53:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T10:23:20.830-08:00</updated><title type='text'>Capítulo 14 - Aproveitando a Vida</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;No dia seguinte, levantei eufórica. Corri para o banheiro me arrumar. Depois de alguns minutos sai do banheiro já vestida e arrumada.&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Mel já estava de pé e bem vestida quando saímos. Dessa vez eu não fui a única a ser acompanhada por um de nossos vizinhos até o prédio das aulas. David também estava esperando Mel junto com Luke. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Enquanto os ‘ainda não pombinhos’ iam à frente conversando, eu e Luke fomos caminhando lentamente de mãos dadas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Sabe o que eu estava pensando? A gente podia ir à praia hoje depois da aula, já que você não vai à festa mesmo. Quero dizer praia, praia mesmo não no penhasco. – ele disse sorrindo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Como se, no final, tivesse alguma diferença.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Parece ótimo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Então encontro você as quatro aqui em baixo, ok?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Ok, te vejo no almoço. – disse beijando-o rapidamente e entrando na classe. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Depois de uma seção de trigonometria e cálculo, finalmente tive uma matéria que prestasse, inglês. Veja bem não é que eu goste de alguma matéria em especial, mas eu tenho a minha listinha dos dez mais. Dez mais chatas, dez mais irritantes, dez mais entediantes. Eu só acho que inglês está fora dessas listas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Pude visualizar Andrew do outro lado da sala, quando me viu piscou. Céus, o que foi que eu fiz?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Tentei prestar atenção na matéria, mas eu já tinha tido essa aula e francamente, não estava com saco nenhum pra agüentar explicação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;No final da aula, tentei sair o mais rápido possível, mas Andrew me alcançou mais rápido. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;-Oi, Kaylee.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Ah, Oi Andrew.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span lang="EN-US" style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;-Você pode me chamar de Andy, gata. – e piscou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Ah, certo, Andy.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Você vai à festa hoje de noite?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Não eu não vou, tenho coisas melhores para fazer com o meu namorado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Ah, eu acho que não vai dar pra eu ir, sabe como é, eu to atolada de lição. – atolada era a ultima coisa que eu estava ultimamente, mas ele não precisa saber – Mas a Mel vai com o David.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Sério gata? Não dá pra você fazer a lição mais tarde, ou antes, não?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Não, eu... não estou me sentindo muito bem, dor de cabeça, sabe como é. Hoje acho que eu só vou ficar deitada mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Bom então ta. Na próxima você vai.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Claro. – meio que fiquei com dó dele e dua cara de desapontação. Mas não o bastante para aceitar seu convite.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;O resto do dia passou voando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Quando me dei conta, estava saindo da minha ultima aula. Encontrei Luke em frente a minha sala esperando por mim. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Saímos para o jardim e encontramos o resto do pessoal em frente à fonte. Lisa veio me perguntar qualquer coisa sobre qualquer matéria. Mesmo sem ter ouvido a explicação do professor eu expliquei para ela o máximo que eu sabia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Eu tinha lição de trigonometria, mas quem se importava? Enquanto formigas morriam na piscina nesse minuto sem uma Débora para salva-las, eu não iria desperdiçar o meu tempo com bobagens como trigonometria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight:normal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="'font-size:"&gt;Luke e eu seguimos para um lugar afastado de todos. Foi meio difícil, porque Mel tinha espalhado para todo mundo que nós estávamos namorando e agora todos estavam fazendo ‘comentários indecentes’ sobre nós. Era essa que me faltava agora. Eu um dia iria acabar matando a Mel. Que se danem as formigas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Mas nós fomos até os fundos do prédio para namorarmos um pouco. Só umas três da tarde é que nos separamos realmente para eu poder me arrumar para ir apara praia. Sim, eu precisava de uma hora para me arrumar, algo contra?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Acabei optando por meu biquíni amarelo e só coloquei uma blusa e um short por cima mesmo.&lt;/span&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Quando estava de saída topei com Mel. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Aonde você vai, Wilson? – ela perguntou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Pra praia com Luke, por quê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Sério? Hoje o tempo está tão bom... Você acha que iria atrapalhar se eu convidar o David pra ir junto? Eu juro que a gente fica longe de vocês o máximo possível. – e fez uma carinha de cachorrinho sem dono.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Céus! Fazer o que não é? Não poderia dizer não pra ela. Não com essa cara de cachorro abandonado na minha frente. Além do mais, eu tinha que dar um desconto, ela queria se aproximar do David e tal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Ok, mas não vê se não demora, eu estou te esperando lá em baixo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Valeu! Você é a melhor colega de quarto que alguém poderia ter! – e me deu um abraço sufocante.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Hã, ok. Você também é. Eu te espero lá em baixo. – falei tentando me livrar de seu abraço de urso. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Desci para o pátio e Luke já estava à minha espera. Droga, esse era para ser o nosso primeiro encontro oficial. A Mel podia se considerar morta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Oi Luke. – disse dando um selinho nele. – Novidades: Mel e David vão com a gente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-O que? Mas por quê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-Os dois estão naquela fase de ‘nós temos um tombo um pelo outro, mas não vamos dizer isso ainda’ e você sabe como a Mel pode ser persuasiva quando quer. Então, ela se auto-convidou para ir para a praia com a gente junto com David. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Ele suspirou: - Um dia eu ainda mato aquela monstrinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;É, eu o ajudaria com essa tarefa. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;-&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Resolvemos ir no carro de David, já que o de Luke era um conversível e não cabia todo mundo. David e Mel foram na frente e um estava mais animado que o outro não parando de falar sem parar. Eu e Luke sobramos atrás, o que, pensando bem, foi melhor, afinal, bancos traseiros eram perfeitos para... hm, esquece. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;font-family:"&gt;&lt;span style="mso-tab-count:1"&gt;         &lt;/span&gt;Ok, a praia estava deserta como sempre. Eu ainda não entendia como as praias daqui eram tão desertas. Na Califórnia, a última coisa que não faltava era gente e aqui, todos parecem fugir de água e areia. Provavelmente nós deveríamos estar parecendo estar dentro de um filme, dois casais de namorados, - ou quase isso – numa praia deserta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Eu acho que nunca fui tão feliz em toda a minha vida. Ou tenha aproveitado tanto. Quando eu vim para a Carolina do Norte, eu tinha certeza de que nunca seria tão feliz como eu era na minha casa, mas a verdade é que vindo para cá, eu me livrei de todos os meus problemas e preocupações. Não tinha mais o incomodo silencio entre os meus pais e eu. Eu era, agora, praticamente dona do meu próprio nariz. É claro que havia Nancy, mas, era outra historia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Nós aproveitamos a tarde inteira. Fizemos de tudo, nadamos, fomos andar na trilha – sim, &lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;aquela&lt;/i&gt; trilha. Até Mel foi junto. Jogamos areia uns nos outros, e logo em seguida, água. E, agora, já de noite, estávamos em frente à fogueira vendo quem consegue contar histórias de terror melhores. Eu mais dava risada do que tinha medo das histórias da Mel. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Eu acho que nunca ri tanto, nunca aproveitei tanto. Aquela tarde, sempre, sempre, irá ficar marcada na minha mente. Mesmo porque, é a última cena feliz que eu lembro da minha vida de colegial. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Às vezes parece que foi ontem. Terminávamos o colégio. Isso que sentimos aos 17 ou 18 anos, que ninguém na historia de todo o universo, jamais esteve tão perto, jamais amou com tanta ferocidade, ou riu com tanta vontade. Ou se preocupou tanto. Às vezes parece que foi ontem. E às vezes, parece que são lembranças de outra pessoa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Eu nunca iria imaginar que os anos seguintes que estavam para vir, seriam tão doloridos e sangrentos. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:35.4pt"&gt;&lt;span style="'font-size:10.0pt;"&gt;Mas, naquela época, eu era inocente. Eu era feliz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:0;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-9137814201691173148?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/9137814201691173148/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=9137814201691173148&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/9137814201691173148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/9137814201691173148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/11/capitulo-14-aproveitando-vida.html' title='Capítulo 14 - Aproveitando a Vida'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-927161083114778399</id><published>2009-10-16T15:37:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T15:42:09.944-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 13 - Palavra Mágica</title><content type='html'> Depois de tomar um dos banhos mais demorados da minha vida, eu saí do banheiro. Desde pequena eu tinha esse defeito. Muitas pessoas cantavam no chuveiro. Eu pensava na vida. E dessa vez, eu re-avaliei o meu dia inteiro. Vou te contar, tinha coisa pra reavaliar. Eu também sempre gostei de tomar banho quente. O vapor me acolhia, me fazia bem. &lt;br /&gt; Coloquei uma calça jeans, botas, blusa azul fina e jaqueta de couro (sintético, antes que você me de um sermão sobre a pelagem dos animais). Lá fora estava realmente frio. Depois de secar o meu cabelo e me maquiar, sai do banheiro já prevendo outro&lt;em&gt; round &lt;/em&gt;de perguntas da senhorita Melanie.&lt;br /&gt; -Então, disse ela saltitante quando eu saí do banheiro para guardar minhas coisas – que roupa eu escolho?&lt;br /&gt; Eu juro que eu pensei que ela iria me jogar uma torrente de perguntas, mas essa era Mel afinal, num segundo já se entusiasma por outra coisa.&lt;br /&gt; -Qual a ocasião? – perguntei levemente.&lt;br /&gt; -Como qual a ocasião? Não me diga que você já se esqueceu da festa de amanha na casa do gato do Andy? &lt;br /&gt; Putz, eu esqueci totalmente!&lt;br /&gt; -Ah, eu acho que eu nem vou Mel...&lt;br /&gt; -O que? É claro que a senhorita vai! Eu não vou sozinha naquela festa e também não posso perder aquilo por nada! Agora me diga, qual combina mais? &lt;br /&gt; E apontou um vestido tomara que caia super fofo cinza e um vestido preto com detalhes dourado na frente.&lt;br /&gt; -Hm... o preto realça o seu cabelo e agora eu to descendo ta? Eu to morrendo de fome aqui. &lt;br /&gt; -Eu também prefiro, o cinza me faz ficar com uma cara de santinha demais. – ela parou para pensar - Ta, pode ir se encontrar com o Luke, mas na volta a gente vai escolher a &lt;em&gt;sua&lt;/em&gt; roupa.&lt;br /&gt; OMG. Ela estava animada mesmo pra ir nessa festa, fala sério! &lt;br /&gt; Desci as escadas do prédio praticamente a mil por hora, Luke já devia estar me esperando no refeitório. Eu sai correndo pelo jardim também. Pouco me lixava de me acharam com cara de louca. Foi quando eu ouvi uma voz atrás de mim que parei:&lt;br /&gt; -Hei, pra que a pressa? Vai se encontrar com alguém, linda? Olha que assim eu fico com ciúmes...&lt;br /&gt; Dei meia volta e me deparo com Luke e seu sorrisinho presunçoso. &lt;br /&gt; -Oi, eu estava indo te encontrar.&lt;br /&gt; -Eu resolvi te esperar em frente ao seu prédio, mas acho que você nem me viu. Desesperada para encontrar o namorado, mocinha?&lt;br /&gt; -Depende, só se ele se comportar. &lt;br /&gt; Ele então envolveu minha cintura e nos beijamos. &lt;br /&gt; Não sei quanto tempo ficamos assim, o bastante para algumas pessoas ficar olhando eu acho. Inclusive Mel que nos interrompeu limpando a garganta logo em seguida.&lt;br /&gt; -OMG Kay, você não disse que ia jantar? Se bem que... esquece. Mas eu só te liberei do quarto para &lt;em&gt;comer&lt;/em&gt; e não &lt;em&gt;beijar&lt;/em&gt;. Muito menos com esse ai. – ela disse sorrindo.&lt;br /&gt; -Oi pra você também Mel. – cumprimentou Luke bagunçando o cabelo dela.&lt;br /&gt; -HEI! – ela disse arrumando o cabelo aonde ele tinha mexido - Não sei o que a Kay viu em você seu chato, mas vai tratando de tomar a linha com ela, hein?&lt;br /&gt; -Nossa sua fingida, no quarto você deu um ataque por a gente estar juntos e agora esnoba. – ele revidou ainda sorrindo.&lt;br /&gt; Ela corou. Eu nunca tinha a visto corar antes, fazia um contraste com o cabelo.&lt;br /&gt; -Bem, se você dois vão ficar ai, eu vou comer. – anunciei logo depois de o meu estomago roncar.&lt;br /&gt; -Eu vou voltar para o quarto, chega de melação por hoje.&lt;br /&gt; -Chega de coisinhas chatas por hoje.&lt;br /&gt; -Ok, chega de pequenos insultos por hoje.&lt;br /&gt; Nós três rimos. &lt;br /&gt; -&lt;br /&gt; Depois de a Mel ter voltado para o quarto - aparentemente ela tem formiga no pé, não consegue ficar muito tempo trancada lá dentro -, nós dois entramos no refeitório de mãos dadas. &lt;br /&gt; Notei alguns olhares na nossa direção, principalmente de nossos amigos. David nos olhava incrédulo. Imaginei se ele iria pedir um ‘relatório’ de Luke como certas companheiras de quarto. &lt;br /&gt; Nós nos sentamos numa mesa vazia, já com as bandejas de comida na mão. &lt;br /&gt; Comecei a comer direto. Devia ser umas 9 horas da noite e a ultima vez que eu ingeri alguma coisa foi a oito horas atrás. Acabei me engasgando. Foi lindo de ver, Luke teve que bater nas minhas costas e tudo. E o pior é que ele não sabia o que fazia, dava risada ou me ajudava. &lt;br /&gt; Depois de algum tempo, a comida finalmente desceu e eu pude respirar de novo.&lt;br /&gt; -Acho que eu fiquei muito tempo sem te alimentar, devia ter te dado algo para comer no caminho. Pelo menos você não iria partir para cima da comida que nem uma esganada agora.&lt;br /&gt; Eu o fuzilei com o olhar.&lt;br /&gt; Ele voltou a rir.&lt;br /&gt; Então me lembrei da festa de amanha do Andrew.&lt;br /&gt; -Luke, você vai à festa de amanha?&lt;br /&gt; -Que festa? – ele perguntou curioso.&lt;br /&gt; -A do Andrew. Eu não queria ir, mas a Mel não para de me encher o saco. Você vai?&lt;br /&gt; -Kay, eu não fui convidado.&lt;br /&gt; -Não?&lt;br /&gt; -Turner não costuma convidar qualquer um. Mas vocês se conhecem? – impressão minha ou ele estava com ciúmes?&lt;br /&gt;-Bom, eu conheci ele no primeiro dia quando eu estava saindo da aula de Literatura. Logo em seguida ele me convidou para a festa, por quê?&lt;br /&gt; -Hm... só tenha cuidado, as festas dele não são muito... adequadas para menores.&lt;br /&gt; Eu dei risada. – Você realmente não tem noção das festas que eu freqüentava em São Frâncico, não é mesmo?&lt;br /&gt; As festas na maioria eram só para gente de elite. Pessoas bem vestidas e tal. Mas de civilizado só eram as roupas mesmo. Tinha de tudo, álcool, drogas e por ai vai. Eu tinha certeza que as festas daqui não eram muito diferentes. &lt;br /&gt; -Bom, mas você não disse que não quer ir?&lt;br /&gt; -Disse.&lt;br /&gt; -Então, a Mel não tem como te obrigar a ir.&lt;br /&gt; -Eu sei, mas coitada, eu não vou deixar ela ir sozinha.&lt;br /&gt; -Quem disse que ela iria sozinha? Você não soube da ultima, soube? David e Michelle terminaram. Mel poderia convidar ele. Aposto que ela adoraria. &lt;br /&gt; OMG, aquilo seria perfeito! Eu não estava em nenhum clima para festas.&lt;br /&gt; -OMG, eu te amo! – disse praticamente pulando de felicidade e dando um beijo na bochecha dele.&lt;br /&gt; Eu juro que eu só falei aquilo num impulso, eu juro! Mas quando ele ficou me encarando eu percebi o que eu tinha acabado de dizer.&lt;br /&gt; Depois de uns segundos incômodos nos quais eu não sabia onde enfiar a cara, ele me surpreendeu sussurrando de volta:&lt;br /&gt; -Eu te amo também Kaylee. &lt;br /&gt; Dizer que aquilo fez o meu coração martelar? Não, foi mais pro um ataque cardíaco mesmo, mas quem se importa?&lt;br /&gt; Nós fechamos a noite em frente ao meu prédio de novo. Não sei por que, mas depois dele dizer aquilo, tinha tornado tudo mais especial do que já era. Provavelmente a única pessoa que já tinha me falado ‘eu te amo’ na vida fora minha boneca que eu costumava brincar quando tinha 5 anos, ela falava “eu te amo, mamãe”. Era cômico. Meus pais nunca nem chegaram perto disso. Aquela revelação realmente me surpreendeu. Muito.&lt;br /&gt; Mas quando eu subi de novo para o meu quarto – e Mel tinha ido passear em algum lugar. Eu não disse que ela não parava quieta? – nós continuamos conversando pela janela aberta. Era tão bom poder ter aquela janela para nós quando quiséssemos! &lt;br /&gt; Enfim, Mel um dia tinha que voltar. Quando a fez, nós nos despedimos e eu fechei a janela tristemente. Céus! Nós ficamos juntos o dia inteiro, o que mais eu queria?&lt;br /&gt; -Mel, bem, eu arranjei um motivo para você ir sozinha nessa festa. &lt;br /&gt; -Nem vem que não tem Wilson, nós vamos juntas.&lt;br /&gt; -O David terminou com a Michelle, sabia?&lt;br /&gt; -É eu soube hoje de manha, não é o máximo?! Finalmente ele deu um fora bem dado nela. – ela disse sorrindo que nem uma criança de cinco anos. – Mas ainda não entendi aonde você quer chegar.&lt;br /&gt; Levantei uma sobrancelha e disse:&lt;br /&gt; -Some dois mais dois e obtenha quatro. &lt;br /&gt; Ela pareceu entender o recado.&lt;br /&gt; -Caramba Kaylee! Como eu não pensei nisso antes? Eu vou convidar o David agora! – e foi abrir a janela.&lt;br /&gt; Bem não precisava ser agora, mas fazer o que? Eu é que não ia interferir. Antes o David ser arrastado para aquela festa do que eu.&lt;br /&gt; Aproveitei enquanto a Mel estava na janela pra colocar o meu pijama e quando eu saí só faltava ela ficar rouca de tanto gritar: ‘ele aceitou’. Estava começando a ficar patético. &lt;br /&gt; Depois disso caí na cama e dormi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-927161083114778399?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/927161083114778399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=927161083114778399&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/927161083114778399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/927161083114778399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/10/capitulo-13-palavra-magica.html' title='Capítulo 13 - Palavra Mágica'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-7295151875315981120</id><published>2009-10-04T13:57:00.000-07:00</published><updated>2009-10-04T14:00:29.076-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 12 - Compromisso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; Eu acho tecnicamente impossível alguém sentir algo mais forte do que eu estava sentindo lá, em seus braços. Por mais que eu soubesse que não era bom para a minha saúde confiar num foragido da policia – sim, eu tinha consciência disso – eu não conseguia me obrigar a ir embora e ignorar tudo o que havia acontecido naquela tarde e só falar, ‘vamos fingir que isso nunca aconteceu, ok’?&lt;br /&gt; -Você está com medo? – ele perguntou interrompendo minha linha de pensamento.&lt;br /&gt; Bom, eu não queria mentir para ele, então decidi falar somente a verdade.&lt;br /&gt; -Medo eu acho que não. Só muito confusa. É tudo muito novo e complicado. E você? Arrepende-se de ter me contado?&lt;br /&gt; -Não, nem um pouco. Na verdade, eu me sinto bem mais leve. Definitivamente, eu contei o meu segredo para a pessoa certa. – ele piscou, eu continuava a observar o pôr-do-sol em seus braços, mas não resisti em olhar seu rosto enquanto ele falava – E, no entanto, eu só queria ser normal. Uma pessoa normal, como eu nunca quis ser antes, só para eu poder ficar com você em paz.&lt;br /&gt; -Mas nós podemos fazer isso mesmo assim. – pelo seus olhos eu percebi que ele estava pronto para me contradizer e então mudei de assunto – E por falar nisso, tecnicamente, nós somos o que agora? – perguntei levemente, não querendo pressionar demais.&lt;br /&gt; Ele me respondeu me soltando de seus braços, levantando e me puxando junto com ele pela mão. &lt;br /&gt; Então, ficou de frente para mim, se ajoelhou e ainda segurando minha mão, perguntou:&lt;br /&gt; -Quer namorar comigo, Kaylee Wilson?&lt;br /&gt; Parei de respirar. Eu não acreditei que ele tinha feito aquilo e nem me perguntado isso. Minha vida inteira eu sonhei com um cara romântico e cavalheiro e agora eu finalmente encontro um. Com o leve detalhe de que ele é um fugitivo da policia, é claro. Mas acho que no final ninguém é perfeito. &lt;br /&gt; Então respondi as palavras que provavelmente, mudariam minha vida inteira:&lt;br /&gt; -Sim.&lt;br /&gt; Ele sorriu, se levantou e me beijou mais ternamente do que qualquer outro garoto já tinha ousado fazer na minha vida.&lt;br /&gt; Depois de algum tempo, ele se afastou e eu pude voltar a respirar normalmente. &lt;br /&gt; -Você sabe dos riscos, não sabe?&lt;br /&gt; -Que riscos? – perguntei confusa.&lt;br /&gt; -Bom, eu só acho que não é muito saudável namorar um... fugitivo da policia.&lt;br /&gt; -Eu gosto de correr riscos, qual a graça da vida sem eles? – falei tentando fazer piada com a situação. &lt;br /&gt; Ele suspirou. &lt;br /&gt; -Sabe, eu acho que isso que você tem não é coragem, chega a ser loucura mesmo, mas você é quem sabe. &lt;br /&gt; Então me olhou triste e falou:&lt;br /&gt; -Quer voltar para casa?&lt;br /&gt; -Não, não podemos ficar aqui por enquanto? – disse esperançosa, eu realmente estava gostando daquele lugar. Aquela vista era fantástica, já estava quase de noite. Além do mais, ir para a escola agora deveria significar cada um pro seu quarto e eu sinceramente não queria largá-lo ainda.&lt;br /&gt; Seus se iluminaram:&lt;br /&gt; -Claro – se sentou de novo e me puxou junto na grama do penhasco. – Mas você não está com frio? &lt;br /&gt; Realmente estava começando a esfriar. Lembrando que eu estava apenas com um short e blusinha Speedo. Mas não era nada congelante e alem do mais, com ele ali, me abraçando, eu quase nem sentia nada. &lt;br /&gt; -Não, nada de mais. &lt;br /&gt; Passamos não sei quanto tempo ali, ele sentado, eu em seus braços, o luar se estendendo diante de nós e a eterna paz que parecia predominar para sempre.&lt;br /&gt; Depois de algum tempo, eu realmente comecei a ficar arrepiada com todo o vento que começou a soprar e agora nem mais Luke fazia efeito.&lt;br /&gt; -Acho melhor nós irmos agora.&lt;br /&gt; Ele segurou a minha cintura e me guiou para fora da floresta, já que estava escuro o suficiente para eu não enxergar praticamente nada. &lt;br /&gt; -Como você consegue enxergar alguma coisa aqui? – todas as árvores pareciam exatamente iguais para mim.&lt;br /&gt; -Prática. Quando você se acostuma a vir aqui quase todo dia, achar a saída de noite não é problema nenhum.&lt;br /&gt; E de novo ele pegou aquele bendito atalho, mas de novo, eu não consegui enxergar nada pela falta de luz.&lt;br /&gt; Lembrei-me mentalmente da próxima vez decorar o caminho. Sim, iria ter uma próxima vez, se depender de mim. &lt;br /&gt; Ele me conduziu o caminho inteiro até o carro e abriu a porta para mim. Bom, eu estava certa sobre a parte do cavalheirismo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A viagem de volta foi tranqüila, devido ao fato de a escola ficar mais afastada da cidade, geralmente a estrada é vazia. Ele ligou o som do carro numa música ambiente e dirigiu com uma mão só. A outra estava segurando a minha no banco do carona. &lt;br /&gt; Eu acho que em toda minha vida, eu nunca tinha me sentido tão... completa. O vento fazia o meu cabelo voar (a capota do conversível estava abaixada), a noite estava gelada, mas agora eu nem me importava mais. Parecia que eu estava dentro daquelas cenas de filmes, onde tudo é em câmera lenta. Ou naqueles trechos de livros piegas. &lt;br /&gt; Finalmente quando chegamos, ele saiu e abriu a porta para mim.&lt;br /&gt; -Então, acho que nos vemos no jantar. – ele disse sorrindo.&lt;br /&gt; -Acho que sim. – O que estava acontecendo comigo? Daqui a pouco nós iríamos nos ver de novo, e, no entanto eu estava desanimada como se ele tivesse dito que iria passar dez anos fora!&lt;br /&gt; Seu sorriso se prolongou, e ele tocou meus lábios de leve com os dele.&lt;br /&gt; -São só alguns minutos, não dez anos. &lt;br /&gt; Agora ele também lia mentes ou era impressão minha?&lt;br /&gt; Suspirei. – Ok, nos vemos mais tarde.&lt;br /&gt; Ele me beijou pela ultima vez, me conduziu até a entrada do meu prédio e logo em seguida entrou no dele. &lt;br /&gt; Segui pelo corredor que não estava muito tumultuado porque muita gente devia estar jantando. Entrei no meu quarto, nem me preocupei em acender a luz, só fechei a porta atrás de mim e me encostei nela, suspirando. Tudo isso tinha acontecido mesmo comigo? &lt;br /&gt; Agora imaginem o meu susto quando, uma pessoa diz dentro do quarto escuro pra mim:&lt;br /&gt; -Kaylee Elizabeth Wilson, eu posso saber até onde você estava ate agora?&lt;br /&gt; Eu devo ter pulado uns dois metros de susto, meu coração parou.&lt;br /&gt; Então eu acendi a luz e vi Mel sentada na cama me fitando. Essa garota algum dia ainda iria me matar! &lt;br /&gt; -Mel... nunca mais faça isso! – falei ainda meio assustada.&lt;br /&gt; -Fazer o que? Fala sério, eu achei ate legal, tipo filme americano sabe? O culpado sendo pego no flagra e tal. – disse ela toda sorridente. Como ficar brava com uma pessoa &lt;br /&gt; -Sendo pego no flagra e logo depois morto de susto, você quer dizer não é?&lt;br /&gt; -Ah, tanto faz. Mas não vai me dizer onde você estava mocinha?&lt;br /&gt; Então me lembrei da janela. Eu tinha ate me esquecido que minha janela era em frente da janela &lt;em&gt;dele&lt;/em&gt;. Aproximei-me e pude ver Luke em seu quarto, olhando para nós duas com cara que não poderia se divertir mais. Ótimo, agora ele esta se divertindo à minha custa!&lt;br /&gt; Tratei de fechar a cortina para ele não ver a minha conversa com a Mel. &lt;br /&gt; -Você estava com ele não é Kay? &lt;br /&gt; -Com quem? – perguntei inocentemente me virando para ela.&lt;br /&gt; -Como com quem? Luke Adams. E não se faça de inocente, está escrito na sua cara que você ta gamadinha por ele. &lt;br /&gt; -E se eu estiver? - Perguntei sorrindo.&lt;br /&gt; Ela deu um gritinho em sua voz de soprano perfeita.&lt;br /&gt; -Sério? Vocês estão juntos? Cara, que MA-RA! Eu não disse que era uma boa casamenteira? No momento em que eu encontrei vocês conversando aqui aquele dia eu sabia que ia dar em namoro. Espere ai, quantos anos você? Você não está pensando em se casar com ele agora que nem a minha prima, né, por que...&lt;br /&gt; Eu ri. &lt;br /&gt; -Não, eu realmente não penso em me casar agora Mel.&lt;br /&gt; -Bom, é um peso a menos nas costas, mas eu quero detalhes, agora!&lt;br /&gt;-Que tipo de detalhes? – perguntei me sentando cuidadosamente na cama. Só agora que eu estava percebendo que estava &lt;em&gt;realmente&lt;/em&gt; cansada. Podia não parecer na hora, mas subir e descer aquela trilha tinha acabado comigo. &lt;br /&gt; -Todos possíveis. Vocês estão namorando ou ficando?&lt;br /&gt; -Luke e eu estamos namorando, o que mais?&lt;br /&gt; Ela sorriu, seus dentes até reluziram. Foi aí que eu percebi.&lt;br /&gt; -Mel você colocou um piercing no dente? – perguntei ao mesmo tempo curiosa e tentando mudar de assunto.&lt;br /&gt; -Coloquei. Eu ia te chamar pra ir junto, mas não encontrei você em lugar nenhum. Por falar nisso, onde diabos vocês estavam?&lt;br /&gt; -Na praia. – eu não ia falar do penhasco. Aquele era o nosso lugar. Não queria dividir com mais ninguém.&lt;br /&gt; -Sei, e fala ai, ele beija bem?&lt;br /&gt; Ok, ok. Tentei não levar na pessoal. &lt;br /&gt; -Sim, mas eu acho que devo ser meio suspeita pra falar, não? – perguntei rindo – E agora que o relatório acabou eu posso tomar um banho? Eu ainda nem jantei. &lt;br /&gt; Ela fingiu pensar por um momento. &lt;br /&gt; -Pode, mas não pense que as perguntas acabaram. Ainda tem muito mais Wilson. – ela falou isso de um jeito meio sombrio.&lt;br /&gt; -Ok, agora você me deu medo.&lt;br /&gt; E nós duas demos risadas juntas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-7295151875315981120?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/7295151875315981120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=7295151875315981120&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/7295151875315981120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/7295151875315981120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/10/capitulo-12-compromisso.html' title='Capítulo 12 - Compromisso'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-3259887688646693260</id><published>2009-09-26T11:59:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T12:09:05.731-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 11 - A Verdade</title><content type='html'> -Tudo bem, isso eu entendi. – falei depois que seus lábios se separaram dos meus. – Você quer me contar, mas não pode. Mas porque me evitou? Isso eu não entendo.&lt;br /&gt; Ele sorriu.&lt;br /&gt; -Eu posso ser bem perceptivo, mas tenho a impressão de que você também é. Não é justo fazer isso com você, sacrificar a sua vida, não é justo, mas eu não agüento mais. &lt;br /&gt; Virei-me, e peguei seu rosto para olhá-lo diretamente nos olhos mais uma vez.&lt;br /&gt; -De uma vez, me conte. &lt;br /&gt; Não sei o que ele viu no meu olhar. Se era decisão, imperatividade, justiça ou qualquer outra coisa, mas só sei que, com o rosto ainda entre minhas mãos, ele contou:&lt;br /&gt; -Você ate já sabe metade da historia. Mas, minha irmã, era muito namoradeira, não se prendia a um cara só. – ele sorriu – Ela teve um namorado serio, e francamente eu não sei o que ela viu nele. O mais isolado, e mais estranho cara da escola. Ele tinha uma cara de dar medo. Mas tudo durou só três meses. Quando ela resolveu terminar, ele tentou de tudo, ate ameaçou se matar. Ela não cedeu. Uma semana depois, nós estávamos voltando de uma festa, eu estava dirigindo no meu carro. – seu sorriso simplesmente sumiu – Eu não sei do onde aquele carro apareceu. Num minuto a pista estava vazia, e no outro, minha vida deu uma cambalhota. Eu não me lembro de mais nada. Só que quando acordei, minha irmã estava esfaqueada do meu lado, e eu, com a faca na mão. Os policiais não acreditaram é claro, quando eu jurei que não fui eu. Eu nem tive tempo de me despedir dela. Eles acharam que os meus ferimentos eram muito leves para nos manter desacordado por muito tempo, por isso, eu supostamente tive tempo de sobra para matá-la. Eles achavam que eu estava atuando. Tudo estava contra mim, ninguém, ninguém acreditou quando eu falei que não fui eu. Só os meus pais. Eles sabiam que eu não iria fazer nada com ela, eles sabiam. Eu era menor, então quando eles me prenderam - ali mesmo, no local do acidente, com minha irmã morta ao lado – meus pais pagaram a fiança por eu ser menor e eu fui responder em liberdade. Nem meu próprio advogado acreditou em mim! Que outra opção eu tinha? Três dias depois, eu fugi. Que outra opção eu tinha? Mudei meu nome, meus pais me deram o cartão de credito e eu fugi. Foi minha mãe que pediu pra eu fazer isso! Minha mãe chegou ao ponto de enlouquecer. Chegou para mim e falou que não restava esperança e que ela não queria me ver atrás das grades. Deu-me o dinheiro suficiente, me abraçou e pediu para eu ir. Foi... doloroso. – ele disse depois de uma longa pausa e olhou para baixo, enquanto ele falava, eu recolhi as minhas mãos de choque de seu rosto. &lt;br /&gt; Eu não conseguia falar, não conseguia pensar. Meu rosto estava numa mascara de choque. Eu não conseguia acreditar. Luke Adams, foragido da polícia, e esse nem era o seu nome!&lt;br /&gt; Não sei quanto tempo exatamente eu fiquei ali, paralisada, mas algum tempo depois ele disse:&lt;br /&gt; - Se...você não quiser acreditar em mim, tudo bem. No fundo, ninguém nunca acreditou. Não hesite em se afastar de mim. Eu vou entender – ele sussurrou ainda olhando o chão.&lt;br /&gt; Eu não conseguia me concentrar no que ele estava dizendo, eu precisava de um tempo. &lt;br /&gt;  O que foi mesmo que ele disse naquele dia, aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-Sim, mas eu ainda quis dizer que uma coisa física não pode ser ruim o bastante. – eu disse retomando o assunto, antes que meus olhos que já estavam ardendo resolvessem explodir em lágrimas, eu já sentia minha garganta arder.&lt;br /&gt; -Será que não? Eu queria ter a coragem que você tem para poder enfrentar as coisas físicas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Eu queria ter a coragem que você tem para enfrentar as coisas físicas? Finalmente isso fez sentido. A prisão. Ele não tinha coragem de ir a júri e ser condenado. Ele queria ter a coragem que eu tinha. Mas, eu não era tão corajosa assim. Forte sim, mas corajosa? Eu não sabia o que fazer.&lt;br /&gt; Precisei de um minuto para lembrar que ele ainda queria uma resposta, seu rosto ainda baixo.&lt;br /&gt; -Eu... não sei o que eu dizer.&lt;br /&gt; -Ainda tem mais. – ele continuou olhando o chão – Naquele dia, que nós voltamos, depois de eu ter te beijado, topei com Greg no caminho. Eu não sei como, onde ou quando, mas aquele cretino descobriu a minha historia, e começou a me ameaçar. Se eu o entregasse a policia, ele me entregava junto. Eu não tive opção, e em parte foi por isso que eu me afastei de você. Greg pediu transferência, é verdade, mas ele de vez em quando ainda aparece pelo campus para ver se eu cumpri com a minha parte do trato. Eu também não conseguia agüentar olhar pra você e pensar no que aquele infeliz podia ter feito se eu não chegasse a tempo. Ainda me sinto assim agora, desonrado. Ele merecia estar atrás das grades, pagando pelos seus pecados. – e acrescentou numa voz tão baixa que eu não sei se ouvi ou imaginei – O outro motivo para eu ter te ignorado, e esse sim foi o principal é que não é bom pra você ficar perto de mim. A qualquer hora a policia pode me descobrir e você pode acabar indo junto. Eu nunca iria querer isso. Ficar comigo pode ser arriscado demais.&lt;br /&gt; E então, depois de mais alguns segundos, ali, a expressão paralisada de choque, eu finalmente consegui falar:&lt;br /&gt; -Mas mesmo você sendo inocente, fugir só foi mais uma prova para a policia de que você tinha algo para que fugir.&lt;br /&gt; Ele finalmente levantou o rosto e me encarou:&lt;br /&gt; -Então, quer dizer que você acredita em mim?&lt;br /&gt; -Bom claro. Se você está dizendo, eu confio. Eu nunca fui muito de confiar nas pessoas assim, no primeiro ato, mas com você é diferente. Eu acho. E quanto ao papo de ser arriscado demais, quem disse que eu me importo? Não como se você fosse me matar, né? Eu não vejo nada demais ficar do lado de uma pessoa inocente. Mas, você não poderia pelo menos me dizer o seu nome verdadeiro?&lt;br /&gt; Ele deu um sorriso tão lindo que provavelmente, poderia ter iluminado uma floresta numa noite sem lua. &lt;br /&gt; - Henry Allen.  Mas de qualquer jeito, eu prefiro Luke. - falou com seus olhos safiras brilhando de expectativa.&lt;br /&gt; -É um lindo nome. Você não gosta?&lt;br /&gt; -Não, não muito. Mas você já viu como você é? Eu acabo de te falar que eu sou um foragido da policia, e, supostamente matei minha própria irmã, mas, no entanto, você não correu para longe de mim nem sequer está pensando muito no assunto. Está mais preocupada com o meu nome.&lt;br /&gt; Eu ri e me virei de novo para a paisagem maravilhosa à nossa frente, seus braços estavam de novo me segurando em seu peito. Já estava começando a ficar frio – o vento à noite podia ser gelado – mas eu nem o sentia. Seus braços estavam tão quentes, que eu nem percebi.&lt;br /&gt; Na verdade, eu estava feliz com o fato de ele ter confiado em mim. De ter me contado tudo e, agora que não existissem aqueles muros altos nos separando.&lt;br /&gt; -Eu não se foi o fato de você já ter salvado a minha vida antes, mas eu &lt;em&gt;realmente&lt;/em&gt; confio em você. E eu nem sei por quê. Geralmente eu sou uma desconfiada de primeira.&lt;br /&gt; -Engraçado isso né? Eu sinto o mesmo por você. &lt;br /&gt; O que me lembrou. Será que ele gostava mesmo de mim? Ou só estava assim comigo pelo excesso de confiança que nós tínhamos um no outro?&lt;br /&gt; Qualquer que seja o jeito, decidi ignorar a parte da minha mente me avisando:&lt;br /&gt; “Você está se metendo numa enrascada das bravas, foge, porque depois vai ser tarde demais pra isso.”&lt;br /&gt; E decidi relaxar e ser feliz pelo menos uma vez na vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-3259887688646693260?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/3259887688646693260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=3259887688646693260&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/3259887688646693260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/3259887688646693260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/09/capitulo-11-verdade.html' title='Capítulo 11 - A Verdade'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-4684900044929381337</id><published>2009-09-20T15:44:00.000-07:00</published><updated>2009-09-20T15:47:28.393-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 10 - Mistério</title><content type='html'>Até que decidi na quinta-feira perguntar ao David onde ele estava. Ate mesmo Mel andava preocupada. Então na hora do almoço, criei coragem e perguntei casualmente por onde andava o Sr. Adams.&lt;br /&gt;David riu com minha referencia, mas depois fez uma careta.&lt;br /&gt;-Bom, ele não sai daquele maldito quarto. Eu também estou começando a ficar preocupado. Quando sai, não diz pra onde vai e sempre vai um pouco antes das 5 da tarde e volta sempre as sete, quando todo mundo está jantando. Ou ele está começando a ficar maluco, ou eu sinceramente não sei o que aconteceu com ele.&lt;br /&gt;Hmm... Ele sempre sai das cinco às sete? Então David não devia saber daquele penhasco onde Luke costumava ir para ver o pôr-do-sol. E David era a pessoa mais chegada em Luke&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Eu sei, - Luke disse quando nós estávamos naquele penhasco – é mesmo lindo. Eu passo a maioria das tardes aqui, olhando o pôr-do-sol. Isso geralmente me deixa mais calmo. É fácil ter... Fé aqui.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, pelo relato de David, Luke estava com algum problema. No momento, só eu podia saber onde ele se enfiava quando saia. Somei dois+dois, e infelizmente, deu quatro. &lt;br /&gt;Depois da aula, não me juntei ao grupo como nos outros dias, fui para o quarto, me troquei colocando meia, tênis, shorts e uma bata. Eu sabia que ia precisar andar.&lt;br /&gt;Não me lembro de &lt;em&gt;conscientemente&lt;/em&gt; ter tomado a decisão de ir atrás dele. Quando me vi, já estava dentro de um táxi – já mencionei como era dificil arranjar um por aqui? Principalmente morando bem longe da cidade. Nesses momentos em que eu sentia falta de Nova York. &lt;br /&gt;Pedi para ele me levar à praia. Não sabia exatamente o ponto, então disse só para ele me deixar em frente ao nosso restaurantezinho. Depois disso, tive que me virar para achar a trilha. Decidi andar ate o final para ver aonde ia dar, já que eu não conhecia o atalho que Luke pegou aquele dia. &lt;br /&gt;Eu já vou respondendo antes que alguém pergunte. NÃO, eu NÃO tinha menor idéia do que eu estava fazendo. Supostamente seguir um cara que você nem conhece direito, que te beijou, te ignorou, te magoou, e que aparentemente tinha um problema, para um lugar onde só você sabia que ele ia estar não fazia o menor sentido pra mim. Mas mesmo assim eu fui. &lt;br /&gt;Talvez fosse porque no fundo, eu sempre soube que ele tinha um problema dos bravos. Ele nunca superou a morte da irmã, e eu, de alguma forma, queria fazer o máximo para ajudar. Talvez fosse porque eu gostasse dele de verdade. Talvez fosse porque eu era uma maluca desnaturada que não sabia o que estava fazendo.&lt;br /&gt;E eu realmente decidi ficar com a opção três.&lt;br /&gt;Demorou mais ou menos uma hora e meia para eu chegar ao topo do da trilha. Eu estava suando bulhufas, mas ate que estava em ótima forma. Eu estava certa sobre pensar que no final da trilha eu iria chegar ao penhasco.&lt;br /&gt;Agradeci por eu ter pensado no meu par de tênis e não simplesmente ter vindo com meus sapatos Manolo Blahnik.&lt;br /&gt;A uns duzentos metros de mim, Luke estava sentado na grama, olhando o final de tarde. Ele não viu eu me aproximar.&lt;br /&gt;-Provavelmente é justo você fazer isso comigo, mas David já está ficando preocupado. – eu disse me sentado ao seu lado.&lt;br /&gt;Ele deu um pulo e se virou para me encarar.&lt;br /&gt;-O que...? Como você...? Como? – ele obviamente estava aturdido. Seus olhos estavam arregalados, mas dava para ver que não era de raiva; era de medo. Seus olhos estavam apavorados como se um assassino tivesse descoberto seu esconderijo e fosse matá-lo ali mesmo. Senti-me meio ofendida com a idéia.&lt;br /&gt;-Bem, você me falou que vinha sempre aqui e David estava pirando dizendo que não sabia o que estava acontecendo com você, pra onde você ia toda santa tarde e que você devia ter algum problema que não queria contar. Então, resolvi investigar – e sorri para ele.&lt;br /&gt;Não era no todo uma verdade, mas também não era uma mentira.&lt;br /&gt;Me senti meio estranha, esperando pelas palavras que eu sabia que cedo ou tarde teriam que vir. Algo do tipo: “Olha Kaylee, aquele beijo foi um erro, eu não gosto de você desse jeito, mas nós podemos continuar amigos, certo? Vamos só esquecer aquilo”. &lt;br /&gt;Ele suspirou de frustração me olhando nos olhos. Percebi o quanto eu senti falta daqueles olhos azuis safira escuro nos meus. Meu coração começou a martelar involuntariamente no peito.&lt;br /&gt;-Eu só não agüento mais. Você já chegou num ponto na sua vida que teve que falar isso? Que não agüenta mais? Eu não agüento o jeito que a vida me trata, mesmo sem eu não ter feito nada. Não agüento mais o jeito que eu tenho que agir com você. Eu odeio isso.&lt;br /&gt;Ele praticamente sussurrou na ultima frase. Mas sua voz estava tão firme e cheia de ódio, que me fez encolher. Tentei não demonstrar minha mágoa. Eu olhei pra frente para evitar seus olhos.&lt;br /&gt;-Olha Luke... eu te entendo. Aquilo foi um erro, você se arrependeu. Ponto final. Você não precisa ficar se remoendo. Não importa. Está tudo bem. – eu praticamente tive que cuspir cada palavra. Tinha um nó cada vez mais crescente na minha garganta. &lt;br /&gt;Eu sabia que aquilo era estupidez e burrice, mas eu não podia ficar lá parada e deixar o cara se culpando. Eu iria seguir em frente. Ate parece que eu não tive que fazer isso a minha vida inteira.&lt;br /&gt;-Do que você esta falando? – ele me encarou pasmo.&lt;br /&gt;-Você não... você não esta falando do... do...- eu nem conseguia terminar a frase com ele me encarando daquele jeito, não tinha como desviar o rosto.&lt;br /&gt;-Do beijo? Você esta brincando. Se tem uma coisa que eu não me arrependo naquela semana foi te beijar. – ele disse com um sorriso se formando na ponta dos lábios – Mas não, eu não estava falando disso.&lt;br /&gt;Tentei não levar isso tão literalmente. Tentei não ter esperanças. Fui traída pelo meu coração quando ele deu um salto mortal dentro do meu peito.&lt;br /&gt;-Então, do que você esta falando afinal?  - eu perguntei meio tonta com aquela conversa. Parecia que nós estávamos falando em árabe.&lt;br /&gt;-Eu não posso contar. – ele disse com uma tristeza profunda abrupta desviando o rosto para o mar.&lt;br /&gt;-Eu não entendo. Você &lt;em&gt;realmente&lt;/em&gt; esta me deixando confusa, sabia?&lt;br /&gt;Ele suspirou.&lt;br /&gt;Um bom tempo se passou, e quando eu achei que ele não ia mais me responder ele falou:&lt;br /&gt;-Sabe o que eu mais queria agora? O que mais queria nesse momento – seu tom ainda meio tristonho – era poder contar a verdade a você. Toda a verdade, sem mentiras, sem meias verdades, sem enganações.&lt;em&gt; Toda&lt;/em&gt; a verdade.&lt;br /&gt;-Verdade sobre a que respeito? – perguntei devagar. &lt;br /&gt;-Sobre quem sou eu. Ou pelo menos, acreditam que eu sou. &lt;br /&gt;-Como assim? – eu estava realmente fazendo um grande esforço pra poder compreender sobre o que diabos ele estava falando.&lt;br /&gt;Ele suspirou de novo.&lt;br /&gt;-Eu não posso te contar. E não é por sua causa. Eu realmente não posso contar a ninguém. Mas parece que é impossível te esconder alguma coisa. São tão diferentes as coisas que eu&lt;em&gt; quero&lt;/em&gt; e as coisas que são uma&lt;em&gt; necessidade&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Eu peguei seu rosto entre minhas mãos virando o pra mim pra eu poder ler sua expressão. Eu disse que eu não me responsabilizava por meus atos, não disse?&lt;br /&gt;-Você sabe que pode confiar em mim, não sabe? Que você pode contar comigo? Que eu nunca iria fazer nada que te prejudicasse. Você sabe disso, não?&lt;br /&gt;Num intuito não sei da onde, eu percebi que os problemas dele eram muito piores do que simplesmente a morte da irmã mais nova. Muito piores do que os pais o achassem egoísta. Era um problema &lt;em&gt;grande&lt;/em&gt;. E eu queria ajudá-lo. Eu queria reconfortá-lo. Eu queria fazer parte desse segredo custe o que custasse. Não havia uma coisa grande demais pra mim. Eu tinha uma perspectiva diferente de vida das outras pessoas e ele sabia disso.&lt;br /&gt;Do nada, eu soube. Eu soube que esse segredo que tinha mudado a vida dele, também iria mudar a minha. Completamente. Eu sabia. Mas ainda assim, eu queria saber. Como ele disse, era uma necessidade. &lt;br /&gt;Ele me olhou com um olhar torturado, sua cabeça em minhas mãos. Sua pele era quente e macia.&lt;br /&gt;-Eu não posso. Eu não posso fazer isso com você, não posso!&lt;br /&gt;-Sim, você pode. E você vai. Se você não me contar, eu vou descobrir sozinha, quer você queria ou não. A escolha é sua. E por favor, não se importe &lt;em&gt;comigo&lt;/em&gt;. Independente do que você me contar, eu &lt;em&gt;vou&lt;/em&gt; ficar do seu lado. Eu também não vou ter uma parada cardíaca ou coisa do tipo. Eu também &lt;em&gt;não &lt;/em&gt;vou contar pra ninguém, isso eu prometo. - eu disse olhando diretamente em seus olhos – Por favor, eu te peço, só não faça isso comigo. Você não sabe como esses últimos dias tem sido torturantes e nem como eu estou sofrendo agora vendo você assim. Por favor. – minha voz suplicante e, na ultima parte, soturna. &lt;br /&gt;E então, não me pergunte como, ele estava me beijando.&lt;br /&gt;Não foi como o nosso primeiro beijo, nem de longe. Foi mais lento, mais demorado. Eu senti até a minha ultima vértebra, em toda a minha espinha.&lt;br /&gt;Seus braços estavam em minha cintura, em meu rosto, e os meus estavam no seu. Então eu percebi como fui estúpida nesses últimos dias achando que ele simplesmente não gostava de mim. Era por gostar que ele estava fazendo isso. Era porque ele queria me esconder o seu suposto segredo. Eu não me importava. Nada importava. A única coisa que importava no momento era que ele estava me beijando. Nada mais. &lt;br /&gt;Mas, naquela época, eu não sabia nem mais da metade do que viria pela frente. Eu não sabia o quanto aquilo iria me afetar. O quanto aquilo ia me custar.&lt;br /&gt;E finalmente, quando o beijo terminou, ele me puxou para seus braços e eu fiquei lá encostada em seu peito, de frente para o sol, minha cabeça encostada em seu ombro.&lt;br /&gt;Mas seus lábios não pararam. Continuaram pelo meu queixo, pescoço. Minha pele ardia. &lt;br /&gt; Depois de alguns minutos, eu finalmente recuperei a respiração e continuei:&lt;br /&gt; -Então, você não vai me contar o que aconteceu?&lt;br /&gt; Seus lábios pararam na base do meu pescoço. Ele não falou nada. Quando falou, sua voz tinha um tom sofredor.&lt;br /&gt; -Eu não sei se posso contar. Eu não sei se você vai querer continuar ficar comigo depois que você descobrir. E alem do mais, pode ser perigoso.&lt;br /&gt; -Eu já falei que não me importo. E você sabe que independente de qualquer coisa eu vou ficar do seu lado. Olhe, - e parei par pensar por um instante – porque você não começa me contando o porquê de você ter me evitado todo esse tempo? E porque anda se escondendo tanto? Quero dizer pelo menos antes você não agia assim.&lt;br /&gt; Ele meio que sorriu. Era difícil saber com seus olhos tão soturnos.&lt;br /&gt; -Era a isso que eu estava me referindo quando você chegou. O modo como eu estava te tratando. Eu tive vontade de morrer quando eu fiz aquilo. Não era justo, num dia eu beijar você e no outro te ignorar completamente. Mas eu não tinha outra escolha. Eu tinha que te evitar ao máximo, e, no entanto, ainda tenho agora, mas eu só não consigo mais. Durante muito tempo, eu tive que evitar contar a verdade pra qualquer pessoa. Eu não podia me aproximar demais dela, e eu não reclamava, pelo menos não totalmente. Mas com você é diferente. Eu senti isso desde a primeira vez que eu te vi. Eu &lt;em&gt;quero&lt;/em&gt; te contar a verdade, eu &lt;em&gt;quero &lt;/em&gt;ficar com você.&lt;br /&gt; Parei de respirar. Precisei de um minuto para absorver os fatos.&lt;br /&gt; -Então, se é assim, &lt;em&gt;conte, fique.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-4684900044929381337?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/4684900044929381337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=4684900044929381337&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/4684900044929381337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/4684900044929381337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/09/capitulo-10-misterio.html' title='Capítulo 10 - Mistério'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-8836223779618399215</id><published>2009-09-16T17:36:00.000-07:00</published><updated>2009-09-16T17:38:50.230-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 9 - Qual. É. O. Meu. Problema?</title><content type='html'>Depois que acabaram as aulas, nossa já formada ‘panelinha’ – era assim que chamavam as turmas daqui, a panelinhas dos populares, nerds, góticos, esquizofrênicos e a nossa era, aparentemente, a dos normais – foi curtir o sol no jardim do colégio. Nos sentamos nos bancos em frente à principal estátua do jardim – a escultura do fundador do colégio, não me perguntem o nome dele – e começamos a fazer nosso dever de casa com o pretexto de termina-lo logo e ficarmos com a tarde inteira para fazer o que bem entender. &lt;br /&gt; Eu já tinha dever de Inglês – ler &lt;em&gt;Razão e Sensibilidade &lt;/em&gt;para quinta, mas como eu já havia lido, descartei esse – de alemão e calculo. &lt;br /&gt; Alemão eu nunca havia tido aula antes, mas conhecia mais ou menos o básico – a família do meu pai era alemã – e eu considerava a língua um tremendo pé no saco - desculpe a sinceridade. Mesmo com o básico, eu continuava sem entender bulhufas. E cálculo, bem, nunca foi a minha matéria favorita. Estava bem longe disso. Então depois de mais ou menos uma hora eu terminei o meu dever e me juntei à Mel que estava espreguiçada numa toalha de piquenique aproveitando o sol.&lt;br /&gt; Tomar sol no pátio era um costume bem popular por aqui. Perguntei-me porque eles não iam logo à praia.&lt;br /&gt; -Então, como foi o primeiro dia? Prefere aqui ou a Costa Oeste? – perguntou Mel quando me juntei a ela na toalha de piquenique num tom de diversão.&lt;br /&gt; -Bom, digamos apenas que as coisas são diferentes, sem comparações. &lt;br /&gt; Logo que eu fui bem recebida aqui, percebi que aqui seria bem melhor do que na minha antiga escola mesmo. A única coisa que não a fazia melhor, era a ausência de minha melhor amiga. Perguntei-me como ela estava se virando na escola sozinha.&lt;br /&gt; Era obvio que nos tínhamos mais amigos. Na verdade, nós éramos ate populares. Mas nada justificava a nossa amizade.&lt;br /&gt; -Fala serio, isso aqui – e ela assentiu para o pátio em nossa volta – &lt;em&gt;tem &lt;/em&gt;que ser bem melhor do que a sua antiga escola. Não era uma escola de freiras? – Mel falou com um sorriso.&lt;br /&gt; E era mesmo uma escola de freiras. Mas nós nem sempre éramos santas.&lt;br /&gt; -Bem, por esse lado, as inspetoras de lá eram &lt;em&gt;mesmo&lt;/em&gt; umas megeras. &lt;br /&gt; Ela deu risada.&lt;br /&gt; E então, quando estava ali, sentindo o sol e a brisa fraca baterem no meu rosto, percebi com uma pontada de histeria, que não era só a parte Nancy que estava faltando do meu coração. Era uma parte que eu não via desde o café da manha. &lt;br /&gt; Olhei em volta e vi todos os outros que estavam fazendo seus deveres, deitados na grama como nós, sentados ou até mesmo andando por ai rindo despreocupadamente. Mas nenhuma daquelas pessoas era a que eu procurava no momento. &lt;br /&gt; Onde estaria ele? O que será que iria acontecer entre nós depois o nosso beijo de ontem à noite?&lt;br /&gt; Seríamos nós só bons amigos? Seria aquele beijo só um engano afinal?&lt;br /&gt; Recusei-me a pensar nisso. Eu não queria isso. Eu queria algo a mais.&lt;br /&gt; Mas afinal, qual era o meu problema? Nós nem nos conhecíamos direito. Como poderia eu, não tirar um cara da minha cabeça que eu só tinha conversado duas vezes e beijado uma? Como ele como ele poderia exercer uma atração tão grande sobre mim?&lt;br /&gt; Ele poderia pensar em mim como uma garota fútil, volátil. Uma garota idiota que ele teve que salvar das mãos de um maníaco. Uma garota que ele beijou por pena e não por amor. Porque era praticamente impossível você amar uma garota que você conhecia. Uma estranha completa. Eu era isso para ele afinal de contas. Uma estranha.&lt;br /&gt; Se ele gostasse mesmo de mim, ele teria vindo falar comigo no café ou no almoço. Ele não teria ignorado por completo.&lt;br /&gt; Doeu-me pensar aquilo.&lt;br /&gt; Resolvi tomar um rumo menos doloroso de pensamentos. &lt;br /&gt; -O que você acha que vai acontecer com Greg? – perguntei a Mel antes que eu enlouquecesse. &lt;br /&gt; -Depende do que você quer que aconteça – ela respondeu de olhos fechados – Você bem que podia dar um BO na policia, né? Seria bem apropriado de sua parte.&lt;br /&gt; Fechei minha cara. Se eu fizesse um BO, todos saberiam o que havia acontecido comigo e eu não queria isso.&lt;br /&gt; -Ou, você poderia ficar quieta sobre o caso e nunca mais olhar na cara dele. Eu prefiro a primeira opção. Bem que eu queria ver ele se virar pra sair de trás das grades. Mas a opção é sua.&lt;br /&gt; Optei pela segunda opção. Era melhor ninguém saber.&lt;br /&gt; Fechei meus olhos e continuei a aproveitar o sol.&lt;br /&gt; -Hei. - chamou uma voz grossa depois de alguns segundos.&lt;br /&gt; Abri meus olhos instintivamente.&lt;br /&gt; Dei de cara com Andrew debruçado sobre nós duas com cara de ansioso.&lt;br /&gt; -Oh, Andrew. Tudo bem? – perguntei. Não tinha mais o que falar.&lt;br /&gt; -Ah, oi Kaylee, oi hmm... Melanie. Olha, eu vou dar uma festa na minha casa de piscina no sábado e eu estava pensando se vocês não queriam vir? Vai ser às nove, no Village Park, n° 34. Vocês devem saber onde fica não é?&lt;br /&gt; Mel assentiu embabascada.&lt;br /&gt; -Ótimo, então, vejo vocês duas por lá. – E piscou pra mim de novo como na primeira vez.&lt;br /&gt; Quando ele já tinha ido embora, Mel começou a sussurrar:&lt;br /&gt; -Como você fez isso? Chegou hoje e já conseguiu dois convites para uma festa do cara mais popular por aqui? E você tem noção da onde fica o Village Park? É o bairro mais luxuoso aqui em Wilmington! – ela falou isso tudo de um jeito meio histérico.&lt;br /&gt; -Bom, foi ele que puxou conversa comigo depois da aula de inglês. Eu não estava esperando que ele nos convidasse para uma festa. – sussurrei de volta. &lt;br /&gt; -Kaylee Wilson, você é tudo, sabia? TUDO! – e me abraçou.&lt;br /&gt; Ok, Mel era esquisita.&lt;br /&gt; Mas fiquei feliz que pelo menos alguém aqui pensasse assim.&lt;br /&gt; O resto do dia, passei com Mel e os outros, me divertindo às vezes, mas nunca esquecendo uma certa coisa que estava me incomodando mais que qualquer outra coisa. &lt;br /&gt; Ate que fomos para o nosso quarto para tomar banho e depois descermos para jantar.&lt;br /&gt; Estava esperando Mel sair do banho para eu entrar, olhando aleatoriamente para fora da janela, quando eu percebi um cara sentado no chão, com a cabeça enterrada entre os joelhos no quarto ao lado.&lt;br /&gt; -Luke? – chamei sem pensar duas vezes.&lt;br /&gt; Ele levantou a cabeça automaticamente com uma expressão torturada e depois, viu que era eu, e a rearrumou rapidinho. &lt;br /&gt; -Luke, está tudo bem? – eu disse quando ele não respondeu nada – Eu não te vi nem no almoço nem lá fora com todo mundo. Você esta bem? – perguntei olhando a expressão dele, que, apesar de seus esforços, continuava um pouco amuada.&lt;br /&gt; Ele me olhou com a expressão insondável por mais alguns segundos, se levantou e disse:&lt;br /&gt; -Ah, sim. Está tudo bem. Eu só estava pensando em certas coisas. Bom... eu vou... jantar. Te vejo depois. &lt;br /&gt; E saiu do quarto.&lt;br /&gt; Percebi que ele estava tentando se livrar de mim. Eu era bem perceptiva a ponto de perceber que ele inventou o jantar de ultima hora.&lt;br /&gt; Então era assim. Depois daquele beijo fantástico de ontem à noite, seria assim. Eu me senti como se tivesse um buraco negro invisível sugando o meu coração para fora do meu peito. Fechei os olhos com força pra não deixar a umidade vazar. Minha garganta doía com força. &lt;br /&gt; Então, Mel saiu do banho. Eu lentamente abri meus olhos vermelhos, passei reto sem olhar para ela e fui tomar banho com um nó crescente na garganta. &lt;br /&gt;Não o encontrei lá no refeitório quando fui jantar. Nem nos outros dois dias seguintes. No começo, decidi não me abater. Mas já estava ficando preocupada. Eu não o via de manha, no almoço, à tarde ou na janta. Nem mesmo no quarto dele eu o via. A cortina estava sempre fechada.&lt;br /&gt;Eu também nunca mais vi Greg. Preferi acreditar que, depois de tudo aquilo, ele tinha se transferido. Não me incomodei.&lt;br /&gt;Na quarta-feira chegou uma carta pra mim. Quando eu li o remetente, eu senti um frio na barriga. Era de Nancy com sua caligrafia redonda.&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Kaylee,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você não me prometeu me mandar cartas? Fiquei esperando.&lt;br /&gt;Eu estou com tantas saudades! A escola tem sido um inferno aqui sem você. Sabe quem agora deu pra copiar seus modelitos Prada? Isso mesmo, Lara Pettucci. Aquela vaca pensa que só porque você saiu da escola agora tem o direito de mandar nela. Mas chega de falar de mim.&lt;br /&gt;Como é o outro lado do mundo ai? Como é a escola e como você esta se adaptando sem conhecer ninguém? Eles estão te tratando bem? Eu juro que se não estiverem, eu vou ate ai e te rapto. Seus pais que se acostumem com a idéia. &lt;br /&gt;Eu te adoro muito, sua maluca. E vê se me escreve, ouviu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                       Com Amor, &lt;br /&gt;                                             Nancy. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspirei. Eu também sentia muita falta dela. Demais. Então, comecei a escrever sobre tudo que me aconteceu desde que eu cheguei aqui. Detalhando cada momento. De novo, eu só não consegui contar sobre uma coisa. Uma coisa que no momento, era a que eu mais queria poder contar a alguém.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-8836223779618399215?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/8836223779618399215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=8836223779618399215&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/8836223779618399215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/8836223779618399215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/09/capitulo-9-qual-e-o-meu-problema.html' title='Capítulo 9 - Qual. É. O. Meu. Problema?'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-3444796884795758610</id><published>2009-09-11T14:53:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T15:01:15.360-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 8 - Volta Ás Aulas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Well, here I am&lt;br /&gt;Sim, eu não morri. Melhor, &lt;/em&gt;nós&lt;em&gt; não morremos! Como? Eu não faço a mínima ideia&lt;br /&gt;Bem, eu devia arrastar Lara para falar aqui. Talvez ela explicasse o plano de assassinato, suplicar para não denunciarem, mas vira e mexe ela desmaia em algum canto, então melhor não arriscar&lt;br /&gt;Mais um capítulo - talvez da nova era? Agora não é mais segredo, não é? - em homenagem ao aniversário de Lara. Não liga, querida, eu sei que você só lembra de mim no meu e eu no seu! Lembrando que não temos tudo... Supliquem vocês também para fazer a vagabunda trabalhar&lt;br /&gt;Mas juro que foi tudo bem no aniversário. Nós torramos uma grana pra envergonhá-la até o fim dos tempos com um carro de som e fizemos uma - outra, ha - homenagem aqui. A do NC foi mais discreta que a do carro de som, admito&lt;br /&gt;E, ah, obrigada á irmã da Diana - oi, tudo bem? - por colocar os capítulos lá em cima. O html de antes comia o primeiro capítulo, coitado&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Fim do blablabla&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;O despertador me acordou às 6:30, exatamente uma hora e meia antes de nós termos de ir tomar o café da manha. Eu precisava desse tempo para poder me arrumar.&lt;br /&gt; Mel só resmungou alguma coisa ininteligível quando o despertador tocou, virou para o outro lado e voltou a dormir. Eu também queria poder levantar 15 minutos antes e me arrumar em tempo recorde como ela. &lt;br /&gt; Depois de ter tomado banho, secado o cabelo devidamente e passado maquiagem, fui escolher minha roupa. Eu não queria passar a impressão ‘séria de mais’ ou ‘fútil demais’. Eu era uma combinação entre as duas. Optei por minhas calças jeans preferidas e uma blusa rosa super linda adquirida um mês antes e sem nenhum uso. Ela ficava incrível com jeans e sapatos da mesma cor. &lt;br /&gt;Enquanto eu me trocava, Mel já estava vestida. Como eu disse, em tempo recorde. Separei meu material, o que incluía minha bolsa Prada de couro bege nova e meus livros. &lt;br /&gt; Mel colocou uma calça jeans também e uma blusa justa preta. A cor ficou incrível com seu cabelo vermelho acaju e piercing. &lt;br /&gt;Ela só não usava tanta maquiagem como eu. Ela não precisava.&lt;br /&gt;Quando viu minha blusa falou um: “Meu Deus, Kay, que blusa fofa! Onde você comprou &lt;em&gt;isso&lt;/em&gt;?”.&lt;br /&gt;Às 8 horas fomos para a cantina onde seria servido o nosso café da manha. No caminho encontramos Lisa e Sarah, Michelle tinha ido se encontrar com David. Mel fez uma careta. Foi difícil não rir. &lt;br /&gt; O refeitório era amplo e bem iluminado. No canto norte tinha um balcão onde nós pegávamos a comida. Entre nós – que estávamos na porta do refeitório – tinha uma cinco mesas na vertical enormes. Uns 10 metros cada uma e um monte de alunos empoleirados. &lt;br /&gt; Peguei somente suco de laranja – eu não tomava nem café nem leite, o primeiro porque eu não gostava e o segundo porque me fazia mal – e uma porção de pão de queijos pequenos. Eu comia pouco no café. &lt;br /&gt; Esperei todas pegarem a comida e logo avistamos David, Michelle e os outros numa mesa. Na verdade, a única pessoa que eu consegui enxergar foi Luke. O resto é resto. Ele estava totalmente deslumbrante numa calça caqui e camisa branca de algodão contrastando com o leve bronzeado de sua pele e seus olhos azuis escuros que brilhavam como safiras diante a luz do refeitório. &lt;br /&gt; Assim que ele me viu me olhou durante um segundo com a expressão insondável e depois desviou o olhar e voltou a comer. Estranhei. &lt;br /&gt; Não deu pra sentar perto dele, a nossa mesa estava bem cheia. Acabei me sentando entre Michelle – que estava do lado de David e Mel de seu outro lado – e Lisa. Luke estava mais para o final da mesa entre Sarah e alguns outros garotos que não reconheci. &lt;br /&gt; Não vi Greg lá.&lt;br /&gt; Nosso sinal soou às 9:00 para seguirmos para nossa aula. Quando cheguei, me deram um mapa de todas as minhas aulas da semana. Minha primeira era de inglês. Eu nunca tive problema algum com inglês, sempre li muito – e até já tinha me atrevido a escrever alguns esboços de livros. Aliás, eu tinha trazido praticamente uma mala inteira abarrotada de meus livros de estimação. Meus favoritos eram de romance sobrenatural. &lt;br /&gt; Não tive chance nenhuma de falar com Luke às sós. Ele era um ano mais velho que eu, então não tínhamos as mesmas aulas, só o almoço em comum.&lt;br /&gt; Fiquei sabendo que Lisa tinha inglês também na primeira aula e isso me reconfortou. Eu não queria aparecer na sala de aula sozinha.&lt;br /&gt; Logo que nós entramos na sala fomos nos sentar e percebi um mar de pessoas olhando curiosamente para a aluna nova. Eu nunca fui muito de sentir vergonha, nem me sentir acuada. Geralmente eu ficava quieta mais por falta de assunto ou mau humor. Era raro eu sentir vergonha de alguma coisa. Aquele foi um de meus momentos.&lt;br /&gt; O professor entrou na sala e a aula seguiu normalmente. A matéria era fácil. Pelo menos para mim que já havia lido quase tudo sobre romance. O livro da vez foi &lt;em&gt;Razão e Sensibilidade&lt;/em&gt;. Existe coisa mais fácil?&lt;br /&gt; O sinal tocou e eu senti alguém atrás de mim. Virei-me rapidamente. &lt;br /&gt; -Uau, você tem reflexo.  – Falou um cara com um metro e noventa de altura, cabelos cacheados caindo sobre os olhos e voz grossa, típico de jogador de basquete. – Bem, você deve ser a aluna nova, Kaylee, eu estava na aula de inglês junto com você. Meu nome é Andrew Turner.&lt;br /&gt; -Oi Andrew. – murmurei diante de sua altura e voz ressoante.&lt;br /&gt; -Então, a gente se gatinha – e piscou.&lt;br /&gt; Era mais essa que me faltava. Virei-me e segui para a aula de Biologia.&lt;br /&gt; Depois de enfrentar alemão e cálculo, fui almoçar. O refeitório estava apinhado de gente e ao longo do dia, eu havia conhecido várias pessoas legais. Uma delas me segurou no corredor por algum tempo. Se Mel não estivesse acenando tão enlouquecidamente para eu me juntar a ela, eu não a teria visto. Peguei minha bandeja, me servi de salada de feijão e salmão ao creme de tártaro e fui me sentar ao seu lado. Não vi Luke pelo refeitório.&lt;br /&gt;Quando fui perguntar a Mel onde ele estava, ela disse que ele tinha comido às pressas e ido embora. No fundo, fiquei ressentida.&lt;br /&gt;Mas não me permiti ficar abalada por muito tempo. Conversei com todos e tive um vislumbre de Andrew em sua mesa. Como eu pensei, jogador de basquete e sentado com um monte de líderes de torcidas loiras apinhadas sobre ele. Quando ele me viu o encarando, ele piscou de novo para mim. Isso resultou de um monte de olhares fulminantes da parte das líderes que o rodeavam. &lt;br /&gt;O resto do dia foi a mesma coisa. Conheci bastante gente e tal. Mas a única pessoa que eu queria ver naquele momento, não estava lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-3444796884795758610?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/3444796884795758610/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=3444796884795758610&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/3444796884795758610'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/3444796884795758610'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/09/capitulo-8-volta-as-aulas.html' title='Capítulo 8 - Volta Ás Aulas'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-3276257692668017245</id><published>2009-08-31T18:35:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T18:46:52.531-07:00</updated><title type='text'>Um aniversário e dois funerais</title><content type='html'>Prezados leitores,&lt;br /&gt;nessa sexta feira, dia 04 de setembro, nossa querida autora Lara completa mais uma primavera.&lt;br /&gt;Como uma gratificante surpresa por todo seu talento, nessa sexta-feira contaremos para Lara sobre a existência de um blog de domínio público que expõe a ela, sua trama e suas personagens.&lt;br /&gt;Na melhor das hipóteses, teremos mais um membro para o Sunset.&lt;br /&gt;Na pior, seremos mortas, nossos corpos jogados ao mar (embora não tenha litoral em nossa cidade) e o Sunset, deletado.&lt;br /&gt;De um jeito ou de outro, agradecemos à ajuda, incentivos que certamente estimularão Lara a escrever, dedicação e apoio de todos vocês.&lt;br /&gt;E peço, como provável último pedido, que deêm os parabéns para Lara e a denunciem caso nos sumirmos inexplicávelmente.&lt;br /&gt;Obrigada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-3276257692668017245?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/3276257692668017245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=3276257692668017245&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/3276257692668017245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/3276257692668017245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/08/um-aniversario-e-dois-funerais.html' title='Um aniversário e dois funerais'/><author><name>Diana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02992634687937694949</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-8673227352168461743</id><published>2009-08-25T12:22:00.000-07:00</published><updated>2009-08-25T12:29:55.350-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 7 - Apaixonada</title><content type='html'>  Quando o sol definitivamente desapareceu no mar, nos restando só alguma luz para enxergar, Luke disse:&lt;br /&gt; -É melhor nós irmos agora.&lt;br /&gt; -OK. &lt;br /&gt; O caminho de volta não pareceu tão demorado quanto o da ida. Em certo ponto da floresta, Luke saiu da trilha, seguiu por umas arvores e encontramos um barranco. Ele me ajudou a descer segurando minha mão e minha cintura e então estávamos na praia de novo. &lt;br /&gt; A praia estava deserta a não ser por um casal de namorados que passeavam na beira do mar. Nós fomos em silencio para seu carro. O que me lembrou que ele não tinha carro. Como nós íamos embora?&lt;br /&gt; Antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, ele respondeu:&lt;br /&gt; -O meu carro está no mecânico, eu ia ter que pegar ele de qualquer jeito agora. A mecânica fica do lado do restaurante que nós almoçamos. &lt;br /&gt; Eu não tinha percebido mecânico nenhum até nós chegarmos lá. Tinha uma placa feita à mão dizendo: ‘Ofixina mecânica’. Sim, com ‘x’. Quase me engasguei quando vi aquilo. &lt;br /&gt; Paramos em frente a um conversível New Civic prata. E Depois de acertar a conta, ele abriu a porta do carona pra mim, entrou no carro e seguimos para a escola. &lt;br /&gt; Estava um silencio desconfortável entre nós. E eu não sabia exatamente por quê.&lt;br /&gt; -Desculpe se eu te ofendi com todo aquele papo de tentar adivinhar como você funciona por dentro. Foram só deduções.&lt;br /&gt; Na verdade eu não estava mais braba.&lt;br /&gt; -Não, você não tem que pedir desculpas, eu só reagi exagerada. &lt;br /&gt; -Não, não reagiu não. Você tinha todo o direito de ficar assim. Desculpe-me.  -Ok. Mas só se parar com esse papo de deduções. – eu sorri – Da próxima vez, tenha algo concreto pra basear seus intuitos.&lt;br /&gt; Ele sorriu também. Meu coração tropeçou.&lt;br /&gt; -Então estou livre para continua tentando adivinhar suas emoções? Desde que eu tenha bons argumentos, é claro.&lt;br /&gt; -É claro. &lt;br /&gt; Ele dirigia devagar pela estrada e a sensação do vento batendo no meu cabelo era realmente boa.  &lt;br /&gt; -Então, o que nós vamos fazer sobre ele? Sobre Greg quero dizer.&lt;br /&gt; -Você não precisa se preocupar, eu cuido dele – sua expressão era confiante.&lt;br /&gt; -Obrigada mais uma vez – insisti, minha voz não passando de um sussurro – por tudo. Principalmente por não ter me levada pra praia àquela hora.&lt;br /&gt; Ele sorriu.&lt;br /&gt; -Estou à disposição. Mas deixa ver se eu acerto dessa vez, você não quis voltar pra praia porque você não queria que ninguém te visse daquele jeito. Estou certo?&lt;br /&gt; Eu não podia ficar mais brava com ele depois de tudo o que ele fez e alem do mais o ‘estou à disposição’ dele foi fofo. E que sentido havia em discutir? Ele estava certo.  &lt;br /&gt; -Sim, você está certo – confessei.&lt;br /&gt; -Bom pelo menos nisso eu acertei. – e seu sorriso aumentou.&lt;br /&gt; Eu estava meio abestalhada olhando pra ele quando percebi que ele continuava sem camisa.&lt;br /&gt; -Mas você ainda esta sem camisa. As inspetoras não iriam adorar se vissem um aluno seminu pelo corredor? &lt;br /&gt; Ele riu. – Elas não entram mais no nosso prédio. Em parte é por isso que todos fazem o que querem agora lá.&lt;br /&gt; -Por que elas não entram? – eu perguntei confusa.&lt;br /&gt; -Da ultima vez um calouro andou mais que seminu pelo corredor. É claro que ele levou uma advertência, mas as inspetoras não entram mais no nosso prédio desde então.  &lt;br /&gt; Dei risada tentando imaginar a cena.&lt;br /&gt; Já havia quase escurecido quando chegamos, então não tinha muitos alunos pelo jardim.  &lt;br /&gt; Luke saiu do carro e abriu a porta do carro de novo pra mim. &lt;br /&gt; - Então, direto pro prédio antes que alguma inspetora te veja aqui fora. – eu disse brincando.&lt;br /&gt; -Certo, mas antes eu quero fazer só mais uma coisa. – ele respondeu, seu sorriso reluzindo diante a lua.&lt;br /&gt; Quando eu ia perguntar o que ele queria fazer, ele me beijou. &lt;br /&gt; Não foi um beijo normal. Foi tudo.&lt;br /&gt; Mas também a sensação que me tomou, não foi nem de longe normal ou dos tempos que eu beijava Dylan. Foi algo que eu nunca imaginei sentir antes. Foi tão... Forte. Eu pensei que eu iria derreter ali mesmo e o meu coração explodir dentro da minha caixa torácica. &lt;br /&gt; Seus lábios eram quentes e macios contra os meus. E ele parecia esfomeado.&lt;br /&gt; E então, ele levantou a cabeça – ele devia ter uns 1,75 enquanto eu tinha 1,65, ou seja, 10 centímetros maior que eu. &lt;br /&gt; -Desculpa – ele disse aturdido – Me desculpe, eu não quis... eu... tenho que entrar, eu te vejo amanha.&lt;br /&gt; -Tchau – murmurei, mas ele havia ido embora.&lt;br /&gt; Pus a mão em meu coração como que pra ele parar de bater tão rápido e suspirei. O que foi aquilo?&lt;br /&gt; Eu sabia o que tinha sido. Eu sabia, como eu sabia o que eu estava sentindo naquele momento. Nunca tive tanta certeza do que eu sentia em toda a minha vida. Eu estava apaixonada. Por um cara que eu aparentemente só conhecia a exatamente um dia.  Maravilha. &lt;br /&gt; Entrei no meu prédio e fui direto para o meu quarto, Mel não estava lá, então ela devia estar no refeitório jantando ou coisa do tipo. Eu estava sem fome. &lt;br /&gt; Fui direto para o chuveiro para ver se eu conseguia me acalmar pelo menos um pouco. &lt;br /&gt; Não lavei o cabelo, se não eu teria que secar ele, e eu não estava com o menor saco pra isso agora. Eu o lavaria amanha, o que me lembrou que as aulas começariam amanha também. Eu gemi de frustração. &lt;br /&gt; Pelo menos, eu já havia encontrado uma razão o suficiente para gostar da nova escola.&lt;br /&gt; Quando sai do banheiro, Mel estava me esperando ansiosa pra saber&lt;em&gt; tudo&lt;/em&gt; o que aconteceu. Me objetivo inicial era correr para a janela para ver se Luke estava em seu quarto, mas Mel fechou a cortina para eles não nos verem.&lt;br /&gt; -Agora senta aqui e conta tudo o que aconteceu.&lt;br /&gt; Perguntei-me se devia ser segredo. Acho que não tinha problema contar para &lt;em&gt;a Mel&lt;/em&gt;. Então contei para ela tudo o que aconteceu. Só que quando eu falei pra ela que o Luke havia me levado para a ponta de um penhasco e perguntou maliciosa: - Para fazer o que?&lt;br /&gt; Fingi ignorar este ultimo comentário.&lt;br /&gt; E eu disse que foi para cuidar da minha cabeça – que por sinal só tinha deixado um corte raso, não precisava de pontos. Eu contei tudo pra ela, só uma coisa eu não contei, o beijo.&lt;br /&gt; Não sei por que, mas seu não queria dividir isso com ninguém, era uma coisa só minha. Além do mais, eu não tinha certeza do que estava acontecendo exatamente. Quer dizer, ele me beijou – por um tempo curto&lt;em&gt; demais&lt;/em&gt; para o meu gosto -, e ele pareceu bem arrependido depois que o fez.&lt;br /&gt; Será que ele se arrependeu de ter me beijado?&lt;br /&gt; -Então vocês viram o pôr-do-sol juntos, hã? Que Romântico! – Mel prosseguiu com o seu discurso.   &lt;br /&gt; -Ah, é. Mas nós só estamos falando de mim. Você não gosta de ninguém por aqui? – tentei mudar o rumo da conversa, o assunto já estava me constrangendo.&lt;br /&gt; -Bom,&lt;em&gt; gostar&lt;/em&gt; eu acho que não, mas vamos encarar, o David é super fofo! – ela disse caindo na minha tentativa de reorganizar o assunto.&lt;br /&gt; -Mas ele não namora a Michelle? – perguntei pasma.&lt;br /&gt; -Eles mais brigam do que namoram, eu só estou falando porque, se, um dia, sabe como é, mais pra frente, eles terminarem, talvez eu esteja disponível para ele. &lt;br /&gt; Eu ri com o modo inocente demais que ela falou. &lt;br /&gt; Fomos dormir logo depois disso, eu nem jantei. Estava cansada demais e no outro dia ainda tinha aula. &lt;br /&gt; O mais reconfortante foi saber que amanhã de manha, eu iria acordar e ver Luke pela janela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-8673227352168461743?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/8673227352168461743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=8673227352168461743&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/8673227352168461743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/8673227352168461743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/08/capitulo-7-apaixonada.html' title='Capítulo 7 - Apaixonada'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-4239789084712477801</id><published>2009-08-19T17:32:00.000-07:00</published><updated>2009-08-19T17:36:52.405-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 6 - Curiosidade</title><content type='html'> -Então, vai me contar um pouco sobre a sua vida? – ele me olhou tenso por um instante – Quer dizer, ontem eu praticamente contei cada vírgula da minha. Ate agora, alem do fato que você veio da Califórnia eu não sei mais nada sobre você.&lt;br /&gt; -Minha vida não é assim tão fascinante. – ele respondeu fitando o sol.&lt;br /&gt; -Bom a minha também não é, mas eu te contei ontem à noite. E alem do mais, eu quero saber. – me perguntei se eu estava sendo birrenta.&lt;br /&gt; Ele se virou e derramou todo o seu olhar em cima de mim.&lt;br /&gt; -Por quê?&lt;br /&gt; -Sinceramente? Eu não sei.&lt;br /&gt; -Ok. – ele disse se rendendo - Eu nasci em Carmel, uma pequena cidade da Califórnia, que por sinal fica perto de São Francisco – ele sorriu -. Quando tinha quatro anos, meu pai foi transferido para Los Angeles. Mudamos-nos todos para lá, eu, meu pai, minha mãe e minha irmã, que na época tinha 2 anos. Quando eu tinha 16 anos, ou seja, ano passado, minha irmã e eu sofremos um acidente de carro, ela não sobreviveu. O trauma foi muito grande e eu não agüentei, - ele começou a falar mais pausadamente e então percebi que ele estava revivendo a cena -, meus pais falaram pra eu ficar, que eles já haviam perdido a minha irmã, não queriam me perder também, mas eu estava &lt;em&gt;muito&lt;/em&gt; traumatizado. E então, me mudei para cá, tentando recomeçar a vida. – ele terminou num tom amargo, como se soubesse que ele&lt;em&gt; nunca&lt;/em&gt;&lt;em&gt; mais&lt;/em&gt; iria conseguir recomeçar de novo.&lt;br /&gt; Reprimi o impulso de abraçá-lo. Não sei por que, mas eu queria &lt;em&gt;reconfortá-lo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt; -Me desculpe – minha voz não passava de um sussurro – eu não queria fazê-lo se sentir mal.&lt;br /&gt; Ele me ignorou: - Você acha que eu fui egoísta em fazer isso? Quer dizer, me mudar para o outro lado do país para tentar me esconder? – depois acrescentou com um ultimo pensamento - Da verdade, quero dizer?&lt;br /&gt; -Se os seus pais realmente te amam como eu acho que amam então eles te entendem. Quer dizer, se fossem os meus pais, eles nem notariam que eu tinha saído de casa. Mas de acordo com a sua descrição, os seus parecem realmente se importar com você. Então, não, você só precisava de um tempo pra você. Eu tenho certeza de que eles te entendem.&lt;br /&gt; Para minha surpresa, ele passou o braço ao redor dos meus ombros. &lt;br /&gt; -Os seus pais podem se importar com você mais do que você pensa, sabia? – e falou isso praticamente no meu ouvido. Reprimi um arrepio. &lt;br /&gt; Então agora &lt;em&gt;ele&lt;/em&gt; estava &lt;em&gt;me&lt;/em&gt; reconfortando? Isso não parecia justo.&lt;br /&gt; -Impossível.&lt;br /&gt; -Bom, &lt;em&gt;se eles&lt;/em&gt; não se importam, pelo menos tem gente que se importa. – e me fitou. &lt;br /&gt; E então, encostei a minha cabeça em seu ombro e sussurrei:&lt;br /&gt; -Obrigada. &lt;br /&gt; -Pelo que? – ele parecia um pouco espantado.&lt;br /&gt; -Por salvar a minha vida. &lt;br /&gt; -Não acho que ele iria te &lt;em&gt;matar&lt;/em&gt;, mas não tem de quê.&lt;br /&gt; Podia ser impressão minha, mas naquele momento, eu senti algo a mais. Algo que eu nunca havia sentido antes. Um conforto no coração. Uma vontade imensa de nunca mais sair de lá. Que minha cabeça pudesse ficar para sempre encostada no seu ombro e seus braços, protegendo os meus.&lt;br /&gt;Mas afinal, qual era o meu problema? Nós só nos havíamos conhecido a menos de dois dias!&lt;br /&gt; Mas pareciam que eram séculos. Como ele mesmo falou, parecia que eu o conhecia há mais tempo.&lt;br /&gt; -Então, você não ficou nem um pouco assustada lá na floresta? Não é possível que você não possa ter sentido nem um pouquinho de medo. – ele falou depois de alguns minutos com um sorrisinho lindo brincando em seu rosto.&lt;br /&gt; -Como eu falei, eu tenho uma perspectiva diferente de vida. – eu respondi - Qual seria a pior coisa que ele podia fazer? Matar-me? Isso certamente não é muito. Se você olhar por um ângulo diferente, você vai perceber que não existe a expressão:&lt;em&gt; ruim o bastante.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt; Ele me olhou por um momento, depois tirou seu braço de meus ombros e perguntou:&lt;br /&gt; -Qual foi a pior coisa que já te aconteceu? Em toda a sua vida?&lt;br /&gt; Parei pra pensar. Então percebi que existia sim o termo &lt;em&gt;ruim o bastante&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt; -Me separar da minha melhor amiga semana passada. – Respondi sussurrando repentinamente, fitando o chão - Ela era como uma irmã pra mim. Nós nunca... Nunca... Tínhamos nos separados antes. Ela sabia mais coisas sobre mim do que qualquer um. Eu acho que eu a considero mais da família pra mim do que ate os meus próprios pais. Se eu tivesse que escolher uma pessoa no mundo, qualquer uma, seria ela.&lt;br /&gt; Ele ouviu o meu pequeno discurso quieto e depois murmurou mais consigo mesmo: - Então você sabe como é perder uma irmã.&lt;br /&gt; -Sim, mas eu ainda quis dizer que uma coisa &lt;em&gt;física&lt;/em&gt; não pode ser ruim o bastante. – eu disse retomando o assunto, antes que meus olhos que já estavam ardendo resolvessem explodir em lágrimas, eu já sentia minha garganta arder.&lt;br /&gt; -Será que não? Eu queria ter a coragem que você tem para poder enfrentar as coisas &lt;em&gt;físicas&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt; -Como assim? – perguntei confusa.&lt;br /&gt; -Nada, eu só estava pensando alto.&lt;br /&gt; -Você... Era muito próximo de sua irmã? – eu perguntei depois de algum tempo só para poder ouvir de novo a sua voz.&lt;br /&gt; -Sim. Eu era o mais velho, então eu sempre a protegia e esse tipo de coisa. Nós éramos muito ligados. – então mudou de assunto -, sabe, desde que eu cheguei aqui, não me abri com ninguém sobre isso, nem mesmo com David, não sei por que, mas eu tenho essa impressão... De que posso confiar em você. &lt;br /&gt; -E você pode. – eu disse fitando seus olhos. Os meus surpreendentemente ternos.&lt;br /&gt; -Mas agora, chega de falar de mim. – ele disse se desviando do assunto - Me conte mais sobre você.&lt;br /&gt; -E eu já não contei tudo ontem à noite?&lt;br /&gt; -Sim, mas mesmo assim, eu quero saber.&lt;br /&gt; -Sobre o que especificamente?&lt;br /&gt; -Hmm... Comece com como você se sente sobre os seus pais. Você me contou como é a sua relação com eles, e não como você se sente.  &lt;br /&gt; -Eu pensei que você fosse bom em ler expressões. – eu disse com os olhos semicerrados.&lt;br /&gt; -E sou. Mas eu quero saber diretamente de você.&lt;br /&gt; -Eu não tenho exatamente o que falar. Meus pais sempre me ignoraram só que quando eles ficaram de saco cheio, me chutaram para o outro lado do país e aqui estou eu. &lt;br /&gt; -Sabe o que eu acho? Você sofre mais do que demonstra. Você esconde seus sentimentos ate de você mesma. Você passou a vida inteira escondendo tudo o que sentia dos seus pais, se acostumou tanto a não demonstrar o que pensa, e agora esconde todos os seus sentimentos ate mesmo por reflexo. Se você se encarasse, talvez não precisasse de tanto auto-controle emocional.&lt;br /&gt; Senti-me irritada. Profundamente irritada. É claro que eu escondia os meus sentimentos dos outros, mas não &lt;em&gt;de mim mesma&lt;/em&gt;. Eu sempre soube muito bem o que sentia, e em parte, era isso que me ajudava a me controlar. Tentei engolir a irritação goela a baixo.&lt;br /&gt; -Fique sabendo que toda a minha vida, eu cuidei de mim mesma. Eu nunca, repito, &lt;em&gt;nunca&lt;/em&gt;, tive ajuda de ninguém, especialmente de meus pais. Eu cresci sozinha, amadureci sozinha e me orgulho disso. Agora só não diga que eu escondo os meus sentimentos de mim mesma, porque isso não é verdade. Mais do que ninguém, eu me conheço por inteira. Muitas vezes já me chamaram de fria, sem sentimentos, dura, mas por dentro eu sofria. Eu sinto cada emoção dentro de mim antes de escondê-la. Acho que por isso, eu sempre sofri duas vezes mais. Então não venha me dizer que eu me escondo de mim mesma. Ou até mesmo que eu não sofro. – eu disse quase enlouquecendo por dentro. Por fora eu devia aparentar como normalmente eu aparentava quando ficava com raiva. Fria e tranqüila. A voz que nem navalha. Essa sou eu.&lt;br /&gt; Ele me olhou por exatamente um minuto inteiro. Eu sei. Eu estava contando. No final desse um minuto ele conseguiu dizer:&lt;br /&gt; -Acho que você tem razão. – ele disse lentamente – Talvez eu tenha me enganado a seu respeito. Mas sabe, não é bom engolir tudo o que você sente. Muita coisa fica entalada no seu peito. &lt;br /&gt; Eu não respondi. Só fiquei encarando o sol que agora se punha na nossa frente e lentamente desaparecia na linha do mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-4239789084712477801?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/4239789084712477801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=4239789084712477801&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/4239789084712477801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/4239789084712477801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/08/capitulo-6-curiosidade.html' title='Capítulo 6 - Curiosidade'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-6195178423595791238</id><published>2009-08-14T18:34:00.001-07:00</published><updated>2009-08-14T18:34:49.009-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 5 - Salvador</title><content type='html'>Bom, é claro que eu lutei. Enquanto estava sendo arrastada mato adentro, eu golpeei, chutei, e acho que deixei sérios machucados na canela de meu agressor. Também tentei morder mão que tampava a minha boca, mas acho que ele não sentiu nada.&lt;br /&gt; Depois de uns 10 minutos sendo arrastada me perguntei se alguém dera por minha falta. Só se fosse o Luke ou Greg a perceber a minha ausência. David e Michelle estavam muito preocupados em namorar pra perceber qualquer coisa ao redor.&lt;br /&gt; Meu agressor também devia ser um novato no ramo. Ele devia ter me dado... como era o nome daquela coisa que dão pra gente apagar nos seriados policias? Aquilo iria ter evitado bastantes machucados da parte dele.&lt;br /&gt; Não posso dizer que eu fiquei realmente com medo. Qual seria a pior coisa que poderia me acontecer? Ele me matar? Certo. Isso definitivamente não era tão ruim assim. Eu não posso dizer um dia em que eu tenha ficado morta de medo. Apavorada, preocupada, sim. Mas com medo? Era bem difícil eu sentir medo. Principalmente de alguém tão novato no ramo.&lt;br /&gt; Quando estávamos longe demais para os outros nos ouvirem – assim pensei eu -, meu agressor novato resolveu se virar e dar as caras. Eu estava certa sobre o fato de ser novato. Era o Greg.&lt;br /&gt; -Greg? – perguntei exasperada quando ele tirou a mão da minha boca. Eu estava um pouco sem ar com o fato de estar a mais de 10 minutos sendo arrastada mato adentro. Por aparentemente um garoto que ficou dando em cima de mim a tarde inteira. Perfeito.&lt;br /&gt; -Olá Kay. – eu já disse como o meu nome soava estranho saindo de seus lábios? Fazia parecer com que ele estivesse falando com uma garotinha de 2 anos. – Desculpe o transtorno, mas eu realmente não vi outra maneira de fazer isso.&lt;br /&gt; -Fazer o que? E por acaso, dá para me soltar? – ele estava quase me esmagando contra uma arvore que devia ter uns cem anos de idade.&lt;br /&gt; Ele riu: - Seria tudo bem mais fácil se você quisesse também, amor. Transformaria tudo numa coisa bem mais simples se você ao menos colaborasse.&lt;br /&gt; Amor? Quem era o amor aqui?&lt;br /&gt; -Eu não estou entendendo o que você quer dizer, mas estou avisando, se você não em soltar agora, eu vou gritar, eu juro que eu vou gritar. – falei com os olhos semicerrados de raiva. Isso estava me cansando.&lt;br /&gt; Ele pegou um tufo do meu cabelo e começou a brincar com ele.&lt;br /&gt; -Pode gritar se quiser. Isso torna tudo ainda mais emocionante. E duvido que alguém vai poder ouvir mesmo. – ele começou a roçar os lábios no meu pescoço. Me arrepiei. Não de um jeito bom.&lt;br /&gt; -Você que pediu seu idiota. – e comecei a gritar. Alto.&lt;br /&gt; Ele começou a me beijar impedindo meus gritos, imediatamente comecei a me rebelar, tentando me libertar de suas garras de ferro, mas ele era mais forte, agarrou minha cabeça e praticamente a jogou contra o tronco de arvora atrás de mim. Fiquei um pouco grogue.&lt;br /&gt; Quando suas mãos estavam habilmente quase alcançando meu sutiã, senti que no segundo seguinte ele não estava mais lá. A minha cabeça ainda rodava pela pancada, mas consegui enxergar alguma coisa. Um garoto que eu não reconheci imediatamente havia arrancado Greg de mim e começou a socá-lo. Bons socos, não havia como negar. Não havia nem tempo para Greg corresponder à luta. E então, quando ele caiu, cheio de sangue, mas não morto, claro que não - Vaso ruim não quebra. Mas aparentemente, seu nariz pode quebrar, sim -, o meu salvador se virou para me encarar. A essa altura, eu já estava sentada no chão, sem saber se teria força o suficiente para poder me levantar e correr. Poderia rapidamente imaginar como estava o meu rosto à uma hora dessas. Preferi não pensar nisso. Um horror.&lt;br /&gt; Voltando ao assunto, o meu salvador era nada mais, nada menos que, Luke Adams.&lt;br /&gt; Ele rapidamente se sentou ao meu lado.&lt;br /&gt; -Você esta bem? – ele se virou para me encarar. Por um momento achei aquela pergunta mais tola entre todas. Que motivo eu teria para não ficar bem?&lt;br /&gt;Ele estava ao meu lado, me encarando com seus olhos que pareciam um céu estrelado à noite. Então olhei melhor. Ele parecia que estava sendo torturado. Sua expressão torturada. Será que ele havia se ferido? Demorei alguns segundos ate perceber que a única ferida aqui era eu.&lt;br /&gt; -Hmm, claro. E você? Como está? – respondi calmamente.&lt;br /&gt; Ele bufou. Comecei a encará-lo. Por que ele estava bufando?&lt;br /&gt; -Você acaba de quase ser agredida sexualmente e você pergunta se eu estou bem? Ele deve ter batido sua cabeça com força mesmo. – eu estava prestes a discutir com ele quando ele começou a tirar a camisa.&lt;br /&gt; -O que você esta fazendo? – perguntei tendo um vislumbre do que era seu tanquinho abdominal. Realmente não eram todos os dias que você via uma coisa dessas, sabe.   &lt;br /&gt; -Se você ainda não percebeu sua cabeça esta sangrando. – e enrolou a camisa pólo na minha cabeça.&lt;br /&gt; Sério? Eu nem tinha percebido. Devia ser um corte superficial demais.&lt;br /&gt; -Mas você vai arruinar a sua camisa! – argumentei inutilmente&lt;br /&gt; Ele deu de ombros: - Eu tenho outras. É melhor nós voltarmos. Os outros devem estar procurando por nós. – se levantou e me ofereceu a mão para me levantar junto com ele.&lt;br /&gt; Entrei em desespero: - Não, por favor, eu não quero voltar. &lt;br /&gt; Ele passou uns dois minutos me encarando – provavelmente tentando compreender sobre o que eu estava falando – e depois se rendeu:&lt;br /&gt; -Ok, ok. Vamos. – e me pegou no colo. O. Que. Ele. Estava. Fazendo?&lt;br /&gt; -Não se preocupe, – ele respondeu a minha pergunta não dita – eu não vou te levar de novo pra praia. Só um lugar que eu gosto de ir de vez em quando.&lt;br /&gt; -E Greg? – ele deu a impressão de que quis vomitar quando eu disse o nome dele. &lt;br /&gt; -Vamos deixar ele ai. Ele devia dar graças a Deus por nós não darmos um boletim de ocorrência na policia. Depois eu cuido daquele canalha. &lt;br /&gt; Não havia porque discordar. Eu tinha dois motivos para não querer isso:&lt;br /&gt; Primeiro: Eu estava nos braços de Luke, seu peito e braços nus e fortes ao meu redor me levando para alguma parte desconhecida da mata como se isso realmente não fosse nenhum esforço. Quer dizer, me carregar nos braços.&lt;br /&gt; Segundo: ele não estava me levando de volta à praia, isso era ótimo. Ninguém precisava me ver daquele jeito. O que me lembrou.&lt;br /&gt; -Como você nos encontrou?&lt;br /&gt; -Bom, você realmente tem um grande pulmão e garganta, isso eu tenho que admitir – ele sorriu, por alguns segundo, eu perdi a respiração -, mas antes disso, eu tinha percebido que vocês tinham sumido e eu estava à sua procura. Eu tinha uma leve noção do que estava acontecendo, é claro. Levando em conta ele não conseguia tirar os olhos do seu vestido, a tarde inteira. E também, porque, bem, eu conheço o tipo. – ele disse isso com um rancor na voz, uma raiva. Não consegui me impedir de tocar o seu rosto e perguntar suavemente:&lt;br /&gt; -Você esta mesmo bem? Sinceramente, parece que há mais coisa nessa historia do que eu posso compreender. – não sei o que me fez dizer aquilo, só saiu. As palavras tinham mente própria.&lt;br /&gt; Ele me olhou por um momento e depois suspirou rearrumando as suas expressões.&lt;br /&gt; -Sim, mas sabe como é alguém tem que ficar apavorado com o que aconteceu. Você não parece nem ao menos frustrada.&lt;br /&gt; -Digamos que eu tenha um ponto de vista diferente da maioria das outras pessoas. &lt;br /&gt; E me encarou mais uma vez. Agora ele parecia algo com fascinado. Suas emoções mudavam tanto que estavam me deixando tonta. &lt;br /&gt; O resto do caminho foi silencioso, eu não estava tão preocupada em romper o silencio. Estava mais preocupada em como seus tendões do braço pareciam realmente fortes enquanto me carregava. &lt;br /&gt; E então, nós paramos. Peguei-me observando seu rosto que nem uma idiota. Perguntei-me se estava babando também. Recompus minha expressão rapidamente, e então olhei em volta enquanto ele me baixava no chão. NÃO, eu quis gritar, NÃO, eu não quero sair do seu colo. Alem do mais ele cheirava bem. Não era muito doce, nem muito cítrico, o intermediário perfeito.&lt;br /&gt; Assim que olhei onde nós estávamos, me embabasquei. Era o alto de um penhasco, com uma vista linda para o mar abaixo de nós – devia ter uns 30 metros ate o chão – e uma mais ainda para o pôr-do-sol à nossa frente. Eu nunca tinha ido a um lugar mais lindo ou perfeito.&lt;br /&gt; -Eu sei, - Luke disse quando eu fiquei muda – é mesmo lindo. Eu passo a maioria das tardes aqui, olhando o pôr-do-sol. Isso geralmente me deixa mais calmo. É fácil ter... Fé aqui. &lt;br /&gt; -É... Maravilhoso. Como você descobriu esse lugar? – e olhei pra ele e ele estava me encarando, a expressão serena.&lt;br /&gt; -Fazendo trilha. Por falar nisso, - e pegou um celular em seu bolso – nós temos que avisar aos outros que estamos bem.&lt;br /&gt; Eu assenti. Ele discou o número de alguém.&lt;br /&gt; -Oi Mel, é sou eu, Luke. O que? Não ela esta bem. Olha Mel... Não, não tem motivo pra você se preocupar. É uma longa historia. Não, não interessa onde nós estamos o.k.? Depois eu a levo pra casa... O que? O Greg apareceu ferido ai? Fala pra ele que eu mando pioras – e riu – Mel, eu já disse, ela ESTÁ bem. Olha Mel, eu vou desligar, quando você estiver emocionalmente controlada de novo pra ter qualquer outra conversa, me liga. – e desligou.&lt;br /&gt; -Ela está descontrolada?&lt;br /&gt; -Ela sempre foi assim. Por qualquer coisa já se desespera. – ele balançou a cabeça lembrando - Mas e você? Ele te machucou muito? Não acredito que ele foi capaz de te machucar tanto – e assentiu para a minha cabeça.&lt;br /&gt; -Não, eu estou bem. Mas acho que não preciso mais disso, - e tirei a camisa dele – agora já toda vermelha de sangue - da minha cabeça e coloquei no chão, no espaço entre nós - parou de sangrar. &lt;br /&gt;-Você tem noção do quanto eu fiquei desesperado quando eu te vi lá no chão, sangrando?  &lt;br /&gt; Eu ri: - Pelo menos não tão desesperado quanto a Mel ficaria no seu lugar.&lt;br /&gt; -Bom, olhando por esse lado, é bom ela não gostar de fazer trilhas. – e me olhou de um jeito estranho, profundo, e eu me perdi naquela imensidão azul escura por alguns segundos, depois acrescentou - É engraçado, mas parece que eu te conheço bem mais do que há apenas algumas horas.&lt;br /&gt; Eu sentia exatamente, a mesma coisa.&lt;br /&gt; -E, talvez, os sentimentos sejam mutuo. – falei olhando fixamente para seus olhos azuis, depois desviei o meu olhar, corando, para o fim de tarde que se estendia à minha frente. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-6195178423595791238?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/6195178423595791238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=6195178423595791238&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/6195178423595791238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/6195178423595791238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/08/capitulo-5-salvador.html' title='Capítulo 5 - Salvador'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-2718377577460189466</id><published>2009-08-11T18:46:00.000-07:00</published><updated>2009-08-11T18:47:11.558-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 4 - Agressão</title><content type='html'> Foi muito gentil da parte da Mel se oferecer para ajudar a arrumar a minha mala.&lt;br /&gt; -Nossa, estava na cara que ele estava dando em cima de você. O que é estranho, porque ele não é muito de dar em cima das garotas – esse foi o único problema, ela estava dando uma de casamenteira pra cima de nós dois – eu não estou dizendo que eu aprovo, o Adams sabe ser bem estranho quando quer. Ele sabe direitinho quando eu estou mentindo, dá pra acreditar? Mas mesmo assim é bem legal, considerando que ele mora aqui do lado e tal. E ele realmente é bem lindo, caramba.  &lt;br /&gt; Eu não neguei nem afirmei nada, só continuei tirando as roupas da mala – que por sinal era enorme, considerando os cartões de credito que meus pais me davam. A fala sério, você não pode me culpar por eu aproveitar a única coisa que eles me davam, ou seja, dinheiro – silenciosamente. Quando tudo terminou, minha cabeça estava rodando, coloquei o meu pijama e dei uma ultima espiada pela janela, mas o quarto estava escuro e vazio. Era meia noite quando eu fui dormir, mas em São Francisco devia ser só umas nove horas. Não sabia muito bem de que horas era o fuso. Mas eu estava cansada demais, então o fuso não pesou tanto. &lt;br /&gt; Acordei com a luminosidade da manha. Em São Francisco, de manhã tinha uma neblina densa cobrindo toda a cidade, e à tarde que o sol aparecia. Aqui era sol desde a manha. Isso era bom, eu não gostava muito de congelar logo de manha. &lt;br /&gt; Só então percebi que o sol estava muito no meio do céu. Olhei o relógio, eram quase meio dia. &lt;br /&gt; -Bom dia dorminhoca. Estava te esperando acordar. Sabe, nós estávamos combinando de ir almoçar fora, sabe como é, comemorar a sua chegada e tal. Topa?- Durante a semana era obrigatório que todo o corpo estudantil fizesse as refeições no colégio. Só nos finais de semana estava liberado. &lt;br /&gt; -Hmm – eu ainda estava meio grogue, não dava pra responder logo de cara – Quem vai?&lt;br /&gt; -Bom, eu, Michelle, Lisa, Sarah, Greg, Phil e eu falei com o David e o Luke, e eles topam. &lt;br /&gt; Ela tinha me apresentado a todas essas pessoas ontem, mas eu só lembrava de nome. Bom, sem ser de nome, eu lembrava só do Luke. Não me importei exatamente com o fato dele estar lá.&lt;br /&gt; -Hmm, claro, por que não?&lt;br /&gt; -Ótimo, agora vê você se arruma logo.&lt;br /&gt; Levantei-me na mesma hora. Deus sabia como eu poderia demorar me arrumando. E era chato os deixar esperando tanto. Escolhi um vestidinho com decote em V de seda super leve com estampa florida para usar. Estava realmente muito calor. Quem diria que na costa leste pudesse fazer esse calor! Depois de me maquiar e arrumar o meu cabelo com secador – geralmente de manha o meu cabelo precisa ser domesticado de novo com ajuda do secador -, saí do banheiro, peguei minha bolsa e Mel já estava me empurrando porta afora. &lt;br /&gt;  (Vestido: http://www.polyvore.com/oasis_floral_top/thing?id=5806985)&lt;br /&gt;Percorremos o corredor e paramos em frente a um quarto onde pegamos Michelle e Lisa, as gêmeas loiras de olhos azuis, mas que só tinham isso em semelhança. Seus traços e rostos eram totalmente diferentes. E em um outro com para pegar Sarah. Ela estava nos esperando em frente à porta. Seus olhos e cabelos eram pretos. Ela era bem pequena, devia der 1,60 de altura.&lt;br /&gt; Eu sempre me senti frustrada em relação a meus olhos. Eu sempre quis ter olhos claros, mas acabei tendo olhos castanhos escuros. Para quem olha de longe, parece preto. Mas não é, é castanho. Em relação ao cabelo nunca tive do que me queixar. Meu cabelo é castanho claro, eu adoro a minha cor, mas algumas pessoas falam que eu sou loira. Mas eu não sou, é só castanho claro, droga. &lt;br /&gt; Encontramos os garotos em frente ao nosso prédio a uma da tarde. Dava pra ver que a Mel estava morrendo de fome, por isso sua pressa. O único que eu ainda não conhecia do grupo era David e Phil. David era bem simpático e eu descobri que ele namorava uma das gêmeas, Michelle. Phil eu não tive oportunidade de conversar. Ele era bem reservado. Luke estava todo magistral em seu pólo e jeans básicos, mas dava pra ver que eram roupas de marca. Ele deu uma piscadela quando me viu. Eu sorri. Mel me deu uma cotovelada e uma risadinha quando viu isso.&lt;br /&gt; Acabamos indo no carro de Greg – que pareceu bem feliz em me ver de novo – Greg de motorista, Mel e Phil atrás e eu de carona. Greg só abriu a porta pra mim, sem me perguntar a minha preferência de lugar. O carro era nada mais que um Camaro vermelho reluzente. &lt;br /&gt; Os outros foram no carro de David – um Honda Fit champanhe. &lt;br /&gt; Eu queria falar de novo com o Luke, não sei por que, mas eu estava com saudades. Nós só nos falamos uma vez há algumas horas atrás e eu estava com saudade, qual era o meu problema?&lt;br /&gt; Não fiquei muito entusiasmada em conversar com Greg, mas que opção eu tinha? De vez em quando Mel vinha me dar uma ajuda, mas era eu que tinha que responder a todas as milhares de perguntas que ele fazia. Comecei a não simpatizar muito com o dito cujo quando ele começou a dar em cima de mim descaradamente, pondo a mão na minha perna, que eu a tirava de lá rapidamente. Pude sentir Mel soltando faíscas lá atrás. Eu não precisava perguntar para saber que ela não ia muito com a cara dele também. Ontem, antes de dormir, ela me contou que ele já namorou com uma antiga amiga dela, Nicole, mas eles terminaram o nada e ela não quis contar o porquê.&lt;br /&gt;  Finalmente chegamos ao nosso restaurante, no centro da cidade. Eu ainda não tinha tido a oportunidade de conhecer a cidade, então tudo lá me impressionou.&lt;br /&gt; Era um restaurante de comida italiana – a minha favorita. Sentamos-nos numa das mesinhas fora do restaurante, estava quente demais para ficar lá dentro. Tivemos que juntar duas mesinhas – cada uma delas para quatro pessoas – e colocar mais uma cadeira na ponta para caber todos. Acabei me sentado entre Lisa – que descobri ser bem legal – e Greg. Era pra ser Mel, mas ele andou mais rápido que ela, roubando seu lugar. Deu pra ver que ela ficou brava pela falta de cavalheirismo dele. &lt;br /&gt; Cada um pediu um prato diferente para si – eu pedi macarrão talharim com molho de tomate fresco e coca. O papo estava bem agradável, nós demos muitas risadas. David acabou se revelando um palhaço nato e era impossível não rir dele. Mas de novo, de vez em quando, Greg ficava se aproveitando de nossa proximidade e colocando a mão sobre a minha perna. Uma, duas, na terceira eu dei um safanão na sua mão e pedi baixo para que ninguém ouvisse, com os olhos semicerrados: &lt;br /&gt;- Pare com isso. &lt;br /&gt; Ele só levantou uma sombracelha como questionando sobre o que eu estava falando. Eu o ignorei. Quando olhei para frente de novo, peguei Luke, que estava na minha frente, nos encarando duvidosamente. Eu corei.&lt;br /&gt; Depois de termos pagos a conta, fomos dar uma volta pela praia.  &lt;br /&gt; Acabamos fazendo uma fogueira na praia. O que foi bem legal, levando em conta que eu sempre tivera vontade de fazer. Surpreendi-me ao ver que as chamas eram azuis e verdes por causa do sal. Estavam todos conversando animados, Greg não tentou mais nada depois da minha súbita rejeição. Luke estava quieto, não falou mais nada depois de eu o pegar olhando para mim. &lt;br /&gt; A praia fazia divisa com uma floresta, e os garotos estavam falando em fazer trilha. Eu nunca fui chegada com a natureza, longe disso. Mas Luke ia, e eu queria falar com ele de novo. Fomos eu, David, Michelle, Luke e Greg. Devia ser umas 3 horas, então o sol estava de rachar. &lt;br /&gt; Mas eu nem tive oportunidade de falar com ele, primeiro porque era só subida, segunda que a certo ponto, depois de estarmos longe demais para os outros nos virem eu fui subitamente agarrada por trás, uma mão em minha boca e outra segurando meus braços num aperto de ferro. Os outros não viram só continuaram sem mim. Fui sendo arrastada para dentro da floresta. Meu agressor não me deu oportunidade de ver seu rosto, só continuou. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-2718377577460189466?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/2718377577460189466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=2718377577460189466&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/2718377577460189466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/2718377577460189466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/08/capitulo-4-agressao.html' title='Capítulo 4 - Agressão'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-3242887675324887160</id><published>2009-08-09T18:24:00.000-07:00</published><updated>2009-08-09T18:26:34.338-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 3 – Até que aqui pode ser melhor do que eu pensei</title><content type='html'> Depois de me mostrar cada canto da escola e de me apresentar a quase todas as pessoas possíveis, nós voltamos para o quarto. Sentia-me exausta – não era exatamente todos os dias que eu viajava para o outro lado do país para estudar numa costa totalmente diferente e morar com pessoas que eu nem conhecia. Isso era no mínimo, frustrante. Mas acabou que eu acabei gostando, a maioria das pessoas daqui eram bem simpáticas e o colégio era enorme. Só o jardim devia ter uns 4 quilômetros. Existiam três prédios - todos com uma construção meio que do século XI - o das meninas, o dos meninos, ambos com 3 andares – e sim, eles eram praticamente colados na parede um do outro em uma das laterais, e acabou que justo o meu quarto tinha uma vista direta para o outro quarto. E o prédio em que nós havíamos aulas, que era uma construção térrea, mas enorme.&lt;br /&gt; Mel me falou que durante a semana eles passavam quase o dia inteiro naquele prédio, só voltavam pra dormir. E não era porque as aulas acabavam tarde, não. É que a maioria dos estudantes ficava por lá mesmo, ou dava uma volta no jardim imenso com os amigos ou namorando. Nós tínhamos permissão para sair do prédio, é claro, mas a maioria dos alunos só saia à noite para as festas, ou nos finais de semana.&lt;br /&gt; Tomei um banho pra relaxar e a Mel foi conversar com alguém lá fora. Quando saí do chuveiro, coloquei uma calça jeans e uma blusa básica regata vermelha. Estava uma noite quente, deliciosa. Em São Francisco era assim. Só que de madrugada costumava esfriar consideravelmente. Sequei meu cabelo com secador. Um dos meus defeitos era esse. Era bem vaidosa. Eu ia pra padaria? Poderia ser só ate uma esquina, mas eu em arrumava toda, não suportava me olhar no espelho sem maquiagem.&lt;br /&gt;(PS: fato terrivelmente inspirado na autora)&lt;br /&gt; Depois de secar meu cabelo e passar a quantidade certa de maquiagem para ficar no alojamento mesmo, resolvi encarar a minha mala. Não iria adiantar nada eu ficar adiando, quanto mais rápido eu resolvesse isso, mais rápido eu me livrava da dor de cabeça e da tontura. Sim, eu também ficava com vertigem de arrumar a minha mala. Era perfeito.&lt;br /&gt; Estava justamente colocando no cabide um dos meus vestidinhos de noite prediletos quando alguém chamar: - Hei.&lt;br /&gt; Virei-me na hora em direção a janela e me deparei com a janela vizinha que tinha ficado vazia o dia inteiro, Mel disse que David e Luke nossos ‘vizinhos’ tinham ido dar uma volta pela cidade. Mas agora, tinha um garoto da minha idade debruçado na janela, então não dava para ver a altura, mas com olhos azuis que pareciam o céu à noite. De um azul escuro lindo, eu nunca tinha visto olhos tão lindos quanto os dele. Os cabelos eram castanhos, nem escuros, nem claros. Eram avelãs um pouco enrolados nas pontas. Seu rosto continha algumas sardas, quase imperceptíveis, mas a luz da lâmpada que emanava de nossos quartos era daquelas bem fortes, então era fácil perceber que ele tinha um rosto maravilhoso. Ele podia ganhar milhões como modelo, fácil, fácil. Demorei um pouco pra voltar à realidade, estava deslumbrada demais. &lt;br /&gt; -Oi, eu te assustei? É que eu voltei agora e eu olho pela janela e vi uma garota que não é a Mel mexendo num dos armários, eu levei o maior susto. Mas daí eu me lembrei que ela falou que você estava pra chegar. Eu estou aqui o maior tempo te olhando e você nem percebeu. – ele sorriu, os dentes perfeitos brilhando a luz da lua. Sua voz era a mais suave que eu podia imaginar. &lt;br /&gt; -Hmm, sério? É que arrumar ou desarrumar malas geralmente me deixa um pouco com dor de cabeça e vertigem, então eu não percebo muitas coisas ao mesmo tempo. – Eu disse franzindo um pouco as sombracelhas, me aproximei da janela.&lt;br /&gt; -Eu pensei que fosse só comigo. Que estranho. – ele falou refletindo – Bom, a propósito, meu nome é Luke Adams - e me estendeu a mão atreves da janela e sorriu.&lt;br /&gt; Peguei a mão, a janela nos dava só um metro de distância. A mão era morna, suave. Senti uma coisa estranha passar por mim quando nossas mãos se apertaram. Perguntei-me se foi só comigo.&lt;br /&gt; - Kaylee Wilson&lt;br /&gt; -Nome legal esse, Kaylee, é diferente.&lt;br /&gt; Eu sorri.&lt;br /&gt; -Então, da onde você veio?&lt;br /&gt; -São Francisco, Califórnia. &lt;br /&gt; -Verdade? Eu já fui lá uma vez quando era pequeno.&lt;br /&gt; -Onde você morava?&lt;br /&gt; Ele riu – Eu morava na Califórnia também, só que em Los Angeles, meus pais não queriam me mandar pra cá, mas não teve jeito. &lt;br /&gt; Eu o fitei. Como será que devia ter pais que quisessem o filho por perto? Eu acho nunca ia saber essa resposta. Acabei ficando perdida nos meus pensamentos fitando seus olhos azuis.&lt;br /&gt; -O que? – ele perguntou, sua voz parecia uma melodia de ninar, era suave, provocava uma sensação estranha no meu coração.&lt;br /&gt; Debrucei-me na janela assim como ele também estava. &lt;br /&gt; -Eu só queria saber como deve ser essa sensação. Ter pais que te querem por perto. – minha voz soou um pouco distante.&lt;br /&gt; -Por quê? O que aconteceu com você? – ele demonstrou verdadeiro interesse na minha tristeza.&lt;br /&gt; Eu não sei por que, tirando a Mel, eu não saia por ai contando a minha relação com os meus pais, mas era diferente, eu e a Mel íamos conviver juntas durante sabe se lá quanto tempo, um dia ela ia acabar descobrindo. Mas a historia saiu, do nada. E eu estava contando minha vida pra esse estranho que a cada vez que eu o olhava, meu coração disparava. &lt;br /&gt; Ele ouviu toda a historia com interesse e eu pude ver em seus olhos quando ele se sentiu péssimo por mim. Eu não queria isso.&lt;br /&gt; -Mas afinal, eles me ignoram desde o dia do meu nascimento. Eu acabo ignorando eles também. Isso não me incomoda mais. Pelo menos não muito.  &lt;br /&gt; -Sabe, eu posso ver em seus olhos o quanto você sofre com isso e não deixa transparecer. É impressionante.&lt;br /&gt; Eu o fitei inocente.&lt;br /&gt; -É sério, você sabe realmente como poder esconder seus sentimentos. Eu tenho um pouco de experiência em ler o rosto das pessoas, é fácil sabre quando elas estão mentindo ou não. Mas você não mente, só esconde os sentimentos. É impressionante.&lt;br /&gt; Aquilo era verdade. A maior parte de toda a minha vida, eu tinha passado escondendo os meus sentimentos dos outros. Não de mim mesma, é claro. Eu sabia muito bem o que eu sentia. Eu só não deixava transparecer, pelo menos eu achava que não. Nem a minha melhor amiga, Nancy conseguia adivinhar o que eu estava sentindo. Lembro-me quando nós assistíamos a alguns filmes tristes e eu conseguia segurar o choro, e horas depois, quando estava sozinha, eu me trancava no quarto e chorava em reação ao filme (pode parecer ridículo, mas fato inspirado na autora também). Eram raras as vezes que eu não conseguia segurar o choro ou qualquer sentimento. Eles vinham mais tarde quando eu estava sozinha, mas na frente dos outros, nunca. Ou foi isso que eu pensei ate conhecer o Luke.&lt;br /&gt; -Como? Como você faz isso? – eu perguntei abobalhada.&lt;br /&gt; -Prática – e sorriu.&lt;br /&gt; Nesse momento a Mel entrou no quarto.&lt;br /&gt; -Ei, Kay, vejo que você já conheceu Luke, às vezes ele é meio estranho, não liga não.&lt;br /&gt; Me endireitei. &lt;br /&gt; Ele sorriu com a acusação dela e disse:&lt;br /&gt; -Estranho o bastante pra conhecer você, Mel.&lt;br /&gt; -Muito engraçado, Luke.&lt;br /&gt;&lt;p&gt; -Bom, David deve estar me esperando lá embaixo, então, eu acho que a gente se vê, Kaylee. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-3242887675324887160?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/3242887675324887160/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=3242887675324887160&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/3242887675324887160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/3242887675324887160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/08/capitulo-3-ate-que-aqui-pode-ser-melhor.html' title='Capítulo 3 – Até que aqui pode ser melhor do que eu pensei'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-4035010929447208735</id><published>2009-08-03T21:05:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T21:06:21.570-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 2 - Amigos</title><content type='html'>Lá dentro era como um quarto dividido ao meio numa linha imaginaria. Metade do quarto era totalmente abarrotado de Cds, revistas, livros e roupas, a outra metade era vazia, só com os cômodos e a cama com seu edredom cor de areia. A outra cama tinha um edredom laranja.&lt;br /&gt; Minha colega de quarto estava deitada na cama, folheando uma revista. Quando ouviu eu entrar, se endireitou na cama e num pulo se levantou. &lt;br /&gt; -Você deve ser a novata aqui, seja bem vinda. – diferentemente da inspetora, ela não falou isso roboticamente, mas como se desejasse isso mesmo. Fez-me sentir um pouquinho melhor. &lt;br /&gt; Sua voz era grave e suave ao mesmo tempo. Fiquei me perguntando se ela cantava nas horas vagas. Ela tinha cachos de cabelos ruivos acaju – do tipo que se pinta e não que é natural – caindo sobre os ombros contrastando com sua pele branca, e um piercing como um diamante no nariz. Seu rosto era lindo.&lt;br /&gt; -Ah, obrigada – falei espantada quando, um segundo depois ela estava me dando um beijo no rosto.&lt;br /&gt; -Você não imagina como é ficar sozinha num quarto, sem poder conversar com ninguém a noite. Tem gente que ate gosta, sabe como é de alguma privacidade, principalmente com garotos por perto, - ela piscou pra mim – mas que graça tem isso? – E sorriu, seus dentes perfeitos. &lt;br /&gt; Eu sorri de volta, parece que íamos nos dar bem.&lt;br /&gt; Apesar de não ter nenhum garoto que preste na minha antiga escola, teve uma época, que eu namorei sério com um garoto – Dylan – que era integrante do time de beisebol. Durou no total, sete meses. Ele acabou se mudando de escola e nós nunca mais nos falamos. É claro que ouve outros garotos, mas nada muito sério. &lt;br /&gt; -Bom, eu sou Kaylee Wilson, e você deve ser Melanie Philler. &lt;br /&gt; -Pode me chamar de Mel mesmo. Hei – ela disse quando viu minhas malas, depois que você tiver desarrumado suas malas, eu posso te mostrar o colégio e apresentar algumas pessoas.&lt;br /&gt; -Na verdade, eu odeio arrumar e desarrumar malas, me dá dor de cabeça. A gente pode ir agora, eu topo qualquer coisa pra adiar essa tarefa.&lt;br /&gt; Ela riu. –Vamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; -Então, seus pais te chutaram da Califórnia porque não queriam mais você por perto? – Ela perguntou enquanto passávamos por uma estatua no jardim do colégio. Descobri que Melanie – Mel – podia ser bem legal, e ela não estava tão impressionada com a minha aparente ausência de afeto familiar. Ela veio de uma família muito grande – cinco irmãos, ela era a única garota – em Nova Jersey, seus pais também a despacharam pra cá. &lt;br /&gt; -É. Eles podiam ter esperado ate a faculdade, mas por que esperar ate a faculdade, se você pode mandar sua filha pro outro lado do país amanha? &lt;br /&gt; -Eu sei como você se sente, no começo é assim, mas depois você se acostuma. Eu prefiro essa escola a minha casa agora. É bem menos assustadora – Ela riu, sua voz perfeita. – Ei, Mel – Um garoto loiro que parecia ter idade suficiente para ser professor nesse colégio, mas obviamente não era, estava andando pelo jardim a chamou, com mais ou menos um metro e oitenta, feições marcantes, no entanto ele não era feio. Longe disso.&lt;br /&gt; Ele se aproximou com interesse no rosto.&lt;br /&gt; -Oi Mel, posso saber quem é a sua amiga? Acho que nunca nos vimos antes aqui, não é? – Essa ultima parte ele perguntou se direcionando pra mim. Percebi que ele usava uma calça jeans e camisa pólo que, fala serio, realçavam os seus bíceps ate demais.&lt;br /&gt; -Eu cheguei aqui hoje, então nós nunca nos vimos. Kaylee Wilson – me apresentei e estendi minha mão para cumprimentá-lo. &lt;br /&gt; -Gregory Hall – ele estendeu a mão, ela era áspera e quente. Mas não tipo que incomodasse. – Então, qualquer hora nós nos vimos por ai Kay – e piscou.&lt;br /&gt; Quando ele foi embora, Mel fungou, olhei para cima, e levantei uma sombracelha, ela era uns cinco centímetros maior do que eu. &lt;br /&gt; -Ele nunca perde a oportunidade de dar em cima de alguma garota – Ela disse como quem sabia que ele era o maior galinha do pedaço. Perguntei-me se ele deu em cima dela quando ela chegou, há dois anos atrás. &lt;br /&gt; -Então, você conhece todos aqui? – eu perguntei depois que ela me apresentava a duas garotas que passavam por uma fonte no jardim. &lt;br /&gt; -A maioria sim. Todos são bem legais aqui. É reconfortante, principalmente pra quem é novo. Então, - notei que ela tendia a mudar de assunto no meio de uma resposta, mas não era exatamente irritante. – você tinha namorado na sua antiga escola?&lt;br /&gt; -Eu só tive um namorado serio de verdade a algum tempo atrás, o resto foi mais por tédio mesmo. &lt;br /&gt; -Eu sei como é, bom, quem sabe você não encontre alguém por aqui? Eu adoro bancar a casamenteira, já consegui bons resultados. Minha prima se casou com um garoto que eu a apresentei há algum tempo atrás. – ela disse radiante.&lt;br /&gt; -Se casou? – perguntei pasma – quantos anos ela tinha?&lt;br /&gt; -Dezenove. &lt;br /&gt; -Bom, de qualquer jeito, namorar não é minha prioridade no momento. &lt;br /&gt;-Ok, ok. Mas quem sabe no futuro? Os garotos daqui não exatamente de dar tédio – ela riu.&lt;br /&gt;-Mas e você? – perguntei mudando de assunto – Namora?&lt;br /&gt;-Não, é impressionante, mas eu só consigo bancar a casamenteira com os outros – ela parecia bem frustrada.&lt;br /&gt;-Um dia você encontra alguém – e ri da sua frustração&lt;br /&gt;-Obrigada, e, aliás, Wilson, ate que para uma pessoa que veio da costa oeste, você é bem legal. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-4035010929447208735?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/4035010929447208735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=4035010929447208735&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/4035010929447208735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/4035010929447208735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/08/capitulo-2-amigos.html' title='Capítulo 2 - Amigos'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4603614605739986666.post-2419793167853144714</id><published>2009-07-13T12:39:00.000-07:00</published><updated>2009-08-03T09:56:07.149-07:00</updated><title type='text'>Capítulo 1 - Pessimismo</title><content type='html'>Colégio interno. É esse o nome do lugar que os seus pais te mandam quando não estão nem ai pra você. Não estão nem aí pra que horas você chega em casa ou se você bebe ou toma drogas - não que eu fizesse isso de qualquer jeito.&lt;br /&gt;Desde pequena, eu sempre fui um fardo que Ellen e Robert sempre carregaram. Ou eles nunca tinham tempo suficiente ou disposição suficiente. No começo, eu nunca entendi o porquê de meus pais nunca passarem mais de cinco minutos comigo, quando os pais de minha amigas, gastavam horas com elas. Mas depois, com o tempo, eu aprendi a lição mais importante sobre meus pais: Você pode morrer atropelada que eles provavelmente nem vão ligar.&lt;br /&gt;Ellen nunca demonstrou nenhum amor maternal comigo - ela estava preocupada demais pra fazer compras ou encontrar as amigas no shopping pra isso. Nossa relação sempre foi fria, desconfortável. Ela só é assim comigo, com os outros - qualquer um - ela é extrovertida. Meu pai sempre chega em casa tarde, trabalha das 7 às 21:30 todos os dias como acionista de uma empresa. Nós mal nos vimos.&lt;br /&gt;Eles nunca precisaram se importar de verdade comigo. Ótimas notas, boas amizades, excelentes recomendações de professores, nunca fumei. A vida inteira eles nunca tiveram sequer um problema comigo. Então eu pergunto: Será que é pedir demais querer cursar o segundo ano do segundo grau numa escola normal, com meus amigos, morando numa casa que, apesar de não ter ninguém com quem eu possa conversar, tem minhas coisas, é um lugar reconfortante? Eu sabia que eles sempre quiseram me ver longe, mas eles não podiam, por favor, esperar até a faculdade? Será que é mesmo pedir DEMAIS?&lt;br /&gt;Eu me lembro de quando eles me contaram que eu ia pro outro lado do país cursar a Valley High School, em Wilmington, Carolina do Norte. Nós estávamos jantando, eu e minha mãe - meu pai estava trabalhando - num silencio absoluto quando ela falou:&lt;br /&gt;-E a propósito, eu e o seu pai te matriculamos num colégio bem melhor do que aquele que você estudava, é super bem recomendado.&lt;br /&gt;Fiquei totalmente embabasacada, desde quando que eles se importavam se eu estudava numa escola boa ou não?&lt;br /&gt;Ela não esperou a minha resposta, só continuou:&lt;br /&gt;-Fica em Wilminton, Carolina do Norte, a propósito, também é um colégio interno. Você se muda daqui a duas semanas.&lt;br /&gt;Eu me lembro também de ter passado essas duas semanas inteiras trancada no meu quarto chorando. Chegou um ponto que eu quase preocupei os meus pais, mas quase. Foi no dia que eu comecei a implorar de joelhos soluçando pra eles me deixarem ficar em casa – meu pai estava em casa, era um sábado. E ele só disse:&lt;br /&gt;-O colégio vai ser mais bem adaptado pra receber você, querida.&lt;br /&gt;Ou seja: Nós não estamos mais agüentando seus chiliques, por isso vamos te mandar pra um colégio interno, onde eles possam cuidar de você, querida.&lt;br /&gt;Quando falei pra minha melhor amiga, Nancy, que eu estava me mudando de São Francisco, Califórnia, pra ir para o outro lado do país, bem, ela quase teve um ataque. Nós éramos unha e carne desde a 1ª serie. Uma semana separadas e nós começávamos a sentir saudades. E em parte, era por isso que eu não queria ir embora. Não me importava com os meus pais – eles também não se importavam comigo -, não me importava com o resto da escola, eu não queria ficar longe da minha melhor amiga.&lt;br /&gt;Na minha escola só tinha babacas, eu não estava exatamente namorando agora – então isso não era exatamente um problema.&lt;br /&gt;Mas Nancy era um problema. É claro que nós duas tínhamos outros amigos, mas nada se comparava à nossa amizade. Era como se nós duas fossemos irmãs.&lt;br /&gt;Eu prometi a ela que iria escrever toda a semana – ficava caro uma ligação interurbana, então recorremos aos meios antigos de comunicação, já que ela achava fascinante mandar cartas pelo correio ao invés de simplesmente digitar um simples e-mail – e que iria vim assim que pudesse – em algum feriado, ou nas férias -, e ela prometeu o mesmo.&lt;br /&gt;Foi dolorosa a nossa separação, muito dolorosa. Com direito a lágrimas e tudo no aeroporto – ela fez questão de me acompanhar ate lá. Nós nunca tínhamos nos separado (só quando nós íamos viajar nas férias com a nossa família, mas isso era diferente.) e isso foi como se parte de meu coração tivesse ficado com minha irmã.&lt;br /&gt;De meus pais eu me despedi normalmente. Um adeus e um abraço bastaram para os dois. Eles sempre acharam que se eu tivesse um cartão de credito nas mãos, bastava. Eu sempre tive as melhores roupas, os melhores brinquedos e melhores livros. Com 10 anos eu ganhei meu primeiro cartão, e não vou falar que eu não o usava, porque eu usava. Mas eles nunca se preocuparam em me dar um abraço ou coisa do tipo. Só roupas, viagens e só. Às vezes eu me pergunto se eles se arrependem de eu ter nascido.&lt;br /&gt;E agora, eu estou aqui, seguindo essa inspetora nesse corredor cheio de quartos de alunos, indo ate o meu próprio quarto.&lt;br /&gt;A Valley High School, se orgulha por sua educação e disciplina de primeira, os quartos são planejados para dois alunos, e o prédio dos meninos fica ao lado do das meninas. Ouvi falar que muitos desses alunos pulavam as janelas, e havia certas trocas de quartos, já que esses prédios eram próximos demais.&lt;br /&gt;O corredor é cheio de portas – algumas abertas demonstrando alguns alunos vendo TV ouvindo musica ou coisas do tipo – algumas fechadas e alguns alunos passeando livremente pelo corredor. O corredor deve ser extremamente silencioso, por isso a música e a TV estavam baixinhas. Cada quarto continha um próprio banheiro para ser dividida com seu colega de quarto.&lt;br /&gt;Paramos ao n° 203 A, e a inspetora que tinha uma cara de que realmente não tinha dormido naquela noite se virou e falou:&lt;br /&gt;-Pronto srta. Wilson, esse é o seu quarto, n° 203 A. Sua colega de quarto é... – ela olhou uma lista de nomes que tinha em mãos e disse - sua colega de quarto é a Srta. Melanie Philler. Qualquer coisa, eu vou estar na recepção lá em baixo. Espero que goste de seu quarto. – sua voz era robótica como se já tivesse dito esse discurso milhares de vezes.&lt;br /&gt;Virou-se, e foi embora.&lt;br /&gt;Bem, quem sabe, eu posso até gostar daqui – pensei com a mão na maçaneta, então eu pensei melhor e vi que as possibilidades eram de 100 contra 1, ou seja, praticamente impossíveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4603614605739986666-2419793167853144714?l=sunset-nc.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sunset-nc.blogspot.com/feeds/2419793167853144714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4603614605739986666&amp;postID=2419793167853144714&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/2419793167853144714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4603614605739986666/posts/default/2419793167853144714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sunset-nc.blogspot.com/2009/07/pessimismo.html' title='Capítulo 1 - Pessimismo'/><author><name>Raíssa</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14743221257628962484</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
